quarta-feira, 8 de julho de 2026
terça-feira, 7 de julho de 2026
sexta-feira, 3 de julho de 2026
tê.
Não lembro o que nos levou àquele momento, só lembro dela minha frente.
Caralho.
Ela mexe comigo que nem sente!
Ferve meu corpo e eu gosto de tudo, da pele cor de chocolate daquela mulher, do sabor docinho que tem seus lábios, macios, de tudo o que meu corpo sente quando a língua encontrando a minha. Da textura dos seus cabelos, do toque íntimo que ela me oferece com a ponta dos dedos.
O vestido vermelho... Crueldade, diga-se de passagem, deixava ela ainda mais gostosa do que ela já é naturalmente, pensa que combinação deliciosa é ela de vestido vermelho e lingerie preta... que absurdo de mulher, ela é bonita da cabeça aos pés e eu tenho cada pensamento indecente que envolve a presença dela. Ela é a sorte que eu não tenho, não espero, mas quero que venha, na real, eu quero muito que venha. Deixa vim... Tô louca pra descobrir como é que ela respira quando perde o controle, suas expressões, sua entrega.
Eu quero ela nua.
Eu quero ela totalmente despida, inteira mordida, lambida, beijada... Toda babada por mim, ela deve ficar linda.
Eu quero ela querendo, também porque ela me desperta muito mais que desejo, desperta fome.
E ela está aqui agora, protagonizando mais um sonho molhado, com ela que me faz tanta vontade.. Lá estava eu, de frente pra ela numa sensação gostosa de intimidade e muita, muita vontade da minha parte. Eu quero devorar essa mulher, lamber esse corpo da cabeça aos pés,.quero conhecer sua expressão quando goza, ver virar seu olho enquanto eu boto um pouco mais forte, enquanto beijo abaixo do umbigo porque eu quero ritmo, quero o mais íntimo. Quero ela nua. Quero ela vestida, com vontade de me pegar porque eu tô, mais ainda.
Será que é querer demais ver essa mulher sem roupa na minha cama?
Ela é tão linda, eu não poderia explicar como ela é bonita nem mesmo se eu falasse cinquenta idiomas diferentes, nem assim eu teria repertório pra colocar aquela mulher em palavras, bagulho doido mesmo. Essa mulher não é só gostosa, é um acontecimento.
O beijo dela era quente, como uma tarde gostosa e preguiçosa de sol na primavera. Eu sempre olhei pra ela e pensei "quem me dera", acabei esquecendo que o impossível, às vezes, acontece. Eu transformei o desejo em linguagem, eu tenho vontade e ela sabe.
É foda. Intimidade é perigosa, cada toque dela da minha coxa me parece um convite.
Ela tá prestes a me dar tanto que eu quero dar pra ela, vivendo uma brisa na mesma entrega, quero tudo de igual pra igual, enfim.
Ela apoiou a perna direita na cadeira ao meu lado, subiu seu vestido, sua calcinha pedindo pra ser colocar de lado, seu corpo pediu minha língua, suas mãos na minha nuca indicam que ela quer e pensa o mesmo que eu... Meus lábios em seu corpo é um encontro épico, lento, molhado, calmo. Mó paz. Minha língua fez um trajeto gostoso, pra cima, pra baixo, sem pressa... Eu estava adorando esse contato. Enquanto lentas reboladas indicavam que eu estava no caminho certo. Gostosa pra caralho, até quando eu tô de olhos fechados.
Sentou no meu colo depois da chupada, minhas mãos em seus seios, deslizando pra botar dois dedos, senti sua buceta molhada encostada na minha coxa. Já falei que ela é gostosa? Que eu quero botar nela com vontade? Que ela me enche de tesão? Que eu quero dar gostoso pra ela, depois de lamber ela inteirinha gozada? Gostosa, o sabor dela rendeu poesia e prosa, minha boca cheia de água, meu tesão pronto pra próxima. É foda. Essa mulher mexe com as vontades e outras coisas e pá. Eu nem sei explicar, mas ela é dessas.
Ela é absurda.
De bonita.
De gostosa.
De saborosa.
E caralho, bota saborosa na lista de adjetivos dessa mulher!
Deixa pelo meu corpo um calor febril.
Eu não sei explicar direito.
