quarta-feira, 8 de julho de 2026

terça-feira, 7 de julho de 2026

sexta-feira, 3 de julho de 2026

tê.

Não lembro o que nos levou àquele momento, só lembro dela minha frente.
Caralho.
Ela mexe comigo que nem sente!
Ferve meu corpo e eu gosto de tudo, da pele cor de chocolate daquela mulher, do sabor docinho que tem seus lábios, macios, de tudo o que meu corpo sente quando a língua encontrando a minha. Da textura dos seus cabelos, do toque íntimo que ela me oferece com a ponta dos dedos.
O vestido vermelho... Crueldade, diga-se de passagem, deixava ela ainda mais gostosa do que ela já é naturalmente, pensa que combinação deliciosa é ela de vestido vermelho e lingerie preta... que absurdo de mulher, ela é bonita da cabeça aos pés e eu tenho cada pensamento indecente que envolve a presença dela. Ela é a sorte que eu não tenho, não espero, mas quero que venha, na real, eu quero muito que venha. Deixa vim... Tô louca pra descobrir como é que ela respira quando perde o controle, suas expressões, sua entrega.
Eu quero ela nua. 
Eu quero ela totalmente despida, inteira mordida,  lambida, beijada... Toda babada por mim, ela deve ficar linda.
Eu quero ela querendo, também porque ela me desperta muito mais que desejo, desperta fome.
E ela está aqui agora, protagonizando mais um sonho molhado, com ela que me faz tanta vontade.. Lá estava eu, de frente pra ela numa sensação gostosa de intimidade e muita, muita vontade da minha parte. Eu quero devorar essa mulher, lamber esse corpo da cabeça aos pés,.quero conhecer sua expressão quando goza, ver virar seu olho enquanto eu boto um pouco mais forte, enquanto beijo abaixo do umbigo porque eu quero ritmo, quero o mais íntimo. Quero ela nua. Quero ela vestida, com vontade de me pegar porque eu tô, mais ainda.
Será que é querer demais ver essa mulher sem roupa na minha cama?
Ela é tão linda, eu não poderia explicar como ela é bonita nem mesmo se eu falasse cinquenta idiomas diferentes, nem assim eu teria repertório pra colocar aquela mulher em palavras, bagulho doido mesmo. Essa mulher não é só gostosa, é um acontecimento.
O beijo dela era quente, como uma tarde gostosa  e preguiçosa de sol na primavera. Eu sempre olhei pra ela e pensei "quem me dera", acabei esquecendo que o impossível, às vezes, acontece. Eu transformei o desejo em linguagem, eu tenho vontade e ela sabe.
É foda. Intimidade é perigosa, cada toque dela da minha coxa me parece um convite.
Ela tá prestes a me dar tanto que eu quero dar pra ela, vivendo uma brisa na mesma entrega, quero tudo de igual pra igual, enfim.
Ela apoiou a perna direita na cadeira ao meu lado, subiu seu vestido, sua calcinha pedindo pra ser colocar de lado, seu corpo pediu minha língua, suas mãos na minha nuca indicam que ela quer e pensa o mesmo que eu... Meus lábios em seu corpo é um encontro épico, lento, molhado, calmo. Mó paz. Minha língua fez um trajeto gostoso, pra cima, pra baixo, sem pressa... Eu estava adorando esse contato. Enquanto lentas reboladas indicavam que eu estava no caminho certo. Gostosa pra caralho, até quando eu tô de olhos fechados.
Sentou no meu colo depois da chupada, minhas mãos em seus seios, deslizando pra botar dois dedos, senti sua buceta molhada encostada na minha coxa. Já falei que ela é gostosa? Que eu quero botar nela com vontade? Que ela me enche de tesão? Que eu quero dar gostoso pra ela, depois de lamber ela inteirinha gozada? Gostosa, o sabor dela rendeu poesia e prosa, minha boca cheia de água, meu tesão pronto pra próxima. É foda. Essa mulher mexe com as vontades e outras coisas e pá. Eu nem sei explicar, mas ela é dessas.
Ela é absurda.
De bonita.
De gostosa.
De saborosa.
E caralho, bota saborosa na lista de adjetivos dessa mulher!
Deixa pelo meu corpo um calor febril.
Eu não sei explicar direito.
Só sei que foi bem chato acordar.


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quarta-feira, 1 de julho de 2026

doce, dengosa, polida...

4h04 de uma madrugada fria, quando eu estou sem óculos ela parece uma tela de expressionismo. Ela é bonita, até quando eu vejo ela borrada, sem make, sem batom vermelho, sem cabelo feito, sem nada. Ela é bonita em sua intimidade, mais do que em qualquer outra forma.
Enfim.
Olhei pra ela enquanto ela dormia e a vontade de fugir dessa situação me dominou mais rápido, dessa vez. Há um abismo entre o que eu faço e o que eu penso em fazer. Pensei em sair pela porta da cozinha, descer os nove andares correndo, subir a serra voando... Mas seu corpo quente parecia um ímã, arrastando meu olhar mesmo, guardando todo meu afeto e sentimentalismo. Sua cabeça no meu ombro, os seios dela encostados na minha barriga enquanto ela dorme e sequer imagina que eu não tenho mais nada pra oferecer pra ela. Nada. Não tenho mais perspectiva e muito menos expectativa, só tenho um amor que me domina. Mais nada. Não me vejo num futuro ao lado dela, não mais. A gente deixou isso pra trás, mas isso não anula o fato de que eu gosto dessa mulher, eu gosto mesmo dela. Ela ocupa uma boa parte dos meus desejos, na real. Uma boa parte da minha vontade.
E é justamente por isso que eu nunca vou saber explicar quando foi que a gente parou de dar certo e começou a dar tão errado, empurrando as brigas pra debaixo do tapete e usando trepadas como Band Aid, numa tentativa desesperada de curar tudo que dói. De transformar cada briga, discussão, "traição", cada ação que me deixou bad, em passado.  Fingindo superar cada baque emocional só pra transar sem lidar com nada. Puro apego. Puro suco do desespero emocional e egoísmo, eu sei. Eu já deveria ter esquecido essa história. Eu já deveria ter tirado essa mulher da minha vida como eu faço com qualquer outra mulher que me irrita, mas ela me deixa assim, travada.
Igual agora.
Que eu quero fugir ao mesmo tempo que escrevo esse texto decadente depois de lamber seu corpo inteiro, sem arrependimento mas com um desespero imenso sem precedentes. Revivendo tudo, de novo e de novo... Puro ego. Puro conforto. Ela sabe que eu sempre vou vir quando ela me chamar, se eu for falar de amor, eu vou falar pra caralho sobre ela e se eu for falar de vício, eu sou viciada na buceta dela.
Mas...
Eu já não quero passar minha vida lutando pra esquecer, esquecer que eu amei, que eu me doei, que eu quis, que eu chorei, que eu quis muito que tudo tivesse dado certo, há dezessete verões atrás, na real... enfim, eu fiz o que pude e isso inclui entender que eu não posso anular ou esquecer que eu também errei, que eu traí, que eu sempre mandei "beijo, boa noite, te amo" e  flores enquanto eu batia no rabo de outras mulheres, que eu transei com a mina que ela mais odiava porque eu estava com raiva. Na real, ainda transo às vezes, muito raramente. Eu sei os pontos que doeram nela, assim.como reconheço o que dói em mim. E eu preciso escrever sobre isso. Não pra me livrar da responsabilidade, mas pra entender o espaço que isso ainda ocupa dentro da minha caixinha da culpa, enfim. Não há arrependimentos, não tenho como mudar os fatos do passado, mas eu... Às vezes eu queria que tudo tivesse sido minimamente diferente.
Ela ferve meu peito. É isso que ela não acredita ou não entende.
Eu não queria que saber que ela fica com outras pessoas me afetassem, mas afeta. No silêncio da minha verdade, afeta. Às vezes eu nem entendo porque ela continua pregada com super bonder na minha memória.
De verdade, ela teria de mim o que quisesse se ela assim, o quisesse. Entende? Eu aguardo pelo dia em que a gente vai se olhar e entender que cada situação que vivemos foram relevantes, o primeiro beijo,.sexo, amor, o primeiro baseado. Tudo. Mas em contrapartida, às vezes, eu torço pelo dia em que seu nome será protegido pelo meu esquecimento.
Sei lá.
O sentimento é mil grau.


