quarta-feira, 20 de maio de 2026

te querer bagunça minha vida

Eu observava e apreciava a quietude do bairro litorâneo pela sacada do nono andar, enquanto ela enrolava um baseado, com aquela técnica ridícula de bolar usando cartão que eu sempre gostei de implicar e falar que complicava tudo, enfim. Lá estávamos nós, eu, ela, nossa atração matadora, muito tempo livre e uma cabeça totalmente vazia dando espaço pra ações mirabolantes que só são executadas porque nossa saudade é ditatorial. É incrível o poder que ela tem sobre minha libido, a incapacidade que eu tenho de falar não pra essa mulher. Como falar também? Se meu corpo implora o contato, deseja o tato, meus lábios, dedos e pensamentos conseguiram memorar o seu corpo inteiro com tamanha precisão que às vezes eu acho que eu tenho a biometria do corpo dela. Eu beijo um pouquinho abaixo do umbigo e automaticamente suas pernas abrem. Playboy, mimada, filha da puta.
Acendi o baseado, quebrando a lei do duende de quem bola, acende e foda-se. Lá estávamos nós, mais uma vez, exercendo a liberdade que nos foi concedida e conquistada. A mulher que eu sou hoje não se apega mais ao passado, por isso que estamos aqui. Mas acho que isso já nem surpreende tanto, ainda mais a mim, que cedo com a voracidade de quem não consegue ficar sem o beijo dela, sem observar ela andando nua por aquele apartamento branco, sem morder seu rabo, sem lamber ela inteira de quatro, sem comer ela de lado e sem olhar os cabelos dourados dela mexendo enquanto o vento invade a casa. Sei lá. Aqui venta pra caralho, ainda mais no frio. Eu acho ela tão atraente que eu poderia realmente ficar por muito tempo falando sobre todas as coisas bonitas que eu enxergo nela.
Enfim.
Ela me serviu uma dose daquele vinho vagabundo, que ela diz que nem mesmo deveria gastar suas taças Baccarat que foram um presente da avó, com aquele vinho vagabundo que a gente adora. Playboy do caralho, foda é que eu gosto dela, eu gosto do vinho vagabundo, ela bem sabe que eu tô pouco me fodendo pro preço dessas taças bregas, mas eu sou filha da puta e ela sabe muito bem que eu só quero ouvir ela pedindo "empurra", depois do vinho, eu venho pra isso, aliás. Pra que nossa conexão de um sexo gostoso e confortável nunca se desfaça. Anos e anos de aprimoramento, acho que hoje ela é capaz de me fazer gozar somente me olhando se ela quiser, juro.
Enfim.
02h18 de uma terça feira comum. O que a saudade, misturado com vinho e baseado não faz hein?
Nossos beijos foram criando velocidade, um peso conhecido e confortável na respiração, uma aceleração de movimento, uma movimentação de sentimentos, o ar quente pra dentro daquela boca e os gemidos que demandam ação e pronto:  seus lábios, língua, dentes, tudo... descendo rumo ao meu pescoço, meus seios enquanto seus dedos insinuam a entrada em mim, mal sabe ela o quanto eu quero ela dentro. Entrando forte e lento. Eu poderia pedir, sei lá, eu poderia implorar e não que eu precise mas sabe quando a parada vai ficando absurda? Eu não sei esperar, os dedos dela me tocam e eu nem preciso dizer que além de portas, minhas pernas estão sempre abertas pra essa mulher, né? Ela deitada no chão da sacada, não sei como isso me surpreende. Minhas coxas decoravam suas orelhas, eu de joelhos em cima dela, suas mãos abraçaram minhas coxas, enquanto me incentivavam a ativar meu modo vagabunda prime. Sua saliva quente na minha buceta ainda é minha fonte de calor favorita, entende? Quando eu gozei, escorreguei o meu corpo para que a gente se encaixasse como um todo. Beijei seus lábios com dezenas de pensamentos impuros me ocorrendo e eu lá, escorrendo desejos impróprios enquanto ela me dedilhava como quem caçava assunto, ainda. Se ela quiser, ela terá.
E preciso eternizar aqui, nas minhas linhas, que quando ela me chupa, o beijo dela fica mais doce.
Será que é por isso que ela sempre quer me comer de novo? Sei lá.


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terça-feira, 19 de maio de 2026

