Minha língua percorreu sem pressa seu corpo inteiro. Minhas mãos, um tanto quanto ingênuas, seguravam sua cintura afim de não deixar ela sequer pensar em se mover dali.
Ela me olhava de cima. Eu gosto dessas paradas da conexão com olhar no pré, durante e no pós também, mas estávamos ali... olho no olho, dentro do que era possível naquela iluminação quente e fraca, mas que ainda assim nos permitia um encontro de olhares bastante intenso, enquanto o fervor do meu querer era demonstrado através do que eu posso fazer usando apenas a minha vontade absurda, dedos e língua. De joelhos, como se eu implorasse por aquela buceta na minha boca, e porra eu nem duvido que mais um pouquinho que demorasse eu humildemente pediria por um pouco daquele mel. Mas enfim, sabe aquela conexão que só quem fode olhando no olho sabe o que é? De não precisar falar muito? Eu de joelhos, ela em pé, eu doida pra ter ela de quatro, de qualquer jeito sei lá...
E quando aconteceu... Foi a certeza de que minha inclinação pra escolher um sexo gostoso é sempre assertivo. Eu tenho um ímã pra mulher que dá gostoso, sei lá.
Minha língua percorria suas coxas como se eu tivesse um mapa, uma bússola, sei lá, um GPS. Eu desbravei a mais linda paisagem que já vi. Parecia que eu já conhecia cada canto daquela mulher, mas eu era turista, passeando atenta entre seus lábios. E até agora ainda é indescritível a sensação de ver e sentir ela molhada, quase esfregando a buceta na minha cara. Quase pedindo pra ser chupada, mas eu nunca espero nada, principalmente quando a oportunidade me é dada. Eu gosto de dominar, talvez esse seja meu defeito.
A ponta da minha língua escorregou devagar até encontrar o alvo, ela rebolou de leve, pra cima, pra baixo... o silêncio agora dava espaço para que os gemidos abafados brilhassem. Eu gosto pra caralho dessa sensação, da respiração ficando pesada, enquanto o corpo relaxa, enquanto eu matava minha sede daquela água. O corpo daquela mulher vibrava, emanava uma vontade em mim de nunca mais sair dali. Conexão é foda, papo de trepar com ela direto agora. O orgasmo é sempre o ápice, a meta... Mas nunca o fim.
Ela é gostosa, como eu tiro meus dedos de dentro dela assim? Como pensar que eu não posso beijar aquela boca, beijar aquele pescoço, desenhar o formato daqueles seios com a minha língua sempre que eu quiser? Como não desejar, em plena manhã de uma quarta feira qualquer, aquela buceta na minha cara? Como não querer comer muito ela em qualquer lugar, até na mesa da minha sala? Porra.
Ela me deu de presente uma foda gostosa e uma memória incrível. E ela não sabe a vontade que eu tenho de repetir tudo isso. Porque, sendo bem honesta: eu vou lembrar dessa noite pra sempre.

0 comments:
Postar um comentário