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terça-feira, 30 de junho de 2026

coração balança tipo o bloco da Ivete

Ela deu risada assim que abriu a porta pra me receber, no andar de número nove. O fatídico.  Eu falo que não volto, mas na primeira oportunidade aqui eu estou... Olhando pra essa cara deslavada que ela tem. Não sei quem de nós duas consegue ser pior, eu ou ela.
Olhou bem pra minha cara como se não me visse há anos, me beijou como se não tivesse me dado um tiro de beretta no coração no nosso último encontro, eu penso em despir suas vestes como se eu não tivesse visto ela e várias mulheres que ela odeia, nuas, antes. Mas quero e preciso pontuar que ela nua beira o absurdo, sua pele com gosto de sal e sol, as marcas do biquíni, e a vontade absurda que eu sinto de beijar cada espaço de pele que há nela. O meu tesão por ela é intocável, insaciável, mas eu sempre estou pronta pro impacto, talvez nós sejamos dependentes emocionais, sexuais e todos os uais que há, mas somos muito nossa. Só sei que a gente tem isso. Que porra de elo que temos, é esse? Não busco mais explicações.
Enfim.
Eu estou aqui agora.
Olhando pra ela enquanto ela me sorri como se soubesse que eu já estou rendida. Conversamos por um tempo na cozinha, enquanto escondíamos a vontade de se atracar, tá louco. Esse apartamento branco me traz lembranças absurdas, deliciosas e é só sobre isso que eu quero falar hoje. Foda-se o amanhã. Foda-se todas essas pessoas que ela conversa, fica, foda-se. O que me importa é se o coração dela balança, tipo o bloco da Ivete, comigo, ainda. Se ela quando está sozinha, fica pensando e lembrando da minha mão no seu pescoço, da minha língua, no seu corpo, no meu corpo completamente à mercê das vontades dessa mimada do caralho.
Eu estou aqui agora... Pronta pra viver tudo que meu desejo me faz fazer. E caralho, eu nem posso me arrepender porque é incrível o poder absurdo que essa mulher exerce sobre minha líbido, minhas vontades, ela domina, chega a beirar o monopólio. Mas quando eu olho com atenção pra essa paixão gostosa e desgraçada, eu entendo bem porque eu venho. Parece que cada ano deixa ela mais gostosa, parece que eu nunca mais vou parar de render história com ela.
Mas nós ainda estávamos ali, agora já com nossas doses de whisky sentadas na sacada e eu não sei esperar nada, eu apresso as coisas. Eu quero viver e ver a vida acontecendo, pra eu escrever textos como esse, sobre mulheres como essa.
A vida acontece a todo momento, mas eu amo os momentos onde meu peito implora uma ação do meu corpo, quando ela me olha com aqueles olhos castanhos que me engolem, me convidando pra um beijo que eu não quero terminar mais.
Ela me atrai, me provoca o lado mais animal e humano, ao mesmo tempo. Absurdo. Eu já estava no colo dela, talvez eu viva na mais pura distração e coragem ébria, sei lá.
Nós duas na sacada branca, o frio dessa cidade de veraneio, o vento que não cessa, a gente se encostando. Tão gostoso ter essa mulher do meu lado, flertando comigo e fumando meu baseado. Eu até esqueço que há uma vida inteira e bem estruturada sem a presença dela, quando eu descer desse prédio. Mas eu não consigo ligar pra nada disso agora.
Estou aqui, não estou?
Eu já vim, né?
Eu já gastei um rio de dinheiro com aplicativo de transporte pra chegar aqui 01h05 de uma terça feira, dia útil, pós jogo de copa do mundo. Mas eu vim. E eu, incrivelmente, nunca me arrependo de nada. Eu atravessaria o universo, eu iria até Júpiter se ela me chamasse. Acho que é um pouco disso que mantém a nossa intensidade, né? O fato de que eu tô sempre caminhando nua pelo nono andar, enquanto ela me fode devagar, como se o amanhã não fosse nada. Como se tudo que já deu errado entre nós, fosse página virada.
Mas estou aqui.
Agora.
E talvez tudo seja mesmo página virada.
E é isso. Eu vim.
E agora eu tô aqui, olhando pra cara que ela faz quando tá prestes a me comer. Eu gosto, sabe? Da nossa respiração ficando mais funda, do arrepio pré contato, do ato... Tudo.
Enquanto ela beija meu corpo despido de todo orgulho, ego e vergonha na cara.
Os lábios dela percorrem minhas coxas, eu deitei na sacada sem medo ou vergonha da observação dos vizinhos dela. Que bagulho de louco, tem que prestar muita atenção pra ver a gente aqui, mas vai saber. Ela me chamou de vagabundinha, mas quem tá me comendo aqui... É ela, né? rs
Se ela não para, eu é quem não interrompo nada. Sua língua brinca com a minha vontade de permanecer em paz, me tira do eixo, me faz cometer cada absurdo. E no fundo, eu gosto é disso mesmo... Quando ela mergulha em mim, sem culpa ou piedade alguma e juntas assistimos as horas indo embora.
Sem parar.
Sem dormir.


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segunda-feira, 29 de junho de 2026

vou te cobrir de beijo porque tá friozin rs

A mão dela deslizou pela minha coxa, apertou um pouco ali... Próximo à minha virilha. Eu olhei pra ela em tom de sacanagem, eu nunca perco a oportunidade de olhar pra ela com essa cara que ela fala que parece que eu peço buceta. Eu sempre quero mesmo, a dela então? É um desejo absurdo, é sonho, é vontade constante, enfim. Papo de fuder com certa frequência, mas ela me causa uma imensa vontade de reviver tudo sempre. Cada vez fica melhor, alguém me explica isso? Como é possível que ela me dê mais gostoso.a cada vez que fica nua na minha frente?
Eu beijei sua boca, seu pescoço, seu colo, sua barriga, seu corpo todo... Da cabeça aos pés. Espalhando digitais, saliva e vontade dessa mulher por seu corpo inteiro, inteirinho.
Minha língua desenhou seus seios como se eu fosse Monet, o próprio. Ela é uma delícia, é gostoso observar suas expressões enquanto eu tiro esse seu shortinho indecente, enquanto ela me olha com aquele olhar, aquele que me rouba o ar, aquele olhar que me faz imaginar que ela tá prestes a esfregar a buceta na minha cara, aquele olhar que me tira a capacidade de raciocinar claramente sobre qualquer coisa, me tira a clareza e discernimento. É bom? Não sei, mas sei que é isso que acontece e no momento é a coisa mais deliciosa desse mundo todo. Eu devo tá ficando louca. Por ela. Sei lá.
Jamais conseguiria imaginar tamanha delícia, a lingerie preta que eu tiro com gosto, ela tem sede... eu cedo. Mato a vontade dela e a minha porque eu sou muito, muito boa de mira. A calcinha dela de renda fazendo render muito assunto noite afora, multiplicando as horas nesse motel barato onde ela gosta de me encontrar, e eu boto devagarinho nela ao som de Hrs & Hrs, da Muni Long.
Nós esgotamos mais uma playlist.
Olhei pra ela enquanto eu entrava quase inteira dentro dela, cada vez mais forte, cada vez mais rápido, como faz pra gente parar de se pegar, eu boto, ela rebola, eu boto, ela rebola, eu boto, ela rebola, minha mão aperta o pescoço dela, ela rebola mais e mais e mais e mais... Como que faz? Lembro dela rebolando no meu colo horas atrás e agora ela tá aqui, de quatro, com a calcinha pro lado. Prestes a ser devorada, mais uma vez. As coisas sempre são melhores do que eu poderia imaginar, eu já nem tento planejar e sinceramente, o que mais eu poderia querer? E quem poderia prever tamanho desatino de mulher que o destino colocou no meu caminho? É foda.
Ela nua, disponível e disposta mata todo o meu tédio, de fato. Ela me dá orgasmos que eu quase não esqueço, atenção, uma vontade que atrapalha o raciocínio lógico , mas também me oferece um choque de presença e consciência da minha vida entrelaçada à dela. Eu acho que, agora, as coisas estão ficando cada vez mais gostosas. E ela tem essa coisa que me prende, essa beleza quente, a pele cor de canela, um sabor gostoso que só encontro nela. E na minha boca ainda tem o gosto dela.



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segunda-feira, 22 de junho de 2026