bitch má feito sonserina, quer fumar da sensimilla

Num grau de ebriedade alta, me deparei com ela na minha cama. Caralho, que noite incrível! Eu olhei pra ela, aquele olhar que ela tem de quem que sabe me devorar com o olhar, sabe me desejar, aquele olhar dela que me pede pra empurrar sem parar, o olhar que me mandar beijar seus lábios, pele, tudo... O olhar de uma mulher filha da puta que sabe que mexe comigo o suficiente pra implorar por mais, só com o olhar.
Desejante.
Desejando.
E muitíssimo desejada, também.
Me olhava esperando minha reação e eu observava cada emoção dela, enquanto eu tirava sua camiseta, seu sutiã, sua saia, sem a menor pressa como se a gente tivesse todas as vidas e não só essa, como se o tempo tivesse parado só pra que nós duas pudéssemos desfrutar da nossa impulsividade absurda,é foda. Lambi seus seios, sua barriga, suas coxas. A pele dela arrepiando conforme minha língua ia deslizando... Eu não esqueço o sabor que tem o corpo dela, o cheiro bom de mulher saborosa e eu gosto tanto disso nela, do quanto ela demonstra e me mostra prazer sem esforço, é uma delícia o momento em que a minha língua indecisa desliza por entre suas coxas, virilha, por cima da calcinha... Até o momento em que eu puxo aquela calcinha branca dela de lado. O contraste dessa pele colorida com o meu lençol claro, ai.. Essa visão é o que não sai da minha cabeça, ela deitada me olhando e eu entrando nela devagar, beijando sua boca e antes que eu me esqueça: ela é uma delícia molhada, o sabor, o cheiro, ela rebolando enquanto toma dedada, eu vivo pra ter momentos assim. De pura observação, degustação... Mulher bonita do caralho! Eu queria morar nas coxas dessa mulher.
Somos isso. Somos carne, fervemos o sangue e acatamos a ordem da líbido que nasceu de uma atração fodida que corrompe as boas maneiras e tudo mais.
Eu não preciso de boas maneiras pra comer essa mulher pra ser sincera, com a mãos, a língua e uma insaciedade sem tamanho, ela me tem por completo. Pelo menos ali, pelo menos enquanto meus dedos entram e saem dela num ritmo ajustado, calculado, enquanto ela se toca em sintonia com o meu tesão, essa mulher é o cão! Meu ponto fraco é quando ela me pede mais forte, depois um pouco mais forte, e depois um pouco e penso que sei lá, se eu for mais forte eu machuco até seu coração, mas aí quando ela goza, ela coloca seus dedos molhados na minha boca e eu automaticamente penso que não seria possível uma vida sem chupar essa buceta, penso isso pelo menos enquanto ela está em cima de mim, somos nossas, enquanto ela goza somos nossas. Enquanto essa mulher está por cima de mim, somos nossas. E minha mente não foge do compromisso de desejá-la nem mesmo por um segundo sequer.


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segunda-feira, 11 de maio de 2026

lembrei que tô bloqueada =/

Ela olhou pra mim com aquele olhar que me repele. Meu corpo pede contato, mais pele, mas por outro lado acho que ela tranquilamente atiraria uma bala no meu peito agora porque o olhar dela é quase um outdoor da raiva, e eu nunca entendi muito profundamente sobre esse sentimento. Eu ainda consigo enxergar amor mesmo que ela seja a pessoa que mais dê liçãozinha de moral sem ter o principal: a moral.
Ela estava sentada em um canto da sala e eu em outro, a gente se encarava segundo ou outro enquanto a discussão se tornava tão densa que é como se fosse corpo presente na sala branca naquele momento. Como se fosse uma terceira pessoa entre nós duas, um ménage a trois muito do sem graça, sendo honesta.
Eu nunca entendi muito bem porque é impossível pra gente viver uma relação com o mínimo de estabilidade emocional e constância, inclusive eu nem estou falando de uma relação amorosa exatamente porque quando ela surta que eu só quero sexo, nem amigas nós podemos ser. Penso que a gente simplesmente é peça igual e peça igual não encaixa nunca, nem fodendo... Ou melhor, a gente encaixa pra caralho fodendo, mas acho que é só.
Eu tenho ciúmes, isso é óbvio, porra. Eu gosto dessa mulher. Talvez a minha definição do amor seja o olhar dela quando acorda, me olha e sorri... E a felicidade é quando ela se aninha em mim e dorme de novo. Eu não quero que outras mulheres tenham a possibilidade de olhar pra ela de quatro, por exemplo, e perceber o quão bonita e simétrico é o corpo dela. É único. Me atrai com uma força quase instintiva, que beira a predação.
Mas enfim... nem era sobre isso que eu tava falando , né?
Lá estávamos nós.
Tentando lidar com essa merda toda sem se sujar. Ela é cruel quando quer, eu sou filha da puta quando eu quero também e é por isso que estávamos ali, naquela situação. Ela precisa de emoção. Ela quer brigar pra ter reconciliação, já saquei qual é a dela. Talvez ela seja a mulher mais gostosa do planeta e eu sou só uma sem vergonha que topa tudo por buceta. Por essa buceta, é bom sempre destacar. É por isso que eu me permito viver essa situação toda vez, será?
Eu não sei.
Enfim.
A madrugada e seu silêncio hostil.


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quinta-feira, 30 de abril de 2026

