Enquanto ela rebola ao som de qualquer funk, eu bolo um baseado. Ela esquentava minha noite fria jogando o rabo. Ela é gostosa, muita foda e pouca prosa. Dançava me olhando, me encostando, me provocando e parece até que me conhece há muitos anos, mas nem faz tanto tempo assim. Eu deixo ela fazer o que ela quiser, ela vai, ela volta e ela sempre acaba na minha cama, eu adoro essa minha impulsividade alcoólica, eu adoro que ela é tão impetuosa com a minha vontade, faz parecer fácil me deixar doida por ela. E eu sei que ela faz isso porque ela acha que eu não sou capaz de arrastar ela pro meu apartamento hoje.
"Vai dormindo no meu barulho, filha da puta...", eu pensei. Não disse nada. Deixa ela me provocar mais um pouco pra gente descobrir em qual cama isso acaba. Amo ter cara de boazinha e ser danada. Pode chamar de imprudência, mas depois que ela encosta em mim, assim, dessa forma que ela faz, gosto de frisar que: qualquer coisa que eu pense, queira ou faça é pura indecência. Ela domina minha mente que nem sente. Adoro ter ela frente a frente.
E quando eu menos esperava, lá estava ela: sem calcinha no meu colo, no meu apartamento, ai ai ai eu adoro, ela pagou pra ver...
... E deu o óbvio.
Minha mão no pescoço dela, eu leio PACIÊNCIA, ela sorrindo. Eu não consigo não derreter nesse sorriso tão bonito e nessa cara de filha da puta, de quem quer beijo, quer meus dedos, quer matar todo e qualquer desejo. E pensar que há uma hora atrás a gente tava na adega, ali na frente da Praça do Coco. É culpa desse tempo frio, da Amstel gelada, do beijo com gosto de maconha e cerveja e agora à uma hora da manhã eu posso afirmar que observar ela nua é só a cereja do bolo. Agora ela tá aqui, de cara pra parede, eu botando nela de costas, eu puxo o cabelo, ela me xinga, fala que gosta.
Ela é brisa boa, conexão, bola meu baseado, diz que tá maluca e eu tô maluca por ela. E eu nunca prometo nada, mas ofereço sempre o máximo de sensações boas possíveis, temos tido noites incríveis.
E há algo tão bonito na nossa putaria, alivia, eu tropeçaria na oportunidade de ter essa mulher em meus lábios diariamente, flertaria com a oportunidade de entrelaçar minha vida na dela. Mó fita isso. Nossa foda é pura poesia que eu escrevo na cama, no chão, no box do banheiro, em qualquer lugar. E acho que essa nossa poesia nem precisa ser lida, eu coloco um bom som e acho de bom tom recitar minhas palavras de amor por entre as coxas dela. E afins.

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