quinta-feira, 18 de junho de 2026

eu mergulhei

Enquanto ela rebola ao som de qualquer funk, eu bolo um baseado. Ela esquentava minha noite fria jogando o rabo. Ela é gostosa, muita foda e pouca prosa. Dançava me olhando, me encostando, me provocando e parece até que me conhece há muitos anos, mas nem faz tanto tempo assim. Eu deixo ela fazer o que ela quiser, ela vai, ela volta e ela sempre acaba na minha cama, eu adoro essa minha impulsividade alcoólica, eu adoro que ela é tão impetuosa com a minha vontade, faz parecer fácil me deixar doida por ela. E eu sei que ela faz isso porque ela acha que eu não sou capaz de arrastar ela pro meu apartamento hoje.
"Vai dormindo no meu barulho, filha da puta...", eu pensei. Não disse nada. Deixa ela me provocar mais um pouco pra gente descobrir em qual cama isso acaba. Amo ter cara de boazinha e ser danada. Pode chamar de imprudência, mas depois que ela encosta em mim, assim, dessa forma que ela faz, gosto de frisar que: qualquer coisa que eu pense, queira ou faça é pura indecência. Ela domina minha mente que nem sente. Adoro ter ela frente a frente.
E quando eu menos esperava, lá estava ela: sem calcinha no meu colo, no meu apartamento, ai ai ai eu adoro, ela pagou pra ver...
... E deu o óbvio.
Minha mão no pescoço dela, eu leio PACIÊNCIA, ela sorrindo. Eu não consigo não derreter nesse sorriso tão bonito e nessa cara de filha da puta, de quem quer beijo, quer meus dedos, quer matar todo e qualquer desejo. E pensar que há uma hora atrás a gente tava na adega, ali na frente da Praça do Coco. É culpa desse tempo frio, da Amstel gelada, do beijo com gosto de maconha e cerveja e agora à uma hora da manhã eu posso afirmar que observar ela nua é só a cereja do bolo. Agora ela tá aqui, de cara pra parede, eu botando nela de costas, eu puxo o cabelo, ela me xinga, fala que gosta.
Ela é brisa boa, conexão, bola meu baseado, diz que tá maluca e eu tô maluca por ela. E eu nunca prometo nada, mas ofereço sempre o máximo de sensações boas possíveis, temos tido noites incríveis.
E há algo tão bonito na nossa putaria, alivia, eu tropeçaria na oportunidade de ter essa mulher em meus lábios diariamente, flertaria com a oportunidade de entrelaçar minha vida na dela. Mó fita isso. Nossa foda é pura poesia que eu escrevo na cama, no chão, no box do banheiro, em qualquer lugar. E acho que essa nossa poesia nem precisa ser lida, eu coloco um bom som e acho de bom tom recitar minhas palavras de amor por entre as coxas dela. E afins.


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terça-feira, 16 de junho de 2026

eu bebo um pouquinho pra ter argumento

Parece um surto, dissociação, não sei que porra é essa. Mas eu sempre acordo tão próxima dela como se fosse algum tipo de feitiço, de ímã ou sei lá o que é. Mas é.
Ela é tão bonita quando eu tô comendo ela com a fome de quem não coloca as mãos em uma mulher há tanto tempo,  como se eu tivesse todo esse tempo reservando meus pensamentos mais inadequados pra essa mulher.
Ela é meu amor de verão, de vários verões. Não é estranho que estejamos revivendo isso o tempo todo e revirando os sentimentos como se não isso não fosse resultar em um longo questionamento, ciúmes, outros sentimentos e uma sessão de terapia extra essa semana, na expectativa de enxergar isso da melhor forma possível e tentar lidar com a forma que tudo isso me impacta.
É complicado falar sobre ela.
Sempre foi.
Desde que ela era só uma caiçara bonita que conhecia altos picos pra fumar maconha e eu fosse só uma turistinha em busca de alguma adrenalina praiana e beijo na boca, que teve seu coração beliscado por ela.
Mas eu não posso me vitimizar nessa situação. Tudo que ela me ofereceu, ela teve em dobro. Essa é justamente a problemática toda da parada. Eu quis ser porto seguro e acabei não sendo nem mesmo uma bóia furada, próxima demais do ego e longe demais de oferecer o mínimo de estabilidade emocional, afetiva. Sei lá. De que adianta eu ter enchido a cama dela de buquês de flores amarelas, se eu estava deitada em outras camas depois das mensagens de "boa noite, te amo!"? Porra nenhuma. Agora talvez não faça tanta diferença, também. Os anos passaram e tanta coisa mudou, nós amadurecemos, mas tanta coisa ainda paira entre nós, um misto de atração, amor, saudades, vaidade, ego... Tudo misturado. Eu não esqueço nada de ruim que fizemos uma pra outra, mas eu nunca venho até o nono andar pra me explicar, também. Então o que importa se o que passou, passou e ainda estamos aqui? Talvez não exatamente no formato que eu idealizei aos vinte e seis, nem mesmo aos dezesseis quando era ainda tão menina enlouquecida e entorpecida, literalmente, por ela.
Enfim.
Ela ainda me gera um arrebate no peito.
Um frio na barriga difícil de controlar, uma vontade imensa de sair correndo, mas ao mesmo tempo ficar. Não sair do lado dela nunca mais, não sei. Ao mesmo tempo que entendo que essa porra nunca vai dar certo. Mas caralho, ela me olhava com aquela cara que ela faz que ela sabe que eu gosto, mas me assusta, ainda me impressionam os olhares dela pra mim.
Era próximo das 3h, ela me serviu uma dose de whisky, bolou meu baseado enquanto conversávamos sobre tudo e nada, ao mesmo tempo. Desde quando paramos de falar sobre nós? Não sei, não percebi.
Mas agora tudo que temos é resumido à isso aqui: voltas emocionais, vícios carnais e só. Nós duas transando pra caralho enquanto eu embaralho meus sentimentos num bololô sem fim. Faço uma mistura do que sinto e do que eu deixei de sentir, mas o que eu esperava vindo até aqui? Além de uma sessão de bucetada braba, pra quando eu ir embora o cheiro dela ter grudado na minha blusa, nos meus dedos, nos meus poros? Eu não sei. Às vezes não sei nem como me sinto. Eu sei que ainda gosto, mas não sei mais o que é o amor, eu sei que quero ter essa mulher, mas não tanto ao ponto de prender ou pertencer. Às vezes penso que quero que ela seja minha, mas aí me lembro que eu não poderia nunca estar nas garras dessa mulher e nem mesmo quero meu nome gravado num anel em seu dedo anelar, mas sinto cada um dos anéis de sua buceta enquanto eu transo com ela pra passar o tempo e matar o tédio, dando tapas em seu rosto sem o mínimo de dó, escondendo entre suas coxas muito do meu sentimento e chorando com qualquer acorde de Joni Mitchell na sala branca e inóspita da casa dela.
Eu penso que poderia tranquilamente viver sem essa mulher encostando a existência dela na minha, mas aí ela me olha, me passa o baseado, senta no meu colo e me obriga à sentir seus lábios molhados. Talvez ali, tenhamos algo especial pra ambas.
E sendo honesta? Na presença dela, eu entendo que a vida odeia ser simples. 


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terça-feira, 9 de junho de 2026

sexta-feira, 29 de maio de 2026

dose de chá que acalma qualquer conflito

Sua língua fez lentamente o trajeto entre minha boca, calcinha, barriga... Eu não consigo não permitir que essa mulher beije meu corpo todo, faça o que quiser de mim, é inevitável a vontade que eu sinto, é incontrolável o desejo que nasce em mim enquanto eu tenho ela inteirinha à mercê das minhas vontades, ao alcance dos meus dedos, tesão e lábios... Eu não consigo não tocar, lamber, chupar... Eu quero isso com ela, mas hoje ela quer muito mais isso comigo e isso que fode minha cabeça e faz com que eu esqueça que não dá pra brincar muito com ela porque ela é tipo perigosa. Ela me diz que eu sou do tipo "goza e vai embora" mas porra... Olha pra essa mulher! Pra mim, esse contato é perigoso e delicioso pra caralho. Não que eu vá falar abertamente isso pra ela. Mas é sobre isso.
Eu prometi que não vinha.
Ela prometeu que não voltava.
E agora olha só pra nós duas dando risada dessas promessas. É sobre isso, eu acho, né? A vida reserva umas surpresas deliciosas e quando eu caí em mim, ela já estava quase adentrando meu espaço pessoal, sua língua dando voltas e voltas na minha, lambeu meus lábios, me beijou lento... Ela joga baixo. Loucura essa mulher. Faz tudo parecer fácil, me molha fácil demais.
A mão dela deslizou pela minha coxa, a ponta dos dedos dela apertaram um pouco ali... Próximo à minha virilha, deslizando pro objetivo. Eu olhei pra ela em tom de sacanagem, eu nunca perco a oportunidade de olhar pra ela com essa cara que ela fala que parece que eu peço um, dois, três dedos na buceta, seja pra comer ou dar a minha, pouco importa, meu olhar é o mesmo.
Achou que a carne ia cair no prato de uma vegana? Ela diz que minha cara de boazinha engana. Eu dou risada, mal sabe ela que eu quero tudo, dedos, lábios, presença e a língua também. Eu sempre quero mesmo, vou negar que sou filha da puta? Vou falar que eu não gosto muito, muito mesmo de mulher maluca? Que essa mulher mexe comigo, que quando a gente fode eu não sei o que é ter juízo? Ela me apresenta uma forma avassaladora de querer, de desejo e por falar em desejo...  É um desejo absurdo, é sonho, é vontade constante, enfim. Olha pra essa cara bonita pedindo pra me chupar, como eu vou negar, caralho? Não dá. Eu dou. Sem pena. Quer ser mais quente que meu chá? Tenta.
Eu a beijei pela primeira vez à meia noite e trinta e três e o que veio depois disso eu não supero. Eu beijei sua boca, seu pescoço, seu colo, sua barriga, seu corpo todo... Ela lambeu meus seios, brincou com meu piercing, enquanto seus dedos insinuaram uma entrada em mim e pensei "caralho mulher, eu vou ter que pedir?"
Ela entrou em mim e quando eu menos esperava eu estava totalmente rendida pr'aquela filha da puta. Sem vergonha nenhuma na cara pedindo mais forte.
Me arrepia só de lembrar ela dentro de mim, por cima, enquanto eu beijo sua boca e ela fode lento, coisa do momento, eu rebolava com os dedos dela dentro.
Ela me come olhando na minha cara, eu pedindo baixinho "não para". E essa nossa mania de transar olhando no olho, a conexão de olhar eu acho tão deliciosa, às vezes me pego sendo uma passiva fervorosa rs
Sei lá. toda vez que eu gozo eu só quero jogar a calcinha dela pra lá.