me olha

Meu olhar cruzou com o dela num momento alcoólico absurdo. Uma pá de tipo de bebida depois, um parabéns, um cartão sem limite e uma ideia sem vergonha.
Que parada! rs
A vida é engraçada.
Às vezes, eu não perco a oportunidade de olhar pra essa mulher sem roupa, de lamber os seios dela, de sentir minha língua deslizando nas curvas de seu corpo, de olhar pra ela enquanto eu chupo e ver ela me olhar de volta... É absurdo isso. A sensação de olhar pra ela e compartilhar aquele momento. Eu sei que ela tá quase chegando lá... O olhar dela aperta, ela franze a testa, segura minha nuca ou meu pulso, eu meto mais rápido e mais forte e ela rebola fora do compasso e a perna treme, ela geme, gostosa... Molha pra caralho logo após e eu vejo que as oportunidades se escancaram, se oferecem, ficam dispostas tipo numa bandeja
E olha... nem mesmo se nós quiséssemos muito, estaríamos no mesmo lugar, no mesmo dia, no mesmo horário... Mas lá estava ela. Aqui estava eu. O que poderia ser mais conveniente que isso, porra? O universo é mais cuzão do que eu jamais poderia ser.  Eu já estava prestes a ir embora, mas parece que eu sinto o cheiro de filha da puta dessa mulher mesmo de longe, a gente se atrai, se completa, se agarra, se fode pra caralho. É inevitável, é nosso, é foda.
O que sentimos em nossos corpos chega a se parecer com um imã, nós nos atraímos sempre, e sempre, e sempre, e sempre... parece instinto. Se estamos a uns cem metros de distância, é aquilo, né? Nós nos farejamos.
E eu? Tinha ainda um fiozinho de discernimento do que eu queria ou não, mas eu nunca seria capaz de dizer não pra essa mulher nem que eu estivesse totalmente sóbria, sabe? Eu nunca falo não pra mulher gostosa, que mexe comigo, que me atiça, me provoca.
E obviamente: quando menos pude esperar lá estávamos nós, desfrutando da intimidade que a gente mantém no nosso secreto, acho que é a única coisa que é só nossa. Me lembro do cheiro dela, do carro dela, da maconha que ela colocou, de tudo.
Minha língua deslizou sobre suas coxas, sua barriga, beijei sua buceta como quem beija algo que ama realmente e eu ainda sou capaz de sentir o gosto dela enquanto goza, o cheiro, ela molhada é tipo meu ponto fraco mesmo. Depois de tudo, sentada no meu colo rebolou com alguns dedos dentro, com o mesmo vigor se estivesse sentada na minha cara: pra frente pra trás... Devagar. Eu me apego um pouco nessa fita do "devagar".  Eu gosto das coisas sem pressa, que me atravessam.
Eu não perco a oportunidade de olhar pra essa mulher sem roupa, de lamber os seios dela, de sentir minha língua deslizando nas curvas de seu corpo, de olhar pra ela enquanto eu chupo e ver ela me olhar de volta... É absurdo isso. A sensação de olhar pra ela e compartilhar daquele momento. Eu sei que ela tá quase chegando lá... eu boto um dedo a mais, ela sempre quer mais. O olhar dela aperta, ela franze a testa, segura minha nuca ou meu pulso, rebola fora do compasso e a perna treme, ela geme, gostosa... Molha pra caralho logo após.
E ali... Ali eu sinto como se no mundo todo só existíssemos nós. Apenas.
Nada mais.
Ela molhada e suada é meu ponto fraco.


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quinta-feira, 23 de abril de 2026

deixaelapensarqueeuachoqueéminha

A gente se afasta, mas é sempre a mesma coisa que acontece: um rememberzinho vagabundo e sem vergonha, com muitíssima vontade e nada mais. A pura atração carnal, uma foda maluca igualzinha à do nosso primeiro carnaval, uns bons anos atrás, ela tem um olhar que eu posso jurar que me pede contato, boca que beija com vontade e o desejo de uma foda bem dada sempre, sempre, sempre explode... Toda vez igual.
Mas dessa vez é especial, quase meu aniversário e um motel, com ela, de presente e juro que foi ideia dela dessa vez. É isso que mais me surpreende. Eu sempre sou detentora das piores ideias, fi de Exu, carnal, terrível. Fardo que eu carrego é gostar demais de mulher safada, apreciar como se eu não tivesse outras no pente, na boca, na sorte.
É foda.
Ela é mesmo muito gostosa.
Eu fico vidrada na marquinha, na boca dela na minha, na voz, no cheiro... Em tudo mesmo.  Eu gosto de observar ela completamente nua, minhas mãos amam a sorte de um passeio sem freio, sem tempo contado, nem nada.
Mas enquanto eu pensava tudo isso, eu só notei o teto solar do motel aberto, a Lua enfeitando o céu e os seus seios na minha boca, minha língua espertinha deslizando em seus mamilos enquanto ela traga do meu baseado e fala que quer ficar muito maluca.
Ah, eu sou filha da puta!!!!! Eu desejo sempre só sair desse quarto quando eu e ela estivermos malucas mesmo.... e porra, eu já fico maluca com ela no alcance dos meus dedos, da minha língua, da minha libido, do meu período fértil, da minha vontade de putaria induzida por vinho e baseado. Nada mais. É foda como eu gosto de um chá de buceta. Dela.
E lá estávamos nós, o teto retrátil aberto ainda, a Lua flutuando no céu, as estrelas pairando sobre nós , a gente fode sempre em clima de lua de mel, ela tem mesmo sabor de mel e quando eu me distraio minha língua foge dos seus beijos deliciosos e me pego com a boca passeando pelo seu corpo enquanto minha mão na sua coxa aperta e acerta, minha língua brinca,.eu me divirto. Notei que é sempre possível a vontade intensa. A gente combina, ela pedindo pra eu foder, muda qualquer clima, Essa mulher molhada é praticamente uma vontade consumada, é a maior das poesias, é delícia, é felicidade, é muito bom.
Ela beijou minha boca, falou que ama minha expressão brava e quer sentar na minha cara porque quando ela tá prestes a gozar, eu gosto de sorrir. Gosto mesmo.
Eu lambi ela com o desejo de quem sentiu a sede e a falta de uma rebolada gostosa assim, ela nua é impressionante pra mim. Amo a cor caramelo do seu corpo despido, a marquinha, como é que pode tanta atração assim? Eu não explicar o quanto essa mulher consegue me fazer pensar nela um dia todinho, uma semana todinha de caos e saudades. Nem que eu dominasse todas as palavras do nosso português eu seria capaz de descrever a sensação gostosa que é ela sentada na minha cara, rebolando pra cima,.pra baixo... Sem parar. Lento, e muito intenso...
Ela rebolou na minha cara, com a ponta dos meus dedos cravadas na suas coxas. Senti ela tremer enquanto gemia baixinho, nesse momento eu sempre gosto de colocar dois dedos, com carinho, com a saudade que eu tava. Ela pede forte, eu obedeço. É foda. Essa mulher me prende, me surpreende.
Eu amo o cheiro, a voz, olhar pra gente fodendo no espelho, tudo... Tudo mesmo.
É impressionante.


