Bastou uma mensagem recebida, só uma. Fácil assim, juro. Bastou um endereço e um "vem" e eu desci a serra do mar feito uma bala em direção ao alvo. Uma onça em direção à caça, foi assim que me senti pra ser mais exata, e caralho: eu teria ido de jato se minha conta bancária me permitisse porque pra mim cada segundo que eu perco de apreciação daquela mulher já me parece uma perda enorme, enfim.
Lá estava eu, é. De novo. DE NOVO. DE NOVOOOO. Prestes a tocar seu corpo, olhar seus olhos, sentir seu cheiro... e sim, eu sempre falo que nada muda por aqui, mas pra mim cada vez é mais intenso, é diferente. Ela tá sempre tão bonita. Cheguei no bar que ela estava em uma hora mais ou menos, e lá estava ela e umas amigas, um clima ameno, quente mesmo. Nem parece que o verão já acabou. Ela me abraçou como se não me visse há muito tempo, mas dessa vez nem tem tanto assim, enfim.
Não demorou muito mais tempo pra que o álcool fizesse seu efeito e a gente se percebesse sozinhas e sem roupa, como se nosso inconsciente sempre nos levasse pra isso. Mentira, eu meti o louco agora. A gente sempre sabe muito bem o que fazemos. É muitíssimo consciente isso, a gente sempre espera, deseja, anseia, quer, planeja e executa. É necessidade praticamente vital pra mim sentir o gosto daquela mulher, eu vou fazer o quê?
E eu juro que se eu fechar meus olhos agora eu consigo, ainda, sentir a textura da língua dela na minha língua, das mãos quentes dela em meus seios enquanto meus dedos insinuaram a entrada com ela inundada de tão molhada. Eu gosto dessa diversão, da sensação de olhar pra ela e ver a vontade estampada enquanto o meu corpo quase implora por buceta. Por aquela, na real. É loucura essa mulher.
É incrível o quanto ela mexe com o mais íntimo dos meus sentimentos como se fosse a coisa mais fácil do universo. Ela me faz desejar, ansear por mais contato.
Eu sempre estou disposta à trepar com ela aqui no nono andar ou até mesmo no banheiro daquele bar que ela adora me levar, se ela assim quisesse, saca? Eu me disponho e sempre proponho as melhores ideias. Nós juntas sempre seremos uma boa ideia, aliás.
Enfim.
Escrevo isso enquanto observo ela nua bolando mais um baseado e eu não consigo parar de sentir os efeitos do último ainda, que eu fumei enquanto ela me chupava logo depois do meu primeiro orgasmo.
Mais um baseado pra mente e ela já veio pra cima de mim de novo, e eu percebi ali que ela querer fumar mais um baseado e o copo de água, a dose de whisky, o papo, tudo... foi só uma pausa. O beijo dela tem sabor de maconha, cerveja e Ruby Woo, aquele vermelho da Mac. Meus dedos no seu pescoço, enquanto ela vira o olho e eu leio PACIÊNCIA na minha mão, pra me lembrar da calma que eu preciso ter, por isso eu meto devagar enquanto a respiração dela vai ficando ofegante...
Eu filosofo pra caralho enquanto eu como ela, minha mente vai longe, meus chakras se alinham. Eu sou apaixonada, porra. Como eu seria capaz de ver a algoz do meu desejo e não ficar alucinada? Sei lá, ainda não aprendi.
E é ela. Eu gosto da intimidade que temos. Dos olhares dela que me devoram, dos toques, da língua dela entre minhas pernas, das coisas mais sacanas que a gente pensa e faz uma com a outra. De quando ela me bota entre suas coxas morenas e queimadas de Sol, e eu sinto aquele gosto de saudade. O mel que escorre doce e nunca me traz saciedade. Eu gosto de botar ela de quatro, e também comer ela em qualquer canto desse apartamento branco, menos no quarto...
Em.
Cada.
Canto.
É bom frisar.
A língua dela toca minha com mais calor quando ela tá perto de do orgasmo, o quadril dela rebola mais nos meus dedos. As vezes eu nem sei o que exatamente eu tô fazendo aqui, só lado dela, depois de tudo, depois de muito... mas aí... caralho. Aí ela respira um ar mais quente na minha boca. Sei lá.
Eu tô aqui, né?
Eu já vim.
Eu já tirei a roupa.
Ela já tirou a calcinha.
Eu arrumo desculpa pra meter o louco.
Porque é ela. É foda. Eu mudei muitíssimo nos últimos anos, comi diversas bucetas, amei só uma, acho, mas gostei de muitas, só que a dela eu nunca esqueci.
É por isso que eu ainda estou aqui. Às vezes também gosto de evitar o sentimento e agir mais pelo tesão, sem qualquer resquício de razão, viver o auge da tensão que ela e outras pouquíssimas mulheres me causam.
E no fundo tudo que envolve essa mulher sempre acaba em trégua, acordos de paz, tensão, tapas e tesão.

0 comments:
Postar um comentário