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sábado, 23 de maio de 2026

água da minha sede

Será que essa mulher faz ideia?
Do quanto eu quero encontrá-la sem plateia, sem samba, sem cor laranja, um tempinho eu e ela, na minha cabeça, funcionaria tão bem.
Eu tenho mil desejos que não me convém, só que na minha cabeça ela é muito mais do que só gostosa, rouba a cena, me encanta mesmo. Ela me ferve a libido, bagunça o peito, tira minhas ideias do lugar. Ela me rouba a atenção. Ela atrai isso, é foda explicar. Resumindo: às vezes penso que ela me vira do avesso.
Quando eu olho pra essa mulher, minha mente dispara, penso nela sentada na minha cara, rebolando falando "não para", enquanto meus braços travam suas coxas e ela treme o corpo, apoiando o rosto no encosto cinza da minha cama. Penso nos passeios que minhas mãos ansiosas e minha língua fariam nela, sem pressa, eu quero descobrir onde essa mulher pulsa, eu quero um passeio guiado pelo prazer, com ares de turista e posso arriscar afirmar que ela gozando deve ser a melhor vista. E eu quero tanto, tá? Tô maluca pra olhar pr'aquela carinha bonita enquanto goza, enquanto eu gozo. Juro que o dia que ela colocar os pés na minha casa, eu vou comer ela no sofá, em cada canto e em cada cama dessa casa, no chuveiro e na mesa da sala. Vou dar pra ela em cada canto que ela quiser me comer também. Ela provoca aqui um desejo estranho de sentir ela dentro de mim, entende? Inteiramente, dedos, lábios, língua... Eu quero tudo.
Eu penso muito nesse momento, desejo maluco por sentir uma das minhas mãos apertando cuidadosamente suas coxas enquanto eu entro nessa mulher, um dedo, depois o outro e se ela me olhar com aquela carinha dela eu posso até arriscar botar mais um, e mais outro e aumentar o ritmo, até a gente virar o olho. Até ela molhar a palma da minha mão. Empurrar nela pra caralho, desejando que ela molhe o meu colchão, que ela deixe molhado o meu corpo todo com sua saliva, não só minhas coxas nas minhas siriricas rotineiras dedicadas à ela, embaixo desse edredom.
Desejo ela quase nua na minha cama, de calcinha e camiseta, e como educadamente explicar pra ela que a única coisa que eu quero é puxar sua calcinha pro ladinho e comer pra caralho essa buceta? Sei lá. Às vezes eu gosto de falar sem rodeios. Ela tira um pouco do meu juízo, mulher quando é muito bonita faz isso comigo... Essa então? Caralho. Eu jamais poderia imaginar receber dela uma mensagem falando que quer me dar, mas veio e olha só, eu não consigo parar de imaginar ela sentada sem calcinha no meu colo, aquela reboladinha que me tira o juízo por completo. Imagina uma massagem cuidadosa pelo seu corpo? Eu desejo beijos lentos, molhados, quentes como os que eu já imaginei que fossem ser. Desejo meus dedos decorando seu pescoço, como um colar, desejo ela pedindo pra eu chupar que ela vai gozar com meus dedos dentro dela, sem ousar tirar. Essa mulher mexe com meu lado selvagem, aguça meu instinto, me dá coragem, eu penso um pouco e decidi que sendo ela, eu toparia qualquer lugar, desde minha cama, às escadas do meu prédio, na rua, no Uber, na Lua, no banheiro daquele bar. Eu nem falei isso só pra rimar, tá?
É possível acreditar que ela me molha através de mensagem? Ela dominou meus pensamentos de sacanagem. Eu tenho vontades específicas, eu quero é sentir seu gosto, quero um 69 com sua buceta no meu rosto, dois dedos brincando lento enquanto corre devagar o tempo e ela me chupa de volta, quero desconcentrar essa mulher. Eu quero muito, muito mesmo, sentir seu gosto. Eu quero seu gemido no meu ouvido e tudo, tudo que eu desejar com essa mulher ainda é pouco. Eu quero muito pagar pra ver porque eu sou fogo... Se ela continuar assim, vira gasolina.


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quarta-feira, 20 de maio de 2026

te querer bagunça minha vida

Eu observava e apreciava a quietude do bairro litorâneo pela sacada do nono andar, enquanto ela enrolava um baseado, com aquela técnica ridícula de bolar usando cartão que eu sempre gostei de implicar e falar que complicava tudo, enfim. Lá estávamos nós, eu, ela, nossa atração matadora, muito tempo livre e uma cabeça totalmente vazia dando espaço pra ações mirabolantes que só são executadas porque nossa saudade é ditatorial. É incrível o poder que ela tem sobre minha libido, a incapacidade que eu tenho de falar não pra essa mulher. Como falar também? Se meu corpo implora o contato, deseja o tato, meus lábios, dedos e pensamentos conseguiram memorar o seu corpo inteiro com tamanha precisão que às vezes eu acho que eu tenho a biometria do corpo dela. Eu beijo um pouquinho abaixo do umbigo e automaticamente suas pernas abrem. Playboy, mimada, filha da puta.
Acendi o baseado, quebrando a lei do duende de quem bola, acende e foda-se. Lá estávamos nós, mais uma vez, exercendo a liberdade que nos foi concedida e conquistada. A mulher que eu sou hoje não se apega mais ao passado, por isso que estamos aqui. Mas acho que isso já nem surpreende tanto, ainda mais a mim, que cedo com a voracidade de quem não consegue ficar sem o beijo dela, sem observar ela andando nua por aquele apartamento branco, sem morder seu rabo, sem lamber ela inteira de quatro, sem comer ela de lado e sem olhar os cabelos dourados dela mexendo enquanto o vento invade a casa. Sei lá. Aqui venta pra caralho, ainda mais no frio. Eu acho ela tão atraente que eu poderia realmente ficar por muito tempo falando sobre todas as coisas bonitas que eu enxergo nela.
Enfim.
Ela me serviu uma dose daquele vinho vagabundo, que ela diz que nem mesmo deveria gastar suas taças Baccarat que foram um presente da avó, com aquele vinho vagabundo que a gente adora. Playboy do caralho, foda é que eu gosto dela, eu gosto do vinho vagabundo, ela bem sabe que eu tô pouco me fodendo pro preço dessas taças bregas, mas eu sou filha da puta e ela sabe muito bem que eu só quero ouvir ela pedindo "empurra", depois do vinho, eu venho pra isso, aliás. Pra que nossa conexão de um sexo gostoso e confortável nunca se desfaça. Anos e anos de aprimoramento, acho que hoje ela é capaz de me fazer gozar somente me olhando se ela quiser, juro.
Enfim.
02h18 de uma terça feira comum. O que a saudade, misturado com vinho e baseado não faz hein?
Nossos beijos foram criando velocidade, um peso conhecido e confortável na respiração, uma aceleração de movimento, uma movimentação de sentimentos, o ar quente pra dentro daquela boca e os gemidos que demandam ação e pronto:  seus lábios, língua, dentes, tudo... descendo rumo ao meu pescoço, meus seios enquanto seus dedos insinuam a entrada em mim, mal sabe ela o quanto eu quero ela dentro. Entrando forte e lento. Eu poderia pedir, sei lá, eu poderia implorar e não que eu precise mas sabe quando a parada vai ficando absurda? Eu não sei esperar, os dedos dela me tocam e eu nem preciso dizer que além de portas, minhas pernas estão sempre abertas pra essa mulher, né? Ela deitada no chão da sacada, não sei como isso me surpreende. Minhas coxas decoravam suas orelhas, eu de joelhos em cima dela, suas mãos abraçaram minhas coxas, enquanto me incentivavam a ativar meu modo vagabunda prime. Sua saliva quente na minha buceta ainda é minha fonte de calor favorita, entende? Quando eu gozei, escorreguei o meu corpo para que a gente se encaixasse como um todo. Beijei seus lábios com dezenas de pensamentos impuros me ocorrendo e eu lá, escorrendo desejos impróprios enquanto ela me dedilhava como quem caçava assunto, ainda. Se ela quiser, ela terá.
E preciso eternizar aqui, nas minhas linhas, que quando ela me chupa, o beijo dela fica mais doce.
Será que é por isso que ela sempre quer me comer de novo? Sei lá.