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sábado, 18 de abril de 2026

1001Conexões

Bastou uma mensagem recebida, só uma. Fácil assim, juro. Bastou um endereço e um "vem" e eu desci a serra do mar feito uma bala em direção ao alvo. Uma onça em direção à caça, foi assim que me senti pra ser mais exata, e caralho: eu teria ido de jato se minha conta bancária me permitisse porque pra mim cada segundo que eu perco de apreciação daquela mulher já me parece uma perda enorme, enfim.
Lá estava eu, é. De novo. DE NOVO. DE NOVOOOO. Prestes a tocar seu corpo, olhar seus olhos, sentir seu cheiro... e sim, eu sempre falo que nada muda por aqui, mas pra mim cada vez é mais intenso, é diferente. Ela tá sempre tão bonita. Cheguei no bar que ela estava em uma hora mais ou menos, e lá estava ela e umas amigas, um clima ameno, quente mesmo. Nem parece que o verão já acabou. Ela me abraçou como se não me visse há muito tempo, mas dessa vez nem tem tanto assim, enfim.
Não demorou muito mais tempo pra que o álcool fizesse seu efeito e a gente se percebesse sozinhas e sem roupa, como se nosso inconsciente sempre nos levasse pra isso. Mentira, eu meti o louco agora. A gente sempre sabe muito bem o que fazemos. É muitíssimo consciente isso, a gente sempre espera, deseja, anseia, quer, planeja e executa. É necessidade praticamente vital pra mim sentir o gosto daquela mulher, eu vou fazer o quê?
E eu juro que se eu fechar meus olhos agora eu consigo, ainda, sentir a textura da língua dela na minha língua, das mãos quentes dela em meus seios enquanto meus dedos insinuaram a entrada com ela inundada de tão molhada. Eu gosto dessa diversão, da sensação de olhar pra ela e ver a vontade estampada enquanto o meu corpo quase implora por buceta. Por aquela, na real. É loucura essa mulher.
É incrível o quanto ela mexe com o mais íntimo dos meus sentimentos como se fosse a coisa mais fácil do universo. Ela me faz desejar, ansear por mais contato.
Eu sempre estou disposta à trepar com ela aqui no nono andar ou até mesmo no banheiro daquele bar que ela adora me levar, se ela assim quisesse, saca? Eu me disponho e sempre proponho as melhores ideias. Nós juntas sempre seremos uma boa ideia, aliás.
Enfim.
Escrevo isso enquanto observo ela nua bolando mais um baseado e eu não consigo parar de sentir os efeitos do último ainda, que eu fumei enquanto ela me chupava logo depois do meu primeiro orgasmo.
Mais um baseado pra mente e ela já veio pra cima de mim de novo, e eu percebi ali que ela querer fumar mais um baseado e o copo de água, a dose de whisky, o papo, tudo... foi só uma pausa. O beijo dela tem sabor de maconha, cerveja e Ruby Woo, aquele vermelho da Mac. Meus dedos no seu pescoço, enquanto ela vira o olho e eu leio PACIÊNCIA na minha mão, pra me lembrar da calma que eu preciso ter, por isso eu meto devagar enquanto a respiração dela vai ficando ofegante...
Eu filosofo pra caralho enquanto eu como ela, minha mente vai longe, meus chakras se alinham. Eu sou apaixonada, porra. Como eu seria capaz de ver a algoz do meu desejo e não ficar alucinada? Sei lá, ainda não aprendi.
E é ela. Eu gosto da intimidade que temos. Dos olhares dela que me devoram, dos toques, da língua dela entre minhas pernas, das coisas mais sacanas que a gente pensa e faz uma com a outra. De quando ela me bota entre suas coxas morenas e queimadas de Sol, e eu sinto aquele gosto de saudade. O mel que escorre doce e nunca me traz saciedade. Eu gosto de botar ela de quatro, e também comer ela em qualquer canto desse apartamento branco, menos no quarto...
Em.
Cada.
Canto.
É bom frisar.
A língua dela toca minha com mais calor quando ela tá perto de do orgasmo, o quadril dela rebola mais nos meus dedos. As vezes eu nem sei o que exatamente eu tô fazendo aqui, só lado dela, depois de tudo, depois de muito... mas aí... caralho. Aí ela respira um ar mais quente na minha boca. Sei lá.
Eu tô aqui, né?
Eu já vim.
Eu já tirei a roupa.
Ela já tirou a calcinha.
Eu arrumo desculpa pra meter o louco.
Porque é ela. É foda. Eu mudei muitíssimo nos últimos anos, comi diversas bucetas, amei só uma, acho, mas gostei de muitas, só que a dela eu nunca esqueci.
É por isso que eu ainda estou aqui. Às vezes também gosto de evitar o sentimento e agir mais pelo tesão, sem qualquer resquício de razão, viver o auge da tensão que ela e outras pouquíssimas mulheres me causam.
E no fundo tudo que envolve essa mulher sempre acaba em trégua, acordos de paz, tensão, tapas e tesão.