Só sei que foi bem chato acordar.
quarta-feira, 1 de julho de 2026
doce, dengosa, polida...
4h04 de uma madrugada fria, quando eu estou sem óculos ela parece uma tela de expressionismo. Ela é bonita, até quando eu vejo ela borrada, sem make, sem batom vermelho, sem cabelo feito, sem nada. Ela é bonita em sua intimidade, mais do que em qualquer outra forma.
Enfim.
Olhei pra ela enquanto ela dormia e a vontade de fugir dessa situação me dominou mais rápido, dessa vez. Há um abismo entre o que eu faço e o que eu penso em fazer. Pensei em sair pela porta da cozinha, descer os nove andares correndo, subir a serra voando... Mas seu corpo quente parecia um ímã, arrastando meu olhar mesmo, guardando todo meu afeto e sentimentalismo. Sua cabeça no meu ombro, os seios dela encostados na minha barriga enquanto ela dorme e sequer imagina que eu não tenho mais nada pra oferecer pra ela. Nada. Não tenho mais perspectiva e muito menos expectativa, só tenho um amor que me domina. Mais nada. Não me vejo num futuro ao lado dela, não mais. A gente deixou isso pra trás, mas isso não anula o fato de que eu gosto dessa mulher, eu gosto mesmo dela. Ela ocupa uma boa parte dos meus desejos, na real. Uma boa parte da minha vontade.
E é justamente por isso que eu nunca vou saber explicar quando foi que a gente parou de dar certo e começou a dar tão errado, empurrando as brigas pra debaixo do tapete e usando trepadas como Band Aid, numa tentativa desesperada de curar tudo que dói. De transformar cada briga, discussão, "traição", cada ação que me deixou bad, em passado. Fingindo superar cada baque emocional só pra transar sem lidar com nada. Puro apego. Puro suco do desespero emocional e egoísmo, eu sei. Eu já deveria ter esquecido essa história. Eu já deveria ter tirado essa mulher da minha vida como eu faço com qualquer outra mulher que me irrita, mas ela me deixa assim, travada.
Igual agora.
Que eu quero fugir ao mesmo tempo que escrevo esse texto decadente depois de lamber seu corpo inteiro, sem arrependimento mas com um desespero imenso sem precedentes. Revivendo tudo, de novo e de novo... Puro ego. Puro conforto. Ela sabe que eu sempre vou vir quando ela me chamar, se eu for falar de amor, eu vou falar pra caralho sobre ela e se eu for falar de vício, eu sou viciada na buceta dela.
Mas...
Eu já não quero passar minha vida lutando pra esquecer, esquecer que eu amei, que eu me doei, que eu quis, que eu chorei, que eu quis muito que tudo tivesse dado certo, há dezessete verões atrás, na real... enfim, eu fiz o que pude e isso inclui entender que eu não posso anular ou esquecer que eu também errei, que eu traí, que eu sempre mandei "beijo, boa noite, te amo" e flores enquanto eu batia no rabo de outras mulheres, que eu transei com a mina que ela mais odiava porque eu estava com raiva. Na real, ainda transo às vezes, muito raramente. Eu sei os pontos que doeram nela, assim.como reconheço o que dói em mim. E eu preciso escrever sobre isso. Não pra me livrar da responsabilidade, mas pra entender o espaço que isso ainda ocupa dentro da minha caixinha da culpa, enfim. Não há arrependimentos, não tenho como mudar os fatos do passado, mas eu... Às vezes eu queria que tudo tivesse sido minimamente diferente.
Ela ferve meu peito. É isso que ela não acredita ou não entende.
Eu não queria que saber que ela fica com outras pessoas me afetassem, mas afeta. No silêncio da minha verdade, afeta. Às vezes eu nem entendo porque ela continua pregada com super bonder na minha memória.
De verdade, ela teria de mim o que quisesse se ela assim, o quisesse. Entende? Eu aguardo pelo dia em que a gente vai se olhar e entender que cada situação que vivemos foram relevantes, o primeiro beijo,.sexo, amor, o primeiro baseado. Tudo. Mas em contrapartida, às vezes, eu torço pelo dia em que seu nome será protegido pelo meu esquecimento.
Sei lá.
O sentimento é mil grau.