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terça-feira, 19 de maio de 2026

bitch má feito sonserina, quer fumar da sensimilla

Num grau de ebriedade alta, me deparei com ela na minha cama. Caralho, que noite incrível! Eu olhei pra ela, aquele olhar que ela tem de quem que sabe me devorar com o olhar, sabe me desejar, aquele olhar dela que me pede pra empurrar sem parar, o olhar que me mandar beijar seus lábios, pele, tudo... O olhar de uma mulher filha da puta que sabe que mexe comigo o suficiente pra implorar por mais, só com o olhar.
Desejante.
Desejando.
E muitíssimo desejada, também.
Me olhava esperando minha reação e eu observava cada emoção dela, enquanto eu tirava sua camiseta, seu sutiã, sua saia, sem a menor pressa como se a gente tivesse todas as vidas e não só essa, como se o tempo tivesse parado só pra que nós duas pudéssemos desfrutar da nossa impulsividade absurda,é foda. Lambi seus seios, sua barriga, suas coxas. A pele dela arrepiando conforme minha língua ia deslizando... Eu não esqueço o sabor que tem o corpo dela, o cheiro bom de mulher saborosa e eu gosto tanto disso nela, do quanto ela demonstra e me mostra prazer sem esforço, é uma delícia o momento em que a minha língua indecisa desliza por entre suas coxas, virilha, por cima da calcinha... Até o momento em que eu puxo aquela calcinha branca dela de lado. O contraste dessa pele colorida com o meu lençol claro, ai.. Essa visão é o que não sai da minha cabeça, ela deitada me olhando e eu entrando nela devagar, beijando sua boca e antes que eu me esqueça: ela é uma delícia molhada, o sabor, o cheiro, ela rebolando enquanto toma dedada, eu vivo pra ter momentos assim. De pura observação, degustação... Mulher bonita do caralho! Eu queria morar nas coxas dessa mulher.
Somos isso. Somos carne, fervemos o sangue e acatamos a ordem da líbido que nasceu de uma atração fodida que corrompe as boas maneiras e tudo mais.
Eu não preciso de boas maneiras pra comer essa mulher pra ser sincera, com a mãos, a língua e uma insaciedade sem tamanho, ela me tem por completo. Pelo menos ali, pelo menos enquanto meus dedos entram e saem dela num ritmo ajustado, calculado, enquanto ela se toca em sintonia com o meu tesão, essa mulher é o cão! Meu ponto fraco é quando ela me pede mais forte, depois um pouco mais forte, e depois um pouco e penso que sei lá, se eu for mais forte eu machuco até seu coração, mas aí quando ela goza, ela coloca seus dedos molhados na minha boca e eu automaticamente penso que não seria possível uma vida sem chupar essa buceta, penso isso pelo menos enquanto ela está em cima de mim, somos nossas, enquanto ela goza somos nossas. Enquanto essa mulher está por cima de mim, somos nossas. E minha mente não foge do compromisso de desejá-la nem mesmo por um segundo sequer.


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segunda-feira, 11 de maio de 2026

lembrei que tô bloqueada =/

Ela olhou pra mim com aquele olhar que me repele. Meu corpo pede contato, mais pele, mas por outro lado acho que ela tranquilamente atiraria uma bala no meu peito agora porque o olhar dela é quase um outdoor da raiva, e eu nunca entendi muito profundamente sobre esse sentimento. Eu ainda consigo enxergar amor mesmo que ela seja a pessoa que mais dê liçãozinha de moral sem ter o principal: a moral.
Ela estava sentada em um canto da sala e eu em outro, a gente se encarava segundo ou outro enquanto a discussão se tornava tão densa que é como se fosse corpo presente na sala branca naquele momento. Como se fosse uma terceira pessoa entre nós duas, um ménage a trois muito do sem graça, sendo honesta.
Eu nunca entendi muito bem porque é impossível pra gente viver uma relação com o mínimo de estabilidade emocional e constância, inclusive eu nem estou falando de uma relação amorosa exatamente porque quando ela surta que eu só quero sexo, nem amigas nós podemos ser. Penso que a gente simplesmente é peça igual e peça igual não encaixa nunca, nem fodendo... Ou melhor, a gente encaixa pra caralho fodendo, mas acho que é só.
Eu tenho ciúmes, isso é óbvio, porra. Eu gosto dessa mulher. Talvez a minha definição do amor seja o olhar dela quando acorda, me olha e sorri... E a felicidade é quando ela se aninha em mim e dorme de novo. Eu não quero que outras mulheres tenham a possibilidade de olhar pra ela de quatro, por exemplo, e perceber o quão bonita e simétrico é o corpo dela. É único. Me atrai com uma força quase instintiva, que beira a predação.
Mas enfim... nem era sobre isso que eu tava falando , né?
Lá estávamos nós.
Tentando lidar com essa merda toda sem se sujar. Ela é cruel quando quer, eu sou filha da puta quando eu quero também e é por isso que estávamos ali, naquela situação. Ela precisa de emoção. Ela quer brigar pra ter reconciliação, já saquei qual é a dela. Talvez ela seja a mulher mais gostosa do planeta e eu sou só uma sem vergonha que topa tudo por buceta. Por essa buceta, é bom sempre destacar. É por isso que eu me permito viver essa situação toda vez, será?
Eu não sei.
Enfim.
A madrugada e seu silêncio hostil.


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quinta-feira, 30 de abril de 2026

me olha

Meu olhar cruzou com o dela num momento alcoólico absurdo. Uma pá de tipo de bebida depois, um parabéns, um cartão sem limite e uma ideia sem vergonha.
Que parada! rs
A vida é engraçada.
Às vezes, eu não perco a oportunidade de olhar pra essa mulher sem roupa, de lamber os seios dela, de sentir minha língua deslizando nas curvas de seu corpo, de olhar pra ela enquanto eu chupo e ver ela me olhar de volta... É absurdo isso. A sensação de olhar pra ela e compartilhar aquele momento e eu vejo que as oportunidades se escancaram, se oferecem, ficam dispostas tipo numa bandeja
E olha... nem mesmo se nós quiséssemos muito, estaríamos no mesmo lugar, no mesmo dia, no mesmo horário... Mas lá estava ela. Aqui estava eu. O que poderia ser mais conveniente que isso, porra? O universo é mais cuzão do que eu jamais poderia ser.  Eu já estava prestes a ir embora, mas parece que eu sinto o cheiro de filha da puta dessa mulher mesmo de longe, a gente se atrai, se completa, se agarra, se fode pra caralho. É inevitável, é nosso, é foda.
O que sentimos em nossos corpos chega a se parecer com um imã, nós nos atraímos sempre, e sempre, e sempre, e sempre... parece instinto. Se estamos a uns cem metros de distância, é aquilo, né? Nós nos farejamos.
E eu? Tinha ainda um fiozinho de discernimento do que eu queria ou não, mas eu nunca seria capaz de dizer não pra essa mulher nem que eu estivesse totalmente sóbria, sabe? Eu nunca falo não pra mulher gostosa, que mexe comigo, que me atiça, me provoca.
E obviamente: quando menos pude esperar lá estávamos nós, desfrutando da intimidade que a gente mantém no nosso secreto, acho que é a única coisa que é só nossa. Me lembro do cheiro dela, do carro dela, da maconha que ela colocou, de tudo.
Minha língua deslizou sobre suas coxas, sua barriga, beijei sua buceta como quem beija algo que ama realmente e eu ainda sou capaz de sentir o gosto dela enquanto goza, o cheiro, ela molhada é tipo meu ponto fraco mesmo. Depois de tudo, sentada no meu colo rebolou com alguns dedos dentro, com o mesmo vigor se estivesse sentada na minha cara: pra frente pra trás... Devagar. Eu me apego um pouco nessa fita do "devagar".  Eu gosto das coisas sem pressa, que me atravessam.
Eu não perco a oportunidade de olhar pra essa mulher sem roupa, de lamber os seios dela, de sentir minha língua deslizando nas curvas de seu corpo, de olhar pra ela enquanto eu chupo e ver ela me olhar de volta... É absurdo isso. A sensação de olhar pra ela e compartilhar daquele momento. Eu sei que ela tá quase chegando lá... eu boto um dedo a mais, ela sempre quer mais. O olhar dela aperta, ela franze a testa, segura minha nuca ou meu pulso, rebola fora do compasso e a perna treme, ela geme, gostosa... Molha pra caralho logo após.
E ali... Ali eu sinto como se no mundo todo só existíssemos nós. Apenas.
Nada mais.
Ela molhada e suada é meu ponto fraco.