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quarta-feira, 1 de abril de 2026

a sua calcinha combina com aquele quadro

Tudo entre nós sempre começa com uma taça de vinho e ela vindo de mansinho acalmar meu furacão, é sempre o mesmo. Juro.
Todas as noites em que nós estivemos na vida uma da outra, sempre teve maconha, vinho, buceta e uma saudade imensa que me fez ficar, a mesma saudade que ainda me faz voltar mesmo no auge da minha maturidade emocional ou desequilíbrio, sei lá. Mas ela ainda me causa tantas sensações, boas, estranhas, ruins, tudo junto e misturado sempre.
Nada muda aqui.
E adivinha só?
Já estou aqui de novo, bolando um baseado enquanto ela abre um vinho que ela trouxe de Porto. E eu só quero ficar louca, tirar sua roupa, beijar sua boca, sentir o corpo dela arrepiando na ponta da minha língua, sentir ela molhando nos meus dedos enquanto eu puxo a calcinha dela pro lado, assim, sem pudor nenhum... Me afogar entre suas coxas e desejos. E esquecer que se existe uma vida do lado de fora desse apartamento, e incrivelmente hoje: as paredes brancas e o vento que não cessa parecem aconchegantes e receptivos à essa louca vontade que nos atravessa.
Ela me acha menina travessa, no outro dia eu sou mulher e filha da puta, é uma disputa pra ela decidir o que ela quer de mim. Eu sou eu, sem culpa e sempre criando espaços pra ela na minha vida.
Foda que ela não sai da minha cabeça, eu ia adorar falar que dela eu só quero buceta, mas não é bem assim.
E eu? Eu só sei que sempre foi assim.
Enfim.
Duas, três, quatro, cinco, ela me pede "abre outro vinho?" e vamos pra mais umas seis taças, ao ponto da gente já não impedir mais nada, sentadas na sacada, álcool na mente e a gente perdeu totalmente a vergonha na cara. A gente bebe e esquece as tretas da semana passada. Se eu tivesse com raiva, botava nela de quatro pra nem olhar na cara... eu sou suja mesmo. Ela é pior. Por isso inflama, explode, causa sensações, é louco isso.
Sei lá, minha mente viajava na onda do vinho e do baseadinho, ela fala muito sobre momento-presente e minha mente ausente sempre viajava. Só foquei nela 100% quando ela tirou a camiseta, o sutiã... chegou mais perto e me perguntou quem eu tô comendo agora, eu dou risada. É isso que ela acha? Se ela soubesse que hoje em dia eu não tenho tempo pra mais nada, que ao contrário dela eu não sou herdeira, nem mimada. Eu sou mó paz, mas ela não sabe de nada. E eu nem respondi porque eu não consegui formular uma frase corretamente, eu acho absurdo essa mulher e seu corpo, que me engole. Me sequestra os olhares, eu acho absurdo mesmo como os anos deixam ela ainda mais linda. De como nós duas mudamos de quando tínhamos só dezesseis anos e uma cabeça cheia de planos e vontade. Quanto mais passageiro achei que fosse tudo isso, mais ela se instalou na minha vida, deitou e rolou nas minhas verdades, nas minhas intenções. E ainda assim é impossível negar o quanto a gente se conecta hoje em dia.
É foda, mexe muito, é mil grau, um absurdo. Eu fico em pleno estado de entusiasmo com sua voz, sua presença na mesma cama que eu, trepar com ela é tipo sorte. Eu não consigo pensar em mais nada quando a pele dela quente toca a minha. Queimada de sol, eu só penso em beijar sua marquinha. Cor de canela, um gosto que só encontrei nela... E tudo se alinha.
Acho que minha vida será eternamente um looping de participações especiais na vida dessa mulher.


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quarta-feira, 25 de março de 2026

quem tem fome, tem pressa

E quando eu dei por mim, minha boca já estava na dela, simples assim. A língua dela tocava a minha bem devagar, dando voltas que me faziam imaginar sua competência pra ambições maiores do meu pensamento impuro. Eu nunca penso nada que presta quando ela encosta em mim, é foda. Os lábios dela, macios, me faziam mesmo imaginar como é que seria receber a boca dela turistando entre minhas coxas. Ela é gostosa pra caralho, ela é do tipo que me atrai um tanto que é impossível eu não imaginar e desejar absurdos com ela.
Minhas mãos quentes apertavam suas coxas enquanto a gente tentava achar alguma posição pra se encostar cada vez mais, naquele sofá terrível que tem na minha sala. É incrível o quanto a gente gosta de transar em cada canto da minha casa.
Minhas vontades, soltas pelo mundo, agora iam de encontro com as dela. Em plena realidade madrugadeira. Duas horas da manhã recém completadas e uma vontade imensa de amanhecer dentro dela.
E eu pensei tudo isso só enquanto ela me beijava, hein? Bem que ela fala que minha mente é a milhão.
Um momento de respiro, eu sou asmática e é incrível como ela sempre acha graça que eu sou asmática e maconheira, sempre fala que eu só não perco o ar chupando buceta.
Filha da puta.
Linda.
Me olhava como se soubesse o que viria após os beijos afobados e cada vez mais molhados e acalorados.
Mas a calma é sempre necessária, seguimos ainda com nossas línguas bailando numa vontade sem escala. Ela é uma delícia, eu já falei isso? Queria dar o nome dela pra cada texto que eu escrevo, mesmo que sejam sobre outras e não sobre ela.
Que sorte a minha, então, ter essa mulher tão perto de mim, sem roupa, e na mesma disposição.
Abri seu sutiã devagar, me senti abrindo um presente, vestindo uma rendinha azulzinha, toda linda, mas eu queria ela nua logo.
Quase nua ela ativou o modo mais vagabunda, sentada no meu colo, queria estar dentro dela logo mas eu gosto de sentir ela pedindo, ela molhada.
"Calma..." 
Minha boca e a dela não se desgrudavam. Meus polegares em seus seios, a mão dela na minha nuca e eu possivelmente vou demorar muito mesmo pra esquecer dessa noite.
Minha boca passeou pelo pescoço, pelo colo, até chegar em seus seios. Meus dedos brincavam em suas coxas, virilha, quente...
Nossos olhos se cruzaram por um segundo e minha mão não conteve mais a necessidade de tocar ela por inteira. Eu tinha tanto pra falar, mas ela me rouba o ar e as palavras quando eu sinto ela molhada, sua calcinha pro lado é meu maior atrevimento poético, eu escreveria um zilhão de poemas sobre essa buceta, eu juro. Eu sou filha da puta e ela não me ajuda. Meus dedos deslizaram entre suas paredes, enquanto ela rebolava no meu colo. Repito: a calcinha daquela mulher, pro lado, sempre será meu maior atrevimento poético.
Os beijos, antes calmos, viraram mordidas, rastros de saliva pelos nossos corpos. No meu pescoço, no corpo dela todo, seios, coxas, vou espalhar saliva e digitais em tudo. De quatro, por cima, na minha cara... Saciando meu desejo, completamente dentro.
Ela é um absurdo.
Ela tem um gosto maravilhoso quando goza. 
E, por mim, juro, eu jamais teria saído dali.



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terça-feira, 24 de março de 2026

sexta-feira, 20 de março de 2026

corro pra não ser alvo da flecha...

Minha maior confissão é que às vezes sinto falta de escutar a voz dela e aí eu boto play na minha lista infindável de áudios de quando ela falava que me amava ainda, uns vídeos que a gente gravou da nossa putaria, sem brigas idiotas pela manhã. Nós éramos ainda jovens e loucas transando e amando como se não houvesse amanhã. Pra nós, não teve mesmo. O encanto acaba, o tesão nem sempre. E isso foi meio que empurrando a gente, até chegarmos a esse ponto. E olha a que ponto chegamos, puta que pariu.
Agora encaro ela do alto do nono andar, eu já nem tenho mais o que escrever ou o que falar, então eu chego, conto besteira, falo sacanagem e ela ri, entra no jogo, bolo um baseado e ela bola mais outro. Uma dose de whisky, ou qualquer coisa que faça nossa cabeça virar, minha mão entrelaça seu cabelo, minha língua na sua boca, ela me beija e sussurra que vai me dar e novo e eu transo com ela como se fosse minha única forma de comunicação plena, onde ela me entende e eu entendo ela. Onde a gente se encontra. Nosso único ponto em comum: o tesão que a gente sente uma pela outra. Eu ainda me sinto peixe, mas acho que agora me sinto um pouquinho menos inteligente. Eu ainda cedo, com fome, sem pressa, mema fita toda vez... nada muda e eu sou fadada a comer pra sempre essa buceta e ficar presa nesse ciclo que não me acrescenta em nada.
Mas é isso: eu ainda cedo.
Eu ainda não sei perder a oportunidade de observar ela nua, despida de orgulho, ela fica mais linda ainda depois que eu tirei seu vestido, sua calcinha.... Tudo.
E olha que hoje em dia ela nem é mais a mulher que mais me interessa, tem outras mulheres que eu faço muito mais festa, devoro com muito mais fervor. Mas é ela, sempre ela, e a fome que eu sinto dela continua a mesma, com a mesma pureza e intenção. Chega a ser uma parada meio louca até. Eu acho, sei lá, deve ser ego da minha parte, uma dificuldade, um obstáculo, e juro: nem sei se é mais tão prazeroso assim enquanto eu entro e a expressão dela muda na hora. É um delícia mas é muito foda pra mim depois, então é uma delícia até a página dois. Tem coisas que ficam muito mais gostosas quando estão só na ideia.
Ela nunca entendeu como a cada briga, eu conseguia fingir que ela nunca existiu na minha vida. Um mês, dois, três... Um ano depois, a gente trepando na sala como se nunca tivesse acontecido nada.
Ela nunca entendeu porque eu sempre voltei. Às vezes, nem mesmo eu. E olha que sempre foi uma briga pra saber quem era mais ou menos cuzona.
Ela sempre foi mais explosiva.
Eu sempre fui bem mais cruel e estrategista.
Mas eu esqueço rápido, afinal... sou peixe. Oito segundos de memórias e depois já é outra história. Meu coração é bom, mas eu sou racional pra caralho também.
Eu sempre amei essa mulher, mas eu sou egoísta, né? Amor não é tudo, amor sozinho não leva ninguém pra lugar nenhum. Por isso estamos aqui, anos e anos, treta após treta, zero comprometimento, entregando ciúmes e buceta. Muitas fodas e tretas.
O que a gente achou que seria eterno, eternizou do jeito errado.
Eu acho.


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quarta-feira, 18 de março de 2026