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quinta-feira, 23 de abril de 2026

deixaelapensarqueeuachoqueéminha

A gente se afasta, mas é sempre a mesma coisa que acontece: um rememberzinho vagabundo e sem vergonha, com muitíssima vontade e nada mais. A pura atração carnal, uma foda maluca igualzinha à do nosso primeiro carnaval, uns bons anos atrás, ela tem um olhar que eu posso jurar que me pede contato, boca que beija com vontade e o desejo de uma foda bem dada sempre, sempre, sempre explode... Toda vez igual.
Mas dessa vez é especial, quase meu aniversário e um motel, com ela, de presente e juro que foi ideia dela dessa vez. É isso que mais me surpreende. Eu sempre sou detentora das piores ideias, fi de Exu, carnal, terrível. Fardo que eu carrego é gostar demais de mulher safada, apreciar como se eu não tivesse outras no pente, na boca, na sorte.
É foda.
Ela é mesmo muito gostosa.
Eu fico vidrada na marquinha, na boca dela na minha, na voz, no cheiro... Em tudo mesmo.  Eu gosto de observar ela completamente nua, minhas mãos amam a sorte de um passeio sem freio, sem tempo contado, nem nada.
Mas enquanto eu pensava tudo isso, eu só notei o teto solar do motel aberto, a Lua enfeitando o céu e os seus seios na minha boca, minha língua espertinha deslizando em seus mamilos enquanto ela traga do meu baseado e fala que quer ficar muito maluca.
Ah, eu sou filha da puta!!!!! Eu desejo sempre só sair desse quarto quando eu e ela estivermos malucas mesmo.... e porra, eu já fico maluca com ela no alcance dos meus dedos, da minha língua, da minha libido, do meu período fértil, da minha vontade de putaria induzida por vinho e baseado. Nada mais. É foda como eu gosto de um chá de buceta. Dela.
E lá estávamos nós, o teto retrátil aberto ainda, a Lua flutuando no céu, as estrelas pairando sobre nós , a gente fode sempre em clima de lua de mel, ela tem mesmo sabor de mel e quando eu me distraio minha língua foge dos seus beijos deliciosos e me pego com a boca passeando pelo seu corpo enquanto minha mão na sua coxa aperta e acerta, minha língua brinca,.eu me divirto. Notei que é sempre possível a vontade intensa. A gente combina, ela pedindo pra eu foder, muda qualquer clima, Essa mulher molhada é praticamente uma vontade consumada, é a maior das poesias, é delícia, é felicidade, é muito bom.
Ela beijou minha boca, falou que ama minha expressão brava e quer sentar na minha cara porque quando ela tá prestes a gozar, eu gosto de sorrir. Gosto mesmo.
Eu lambi ela com o desejo de quem sentiu a sede e a falta de uma rebolada gostosa assim, ela nua é impressionante pra mim. Amo a cor caramelo do seu corpo despido, a marquinha, como é que pode tanta atração assim? Eu não explicar o quanto essa mulher consegue me fazer pensar nela um dia todinho, uma semana todinha de caos e saudades. Nem que eu dominasse todas as palavras do nosso português eu seria capaz de descrever a sensação gostosa que é ela sentada na minha cara, rebolando pra cima,.pra baixo... Sem parar. Lento, e muito intenso...
Ela rebolou na minha cara, com a ponta dos meus dedos cravadas na suas coxas. Senti ela tremer enquanto gemia baixinho, nesse momento eu sempre gosto de colocar dois dedos, com carinho, com a saudade que eu tava. Ela pede forte, eu obedeço. É foda. Essa mulher me prende, me surpreende.
Eu amo o cheiro, a voz, olhar pra gente fodendo no espelho, tudo... Tudo mesmo.
É impressionante.


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sábado, 18 de abril de 2026

1001Conexões

Bastou uma mensagem recebida, só uma. Fácil assim, juro. Bastou um endereço e um "vem" e eu desci a serra do mar feito uma bala em direção ao alvo. Uma onça em direção à caça, foi assim que me senti pra ser mais exata, e caralho: eu teria ido de jato se minha conta bancária me permitisse porque pra mim cada segundo que eu perco de apreciação daquela mulher já me parece uma perda enorme, enfim.
Lá estava eu, é. De novo. DE NOVO. DE NOVOOOO. Prestes a tocar seu corpo, olhar seus olhos, sentir seu cheiro... e sim, eu sempre falo que nada muda por aqui, mas pra mim cada vez é mais intenso, é diferente. Ela tá sempre tão bonita. Cheguei no bar que ela estava em uma hora mais ou menos, e lá estava ela e umas amigas, um clima ameno, quente mesmo. Nem parece que o verão já acabou. Ela me abraçou como se não me visse há muito tempo, mas dessa vez nem tem tanto assim, enfim.
Não demorou muito mais tempo pra que o álcool fizesse seu efeito e a gente se percebesse sozinhas e sem roupa, como se nosso inconsciente sempre nos levasse pra isso. Mentira, eu meti o louco agora. A gente sempre sabe muito bem o que fazemos. É muitíssimo consciente isso, a gente sempre espera, deseja, anseia, quer, planeja e executa. É necessidade praticamente vital pra mim sentir o gosto daquela mulher, eu vou fazer o quê?
E eu juro que se eu fechar meus olhos agora eu consigo, ainda, sentir a textura da língua dela na minha língua, das mãos quentes dela em meus seios enquanto meus dedos insinuaram a entrada com ela inundada de tão molhada. Eu gosto dessa diversão, da sensação de olhar pra ela e ver a vontade estampada enquanto o meu corpo quase implora por buceta. Por aquela, na real. É loucura essa mulher.
É incrível o quanto ela mexe com o mais íntimo dos meus sentimentos como se fosse a coisa mais fácil do universo. Ela me faz desejar, ansear por mais contato.
Eu sempre estou disposta à trepar com ela aqui no nono andar ou até mesmo no banheiro daquele bar que ela adora me levar, se ela assim quisesse, saca? Eu me disponho e sempre proponho as melhores ideias. Nós juntas sempre seremos uma boa ideia, aliás.
Enfim.
Escrevo isso enquanto observo ela nua bolando mais um baseado e eu não consigo parar de sentir os efeitos do último ainda, que eu fumei enquanto ela me chupava logo depois do meu primeiro orgasmo.
Mais um baseado pra mente e ela já veio pra cima de mim de novo, e eu percebi ali que ela querer fumar mais um baseado e o copo de água, a dose de whisky, o papo, tudo... foi só uma pausa. O beijo dela tem sabor de maconha, cerveja e Ruby Woo, aquele vermelho da Mac. Meus dedos no seu pescoço, enquanto ela vira o olho e eu leio PACIÊNCIA na minha mão, pra me lembrar da calma que eu preciso ter, por isso eu meto devagar enquanto a respiração dela vai ficando ofegante...
Eu filosofo pra caralho enquanto eu como ela, minha mente vai longe, meus chakras se alinham. Eu sou apaixonada, porra. Como eu seria capaz de ver a algoz do meu desejo e não ficar alucinada? Sei lá, ainda não aprendi.
E é ela. Eu gosto da intimidade que temos. Dos olhares dela que me devoram, dos toques, da língua dela entre minhas pernas, das coisas mais sacanas que a gente pensa e faz uma com a outra. De quando ela me bota entre suas coxas morenas e queimadas de Sol, e eu sinto aquele gosto de saudade. O mel que escorre doce e nunca me traz saciedade. Eu gosto de botar ela de quatro, e também comer ela em qualquer canto desse apartamento branco, menos no quarto...
Em.
Cada.
Canto.
É bom frisar.
A língua dela toca minha com mais calor quando ela tá perto de do orgasmo, o quadril dela rebola mais nos meus dedos. As vezes eu nem sei o que exatamente eu tô fazendo aqui, só lado dela, depois de tudo, depois de muito... mas aí... caralho. Aí ela respira um ar mais quente na minha boca. Sei lá.
Eu tô aqui, né?
Eu já vim.
Eu já tirei a roupa.
Ela já tirou a calcinha.
Eu arrumo desculpa pra meter o louco.
Porque é ela. É foda. Eu mudei muitíssimo nos últimos anos, comi diversas bucetas, amei só uma, acho, mas gostei de muitas, só que a dela eu nunca esqueci.
É por isso que eu ainda estou aqui. Às vezes também gosto de evitar o sentimento e agir mais pelo tesão, sem qualquer resquício de razão, viver o auge da tensão que ela e outras pouquíssimas mulheres me causam.
E no fundo tudo que envolve essa mulher sempre acaba em trégua, acordos de paz, tensão, tapas e tesão.