me deixe hipnotizada pra acabar de vez com essa disritmia

Minha língua percorreu sem pressa seu corpo inteiro. Minhas mãos, um tanto quanto ingênuas, seguravam sua cintura afim de não deixar ela sequer pensar em se mover dali.
Ela me olhava de cima. Eu gosto dessas paradas da conexão com olhar no pré, durante e no pós também, mas estávamos ali... olho no olho, dentro do que era possível naquela iluminação quente e fraca, mas que ainda assim nos permitia um encontro de olhares bastante intenso, enquanto o fervor do meu querer era demonstrado através do que eu posso fazer usando apenas a minha vontade absurda, dedos e língua. De joelhos, como se eu implorasse por aquela buceta na minha boca, e porra eu nem duvido que mais um pouquinho que demorasse eu humildemente pediria por um pouco daquele mel. Mas enfim, sabe aquela conexão que só quem fode olhando no olho sabe o que é? De não precisar falar muito? Eu de joelhos, ela em pé, eu doida pra ter ela de quatro, de qualquer jeito sei lá...
E quando aconteceu... Foi a certeza de que minha inclinação pra escolher um sexo gostoso é sempre assertivo. Eu tenho um ímã pra mulher que dá gostoso, sei lá.
Minha língua percorria suas coxas como se eu tivesse um mapa, uma bússola, sei lá, um GPS. Eu desbravei a mais linda paisagem que já vi. Parecia que eu já conhecia cada canto daquela mulher, mas eu era turista, passeando atenta entre seus lábios. E até agora ainda é indescritível a sensação de ver e sentir ela molhada, quase esfregando a buceta na minha cara. Quase pedindo pra ser chupada, mas eu nunca espero nada, principalmente quando a oportunidade me é dada. Eu gosto de dominar, talvez esse seja meu defeito.
A ponta da minha língua escorregou devagar até encontrar o alvo, ela rebolou de leve, pra cima, pra baixo... o silêncio agora dava espaço para que os gemidos abafados brilhassem. Eu gosto pra caralho dessa sensação, da respiração ficando pesada, enquanto o corpo relaxa, enquanto eu matava minha sede daquela água. O corpo daquela mulher vibrava, emanava uma vontade em mim de nunca mais sair dali. Conexão é foda, papo de trepar com ela toda semana agora. O orgasmo é sempre o ápice, a meta... Mas nunca o fim.
Ela é gostosa, como eu tiro meus dedos de dentro dela assim? Como pensar que eu não posso beijar aquela boca, beijar aquele pescoço, desenhar o formato daqueles seios com a minha língua sempre que eu quiser? Como não desejar, em plena manhã de uma quarta feira qualquer, aquela buceta na minha cara? Como não querer comer muito ela em qualquer lugar, até na mesa da minha sala? Porra.
Ela me deu de presente uma foda gostosa e uma memória incrível. E ela não sabe a vontade que eu tenho de repetir tudo isso. Porque, sendo bem honesta: eu vou lembrar dessa noite pra sempre.


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terça-feira, 17 de março de 2026

sexta-feira, 13 de março de 2026

é isso que você chama de urgência afetiva, meu bem?

Te quero aqui
agora 
sem pressa
de partir

Entre meus beijos
meus braços
e os amassos
que meu corpo deseja

Quero seu batom
deixando rastros em mim
e sua voz
perdida no próprio tom

Te quero
na minha cama

Sim
eu te quero nua 
sobre mim

Te quero
nos meus dedos
nos meus lábios
em tudo

Mas
não só isso

Eu te quero.

Ou algo
muito perto disso.


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quarta-feira, 4 de março de 2026

domingo, 22 de fevereiro de 2026

sábado, 21 de fevereiro de 2026

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

hoje eu só quero ser sua, sua, suuuuuuua

Tem coisas que eu não entendo. Entra ano, sai ano... Tudo muda e ao mesmo tempo eu ainda me vejo igual. Ela ainda habita minha cabeça. Mesmo que eu nunca mais tenha tocado no nome dela, a não ser na minha terapia e pra ser honesta, cada vez menos hoje em dia. No fundo, eu sei que eu ainda desejo despir cada peça dela com o mesmo rigor e fervor do meu amor, de sempre. Não penso nisso todo dia, só quando aparece a oportunidade. Eu nunca mais tinha colocado meus pés no nono andar, mas eu tenho absoluta certeza de que toda vez que eu entrar naquele hall, olhar para aquele velho sofá branco, o espelho, o piso frio, tudo... o frio na barriga será inevitável, sempre foi. A cada novo carnaval que passa, a cada visita inesperada, eu percebo que nunca esqueci nada, eu só deixei de lado, mas essa história nunca dorme. Nunca morre. Nunca acaba.
A gente tem uma atração estranha e essa mania de reviver histórias e revisitar memórias. Ressuscitar sentimentos. A gente sempre sabe o que acontece.
E eu não sei mais o que eu devo sentir agora ou o que eu quero sentir, aliás. Penso também que talvez eu nem queira mesmo sentir mais nada. Mas aí ela bota aqueles olhos castanhos em mim... E pronto. Eu ainda estou ali. Percebo que talvez eu ainda seja um pouco emocionalmente investida nessa mulher. E eu esqueço qualquer coisa que veio antes do agora. Porque não sentir algo, seja lá o que for, não é possível pra mim, e parando pra pensar, o agora é tudo que eu tenho.
Eu me permito. Lacan falou que a gente só se culpa quando trai o próprio desejo. E cada um coloca isso no contexto que aguentar. Eu não traio meu desejo.
Nada mais importa quando meu coração dispara. A gente se entrelaça e foda-se quem foi mais ou menos tóxica. É isso, só isso que mudou: eu entendo que a gente nunca prestou pra gente mesmo. Eu vejo tudo com outros olhos agora.
E quando eu acho que eu esqueci pra sempre, mais um carnaval se aproxima e nos reaproxima de alguma forma e é sempre certo que a vontade, o tesão, a saudade estará aí... batendo à nossa porta.
Eu gosto pra caralho aquela mulher.
Eu gosto mesmo, vou fazer o quê?
E lá está ela. Dobrando a esquina.
Aqui estou, escrevendo palavras sem sentido, sem rima, sem clima e... eu já falei que o Sol deixa ela ainda mais bonita?
Passos certeiros na minha direção, o olhar dela ainda nem conseguia conexão com o meu, mas eu sabia que ela estava coberta de glitter e do meu amor. Daí eu já consigo sentir o gosto do seu gloss de cereja, seu cheiro de maconha e beijo com gostinho de cerveja, ou vinho, ou gin, ou whisky.
Meu peito ainda queima a paixão. Arde. Ferve. Minha mente ainda fareja a diversão. Isso é sempre combustível pro que não presta... é por isso a gente não supera.