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quarta-feira, 1 de abril de 2026

a sua calcinha combina com aquele quadro

Tudo entre nós sempre começa com uma taça de vinho e ela vindo de mansinho acalmar meu furacão, é sempre o mesmo. Juro.
Todas as noites em que nós estivemos na vida uma da outra, sempre teve maconha, vinho, buceta e uma saudade imensa que me fez ficar, a mesma saudade que ainda me faz voltar mesmo no auge da minha maturidade emocional ou desequilíbrio, sei lá. Mas ela ainda me causa tantas sensações, boas, estranhas, ruins, tudo junto e misturado sempre.
Nada muda aqui.
E adivinha só?
Já estou aqui de novo, bolando um baseado enquanto ela abre um vinho que ela trouxe de Porto. E eu só quero ficar louca, tirar sua roupa, beijar sua boca, sentir o corpo dela arrepiando na ponta da minha língua, sentir ela molhando nos meus dedos enquanto eu puxo a calcinha dela pro lado, assim, sem pudor nenhum... Me afogar entre suas coxas e desejos. E esquecer que se existe uma vida do lado de fora desse apartamento, e incrivelmente hoje: as paredes brancas e o vento que não cessa parecem aconchegantes e receptivos à essa louca vontade que nos atravessa.
Ela me acha menina travessa, no outro dia eu sou mulher e filha da puta, é uma disputa pra ela decidir o que ela quer de mim. Eu sou eu, sem culpa e sempre criando espaços pra ela na minha vida.
Foda que ela não sai da minha cabeça, eu ia adorar falar que dela eu só quero buceta, mas não é bem assim.
E eu? Eu só sei que sempre foi assim.
Enfim.
Duas, três, quatro, cinco, ela me pede "abre outro vinho?" e vamos pra mais umas seis taças, ao ponto da gente já não impedir mais nada, sentadas na sacada, álcool na mente e a gente perdeu totalmente a vergonha na cara. A gente bebe e esquece as tretas da semana passada. Se eu tivesse com raiva, botava nela de quatro pra nem olhar na cara... eu sou suja mesmo. Ela é pior. Por isso inflama, explode, causa sensações, é louco isso.
Sei lá, minha mente viajava na onda do vinho e do baseadinho, ela fala muito sobre momento-presente e minha mente ausente sempre viajava. Só foquei nela 100% quando ela tirou a camiseta, o sutiã... chegou mais perto e me perguntou quem eu tô comendo agora, eu dou risada. É isso que ela acha? Se ela soubesse que hoje em dia eu não tenho tempo pra mais nada, que ao contrário dela eu não sou herdeira, nem mimada. Eu sou mó paz, mas ela não sabe de nada. E eu nem respondi porque eu não consegui formular uma frase corretamente, eu acho absurdo essa mulher e seu corpo, que me engole. Me sequestra os olhares, eu acho absurdo mesmo como os anos deixam ela ainda mais linda. De como nós duas mudamos de quando tínhamos só dezesseis anos e uma cabeça cheia de planos e vontade. Quanto mais passageiro achei que fosse tudo isso, mais ela se instalou na minha vida, deitou e rolou nas minhas verdades, nas minhas intenções. E ainda assim é impossível negar o quanto a gente se conecta hoje em dia.
É foda, mexe muito, é mil grau, um absurdo. Eu fico em pleno estado de entusiasmo com sua voz, sua presença na mesma cama que eu, trepar com ela é tipo sorte. Eu não consigo pensar em mais nada quando a pele dela quente toca a minha. Queimada de sol, eu só penso em beijar sua marquinha. Cor de canela, um gosto que só encontrei nela... E tudo se alinha.
Acho que minha vida será eternamente um looping de participações especiais na vida dessa mulher.


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quarta-feira, 25 de março de 2026

quem tem fome, tem pressa

E quando eu dei por mim, minha boca já estava na dela, simples assim. A língua dela tocava a minha bem devagar, dando voltas que me faziam imaginar sua competência pra ambições maiores do meu pensamento impuro. Eu nunca penso nada que presta quando ela encosta em mim, é foda. Os lábios dela, macios, me faziam mesmo imaginar como é que seria receber a boca dela turistando entre minhas coxas. Ela é gostosa pra caralho, ela é do tipo que me atrai um tanto que é impossível eu não imaginar e desejar absurdos com ela.
Minhas mãos quentes apertavam suas coxas enquanto a gente tentava achar alguma posição pra se encostar cada vez mais, naquele sofá terrível que tem na minha sala. É incrível o quanto a gente gosta de transar em cada canto da minha casa.
Minhas vontades, soltas pelo mundo, agora iam de encontro com as dela. Em plena realidade madrugadeira. Duas horas da manhã recém completadas e uma vontade imensa de amanhecer dentro dela.
E eu pensei tudo isso só enquanto ela me beijava, hein? Bem que ela fala que minha mente é a milhão.
Um momento de respiro, eu sou asmática e é incrível como ela sempre acha graça que eu sou asmática e maconheira, sempre fala que eu só não perco o ar chupando buceta.
Filha da puta.
Linda.
Me olhava como se soubesse o que viria após os beijos afobados e cada vez mais molhados e acalorados.
Mas a calma é sempre necessária, seguimos ainda com nossas línguas bailando numa vontade sem escala. Ela é uma delícia, eu já falei isso? Queria dar o nome dela pra cada texto que eu escrevo, mesmo que sejam sobre outras e não sobre ela.
Que sorte a minha, então, ter essa mulher tão perto de mim, sem roupa, e na mesma disposição.
Abri seu sutiã devagar, me senti abrindo um presente, vestindo uma rendinha azulzinha, toda linda, mas eu queria ela nua logo.
Quase nua ela ativou o modo mais vagabunda, sentada no meu colo, queria estar dentro dela logo mas eu gosto de sentir ela pedindo, ela molhada.
"Calma..." 
Minha boca e a dela não se desgrudavam. Meus polegares em seus seios, a mão dela na minha nuca e eu possivelmente vou demorar muito mesmo pra esquecer dessa noite.
Minha boca passeou pelo pescoço, pelo colo, até chegar em seus seios. Meus dedos brincavam em suas coxas, virilha, quente...
Nossos olhos se cruzaram por um segundo e minha mão não conteve mais a necessidade de tocar ela por inteira. Eu tinha tanto pra falar, mas ela me rouba o ar e as palavras quando eu sinto ela molhada, sua calcinha pro lado é meu maior atrevimento poético, eu escreveria um zilhão de poemas sobre essa buceta, eu juro. Eu sou filha da puta e ela não me ajuda. Meus dedos deslizaram entre suas paredes, enquanto ela rebolava no meu colo. Repito: a calcinha daquela mulher, pro lado, sempre será meu maior atrevimento poético.
Os beijos, antes calmos, viraram mordidas, rastros de saliva pelos nossos corpos. No meu pescoço, no corpo dela todo, seios, coxas, vou espalhar saliva e digitais em tudo. De quatro, por cima, na minha cara... Saciando meu desejo, completamente dentro.
Ela é um absurdo.
Ela tem um gosto maravilhoso quando goza. 
E, por mim, juro, eu jamais teria saído dali.



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terça-feira, 24 de março de 2026

sexta-feira, 20 de março de 2026

corro pra não ser alvo da flecha...

Minha maior confissão é que às vezes sinto falta de escutar a voz dela e aí eu boto play na minha lista infindável de áudios de quando ela falava que me amava ainda, uns vídeos que a gente gravou da nossa putaria, sem brigas idiotas pela manhã. Nós éramos ainda jovens e loucas transando e amando como se não houvesse amanhã. Pra nós, não teve mesmo. O encanto acaba, o tesão nem sempre. E isso foi meio que empurrando a gente, até chegarmos a esse ponto. E olha a que ponto chegamos, puta que pariu.
Agora encaro ela do alto do nono andar, eu já nem tenho mais o que escrever ou o que falar, então eu chego, conto besteira, falo sacanagem e ela ri, entra no jogo, bolo um baseado e ela bola mais outro. Uma dose de whisky, ou qualquer coisa que faça nossa cabeça virar, minha mão entrelaça seu cabelo, minha língua na sua boca, ela me beija e sussurra que vai me dar e novo e eu transo com ela como se fosse minha única forma de comunicação plena, onde ela me entende e eu entendo ela. Onde a gente se encontra. Nosso único ponto em comum: o tesão que a gente sente uma pela outra. Eu ainda me sinto peixe, mas acho que agora me sinto um pouquinho menos inteligente. Eu ainda cedo, com fome, sem pressa, mema fita toda vez... nada muda e eu sou fadada a comer pra sempre essa buceta e ficar presa nesse ciclo que não me acrescenta em nada.
Mas é isso: eu ainda cedo.
Eu ainda não sei perder a oportunidade de observar ela nua, despida de orgulho, ela fica mais linda ainda depois que eu tirei seu vestido, sua calcinha.... Tudo.
E olha que hoje em dia ela nem é mais a mulher que mais me interessa, tem outras mulheres que eu faço muito mais festa, devoro com muito mais fervor. Mas é ela, sempre ela, e a fome que eu sinto dela continua a mesma, com a mesma pureza e intenção. Chega a ser uma parada meio louca até. Eu acho, sei lá, deve ser ego da minha parte, uma dificuldade, um obstáculo, e juro: nem sei se é mais tão prazeroso assim enquanto eu entro e a expressão dela muda na hora. É um delícia mas é muito foda pra mim depois, então é uma delícia até a página dois. Tem coisas que ficam muito mais gostosas quando estão só na ideia.
Ela nunca entendeu como a cada briga, eu conseguia fingir que ela nunca existiu na minha vida. Um mês, dois, três... Um ano depois, a gente trepando na sala como se nunca tivesse acontecido nada.
Ela nunca entendeu porque eu sempre voltei. Às vezes, nem mesmo eu. E olha que sempre foi uma briga pra saber quem era mais ou menos cuzona.
Ela sempre foi mais explosiva.
Eu sempre fui bem mais cruel e estrategista.
Mas eu esqueço rápido, afinal... sou peixe. Oito segundos de memórias e depois já é outra história. Meu coração é bom, mas eu sou racional pra caralho também.
Eu sempre amei essa mulher, mas eu sou egoísta, né? Amor não é tudo, amor sozinho não leva ninguém pra lugar nenhum. Por isso estamos aqui, anos e anos, treta após treta, zero comprometimento, entregando ciúmes e buceta. Muitas fodas e tretas.
O que a gente achou que seria eterno, eternizou do jeito errado.
Eu acho.