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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

fala mais da sua vida confusa...

Intimidade, pra mim, é construção.
Não forçada.
Natural.
Sem invasão.

As coisas acontecem
e tecem, sem pressa,
tudo que floresce em nós, 
depois que todo esse bem querer
esbarrou na gente

Dia após dia.
Hora após hora.

Quando cê me olha assim,
parece que eu consigo
te enxergar além
do que você diz.

E, linda,
cada vez que eu te vejo,
juro:
eu torço
pra que a gente coloque
mais um tijolinho

nessa história
que começa, devagar,
a existir.


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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

amanhã passa

Cê tem uma coisa
diferente,
que me atrai,
que me prende.

Eu não sei.
Minha memória.
Sua voz.
Seu jeito.
Essa sua fuça que me remete à saudade.

E a sua presença.
Sua presença…
caralho.
Intensa.
Que me desorienta.

Que me desmonta.
Que me desarma.
Eu até evito
olhar pra sua cara.

E eu não quero mais nada disso.
E já faz tempo.
Tudo bem.
Você aí.
E eu aqui.

M A S

Você tem isso.
E é foda.

Esse seu jeito otário
de não me querer,  acho
ou, pelo menos, não o
tanto que eu quero você.

Ou quis.
Ou ainda posso querer.

Mas é um dia de cada vez.
E eu te amei hoje.
Inevitavelmente.
Eu te amei.

Voltei atrás
das promessas que fiz pra mim.
E assim,
declaro aqui: te amo, porra.

Acho que pra sempre, te amo.
É foda.
Amor é mil grau.

Talvez eu não queira mais falar disso.
Talvez eu nem mesmo fale.
Mas eu penso.

E eu te amei hoje.
Te amo ainda.
O que me conforta
é saber que amanhã passa.

E ainda bem.


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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

PNFCUPM,S? 09 - ligação direta ou sei lá.

Oi flor.
Não tenho nada pra te falar, me perdoa. Compartilho exatamente do que você sente agora e você e só você sabe.
Torço para que esteja rodeada de amor, agora, principalmente agora.
Que encontre nos abraços que te alcançam, o amparo.
Que o tempo passe rápido.
Que a dor amenize.
Que você se liberte da tristeza.
E que você sempre se lembre de que o luto, a falta, a saudade são eternas, mas eu torço para que você escolha se lembrar das melhores memórias, sempre.
Aliás, flor: não se resuma ao luto.
Torço para que sua existência seja ressignificada, porque depois disso, nada mais vai te afetar, acredite.
Você perde o medo de tudo
E eu torço para que o conforto encontre seu coração rapidamente.
Eu sei que é foda, flor.
Mas eu juro, acredite: ameniza.
Não passa. Aliás, nunca passa. Mas ameniza.
Dia após dia, você aprende a viver. Acostumar não te garanto, mas você aprende.
Eu juro.
💛





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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

da gema

Ela tem esse corpo moreno, queimado.
E eu amo as manhãs
em que o sol se demora na sua pele.
Eu observo, apenas,
enquanto minhas intenções dançam com ela.

Não por distração.
Algumas curvas dela
realmente merecem atenção.

É ali que me percebo percebendo
que o céu vira chão.
E o chão, em si, fica mais macio,
cede,
como se já previsse a queda
que eu tenho
quando meus olhos encontram os dela.

E ela… ai.
Ela permite.
Insiste
que eu fique

E eu fico porque o melhor de tudo que eu tenho nela
é isso: até aqui, até agora,
eu adoro tudo.
Tudo mesmo.
Tudo o que envolve essa mulher.

Eu não queria morar em seu errejota,
mas facilmente me mudaria
se o convite fosse
só ficar um pouco mais perto.

Diminuir o espaço
entre o acaso e a certeza.
Faria de lar o leito
dos seus beijos,
pernas,
aconchego.

Beijo, boca e pele.
E as necessidades que povoam minha cabeça
provocam vontades
além do que é mensurável.

Eu juro:
ela é mais linda
que qualquer ponto turístico.
Eu pagaria ingresso
pra olhar por horas
aquela boca,
o sorriso,
e tudo mais.

Mesmo correndo o risco,
eu adoro observar seu físico.
E desfrutar de companhia
e boas memórias,
fazendo história.

Quando eu olho pra ela,
eu não penso em futuro.
Não fico em cima do muro,
e não penso
em promessas.

Penso em proximidade.
Não romantizo demais.
Não disfarço.
É atração
e uma ideia de romantismo barato,
amor mascado.

Desses que perturbam o juízo.
Com o corpo eu sei lidar.
O que é foda
é quando os corações se encostam.



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domingo, 18 de janeiro de 2026

o mais engraçado é que eu quero te ver de novo

Você é o ápice
da minha loucura,
das minhas dúvidas,
de todo o meu querer.

E eu quero agora,
acho que pra mais do que agora,
sem tempo contado,
sem relógios, sem medo, sem hora.

Porque é você o ápice
do meu querer,
do meu sentir,
da minha vontade.

E o que é que você sabe
do meu encantamento?
Você sabe o quanto você passa no meu pensamento
e o quanto eu aprecio cada momento?

Eu te penso sem pressa,
te quero sem calma,
com paixão
que me desarma.

Nada em mim é calmo.
Às vezes, linda, te juro: nem mesmo sensato.
Mas
te garanto, é inteiro, consciente,
e não me pede permissão para existir.

Só está você,
ali.

E caralho, linda,
nada mais disputa espaço.




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