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quarta-feira, 18 de março de 2026

me deixe hipnotizada pra acabar de vez com essa disritmia

Minha língua percorreu sem pressa seu corpo inteiro. Minhas mãos, um tanto quanto ingênuas, seguravam sua cintura afim de não deixar ela sequer pensar em se mover dali.
Ela me olhava de cima. Eu gosto dessas paradas da conexão com olhar no pré, durante e no pós também, mas estávamos ali... olho no olho, dentro do que era possível naquela iluminação quente e fraca, mas que ainda assim nos permitia um encontro de olhares bastante intenso, enquanto o fervor do meu querer era demonstrado através do que eu posso fazer usando apenas a minha vontade absurda, dedos e língua. De joelhos, como se eu implorasse por aquela buceta na minha boca, e porra eu nem duvido que mais um pouquinho que demorasse eu humildemente pediria por um pouco daquele mel. Mas enfim, sabe aquela conexão que só quem fode olhando no olho sabe o que é? De não precisar falar muito? Eu de joelhos, ela em pé, eu doida pra ter ela de quatro, de qualquer jeito sei lá...
E quando aconteceu... Foi a certeza de que minha inclinação pra escolher um sexo gostoso é sempre assertivo. Eu tenho um ímã pra mulher que dá gostoso, sei lá.
Minha língua percorria suas coxas como se eu tivesse um mapa, uma bússola, sei lá, um GPS. Eu desbravei a mais linda paisagem que já vi. Parecia que eu já conhecia cada canto daquela mulher, mas eu era turista, passeando atenta entre seus lábios. E até agora ainda é indescritível a sensação de ver e sentir ela molhada, quase esfregando a buceta na minha cara. Quase pedindo pra ser chupada, mas eu nunca espero nada, principalmente quando a oportunidade me é dada. Eu gosto de dominar, talvez esse seja meu defeito.
A ponta da minha língua escorregou devagar até encontrar o alvo, ela rebolou de leve, pra cima, pra baixo... o silêncio agora dava espaço para que os gemidos abafados brilhassem. Eu gosto pra caralho dessa sensação, da respiração ficando pesada, enquanto o corpo relaxa, enquanto eu matava minha sede daquela água. O corpo daquela mulher vibrava, emanava uma vontade em mim de nunca mais sair dali. Conexão é foda, papo de trepar com ela toda semana agora. O orgasmo é sempre o ápice, a meta... Mas nunca o fim.
Ela é gostosa, como eu tiro meus dedos de dentro dela assim? Como pensar que eu não posso beijar aquela boca, beijar aquele pescoço, desenhar o formato daqueles seios com a minha língua sempre que eu quiser? Como não desejar, em plena manhã de uma quarta feira qualquer, aquela buceta na minha cara? Como não querer comer muito ela em qualquer lugar, até na mesa da minha sala? Porra.
Ela me deu de presente uma foda gostosa e uma memória incrível. E ela não sabe a vontade que eu tenho de repetir tudo isso. Porque, sendo bem honesta: eu vou lembrar dessa noite pra sempre.


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terça-feira, 17 de março de 2026

sexta-feira, 13 de março de 2026

é isso que você chama de urgência afetiva, meu bem?

Te quero aqui
agora 
sem pressa
de partir

Entre meus beijos
meus braços
e os amassos
que meu corpo deseja

Quero seu batom
deixando rastros em mim
e sua voz
perdida no próprio tom

Te quero
na minha cama

Sim
eu te quero nua 
sobre mim

Te quero
nos meus dedos
nos meus lábios
em tudo

Mas
não só isso

Eu te quero.

Ou algo
muito perto disso.


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quarta-feira, 4 de março de 2026

domingo, 22 de fevereiro de 2026

sábado, 21 de fevereiro de 2026

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

hoje eu só quero ser sua, sua, suuuuuuua

Tem coisas que eu não entendo. Entra ano, sai ano... Tudo muda e ao mesmo tempo eu ainda me vejo igual. Ela ainda habita minha cabeça. Mesmo que eu nunca mais tenha tocado no nome dela, a não ser na minha terapia e pra ser honesta, cada vez menos hoje em dia. No fundo, eu sei que eu ainda desejo despir cada peça dela com o mesmo rigor e fervor do meu amor, de sempre. Não penso nisso todo dia, só quando aparece a oportunidade. Eu nunca mais tinha colocado meus pés no nono andar, mas eu tenho absoluta certeza de que toda vez que eu entrar naquele hall, olhar para aquele velho sofá branco, o espelho, o piso frio, tudo... o frio na barriga será inevitável, sempre foi. A cada novo carnaval que passa, a cada visita inesperada, eu percebo que nunca esqueci nada, eu só deixei de lado, mas essa história nunca dorme. Nunca morre. Nunca acaba.
A gente tem uma atração estranha e essa mania de reviver histórias e revisitar memórias. Ressuscitar sentimentos. A gente sempre sabe o que acontece.
E eu não sei mais o que eu devo sentir agora ou o que eu quero sentir, aliás. Penso também que talvez eu nem queira mesmo sentir mais nada. Mas aí ela bota aqueles olhos castanhos em mim... E pronto. Eu ainda estou ali. Percebo que talvez eu ainda seja um pouco emocionalmente investida nessa mulher. E eu esqueço qualquer coisa que veio antes do agora. Porque não sentir algo, seja lá o que for, não é possível pra mim, e parando pra pensar, o agora é tudo que eu tenho.
Eu me permito. Lacan falou que a gente só se culpa quando trai o próprio desejo. E cada um coloca isso no contexto que aguentar. Eu não traio meu desejo.
Nada mais importa quando meu coração dispara. A gente se entrelaça e foda-se quem foi mais ou menos tóxica. É isso, só isso que mudou: eu entendo que a gente nunca prestou pra gente mesmo. Eu vejo tudo com outros olhos agora.
E quando eu acho que eu esqueci pra sempre, mais um carnaval se aproxima e nos reaproxima de alguma forma e é sempre certo que a vontade, o tesão, a saudade estará aí... batendo à nossa porta.
Eu gosto pra caralho aquela mulher.
Eu gosto mesmo, vou fazer o quê?
E lá está ela. Dobrando a esquina.
Aqui estou, escrevendo palavras sem sentido, sem rima, sem clima e... eu já falei que o Sol deixa ela ainda mais bonita?
Passos certeiros na minha direção, o olhar dela ainda nem conseguia conexão com o meu, mas eu sabia que ela estava coberta de glitter e do meu amor. Daí eu já consigo sentir o gosto do seu gloss de cereja, seu cheiro de maconha e beijo com gostinho de cerveja, ou vinho, ou gin, ou whisky.
Meu peito ainda queima a paixão. Arde. Ferve. Minha mente ainda fareja a diversão. Isso é sempre combustível pro que não presta... é por isso a gente não supera.


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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

fala mais da sua vida confusa...

Intimidade, pra mim, é construção.
Não forçada.
Natural.
Sem invasão.

As coisas acontecem
e tecem, sem pressa,
tudo que floresce em nós, 
depois que todo esse bem querer
esbarrou na gente

Dia após dia.
Hora após hora.

Quando cê me olha assim,
parece que eu consigo
te enxergar além
do que você diz.

E, linda,
cada vez que eu te vejo,
juro:
eu torço
pra que a gente coloque
mais um tijolinho

nessa história
que começa, devagar,
a existir.


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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

amanhã passa

Cê tem uma coisa
diferente,
que me atrai,
que me prende.

Eu não sei.
Minha memória.
Sua voz.
Seu jeito.
Essa sua fuça que me remete à saudade.

E a sua presença.
Sua presença…
caralho.
Intensa.
Que me desorienta.

Que me desmonta.
Que me desarma.
Eu até evito
olhar pra sua cara.

E eu não quero mais nada disso.
E já faz tempo.
Tudo bem.
Você aí.
E eu aqui.

M A S

Você tem isso.
E é foda.

Esse seu jeito otário
de não me querer,  acho
ou, pelo menos, não o
tanto que eu quero você.

Ou quis.
Ou ainda posso querer.

Mas é um dia de cada vez.
E eu te amei hoje.
Inevitavelmente.
Eu te amei.

Voltei atrás
das promessas que fiz pra mim.
E assim,
declaro aqui: te amo, porra.

Acho que pra sempre, te amo.
É foda.
Amor é mil grau.

Talvez eu não queira mais falar disso.
Talvez eu nem mesmo fale.
Mas eu penso.

E eu te amei hoje.
Te amo ainda.
O que me conforta
é saber que amanhã passa.

E ainda bem.


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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026