E quando eu dei por mim, minha boca já estava na dela, simples assim. A língua dela tocava a minha bem devagar, dando voltas que me faziam imaginar sua competência pra ambições maiores do meu pensamento impuro. Eu nunca penso nada que presta quando ela encosta em mim, é foda. Os lábios dela, macios, me faziam mesmo imaginar como é que seria receber a boca dela turistando entre minhas coxas. Ela é gostosa pra caralho, ela é do tipo que me atrai um tanto que é impossível eu não imaginar e desejar absurdos com ela.
Minhas mãos quentes apertavam suas coxas enquanto a gente tentava achar alguma posição pra se encostar cada vez mais, naquele sofá terrível que tem na minha sala. É incrível o quanto a gente gosta de transar em cada canto da minha casa.
Minhas vontades, soltas pelo mundo, agora iam de encontro com as dela. Em plena realidade madrugadeira. Duas horas da manhã recém completadas e uma vontade imensa de amanhecer dentro dela.
E eu pensei tudo isso só enquanto ela me beijava, hein? Bem que ela fala que minha mente é a milhão.
Um momento de respiro, eu sou asmática e é incrível como ela sempre acha graça que eu sou asmática e maconheira, sempre fala que eu só não perco o ar chupando buceta.
Filha da puta.
Linda.
Me olhava como se soubesse o que viria após os beijos afobados e cada vez mais molhados e acalorados.
Mas a calma é sempre necessária, seguimos ainda com nossas línguas bailando numa vontade sem escala. Ela é uma delícia, eu já falei isso? Queria dar o nome dela pra cada texto que eu escrevo, mesmo que sejam sobre outras e não sobre ela.
Que sorte a minha, então, ter essa mulher tão perto de mim, sem roupa, e na mesma disposição.
Abri seu sutiã devagar, me senti abrindo um presente, vestindo uma rendinha azulzinha, toda linda, mas eu queria ela nua logo.
Quase nua ela ativou o modo mais vagabunda, sentada no meu colo, queria estar dentro dela logo mas eu gosto de sentir ela pedindo, ela molhada.
"Calma..."
Minha boca e a dela não se desgrudavam. Meus polegares em seus seios, a mão dela na minha nuca e eu possivelmente vou demorar muito mesmo pra esquecer dessa noite.
Minha boca passeou pelo pescoço, pelo colo, até chegar em seus seios. Meus dedos brincavam em suas coxas, virilha, quente...
Nossos olhos se cruzaram por um segundo e minha mão não conteve mais a necessidade de tocar ela por inteira. Eu tinha tanto pra falar, mas ela me rouba o ar e as palavras quando eu sinto ela molhada, sua calcinha pro lado é meu maior atrevimento poético, eu escreveria um zilhão de poemas sobre essa buceta, eu juro. Eu sou filha da puta e ela não me ajuda. Meus dedos deslizaram entre suas paredes, enquanto ela rebolava no meu colo. Repito: a calcinha daquela mulher, pro lado, sempre será meu maior atrevimento poético.
Os beijos, antes calmos, viraram mordidas, rastros de saliva pelos nossos corpos. No meu pescoço, no corpo dela todo, seios, coxas, vou espalhar saliva e digitais em tudo. De quatro, por cima, na minha cara... Saciando meu desejo, completamente dentro.
Ela é um absurdo.
Ela tem um gosto maravilhoso quando goza.
E, por mim, juro, eu jamais teria saído dali.
quarta-feira, 25 de março de 2026
terça-feira, 24 de março de 2026
no guardanapo 40
Eu repito palavras, roupas, amores e fodas
sexta-feira, 20 de março de 2026
corro pra não ser alvo da flecha...
Minha maior confissão é que às vezes sinto falta de escutar a voz dela e aí eu boto play na minha lista infindável de áudios de quando ela falava que me amava ainda, uns vídeos que a gente gravou da nossa putaria, sem brigas idiotas pela manhã. Nós éramos ainda jovens e loucas transando e amando como se não houvesse amanhã. Pra nós, não teve mesmo. O encanto acaba, o tesão nem sempre. E isso foi meio que empurrando a gente, até chegarmos a esse ponto. E olha a que ponto chegamos, puta que pariu.
Agora encaro ela do alto do nono andar, eu já nem tenho mais o que escrever ou o que falar, então eu chego, conto besteira, falo sacanagem e ela ri, entra no jogo, bolo um baseado e ela bola mais outro. Uma dose de whisky, ou qualquer coisa que faça nossa cabeça virar, minha mão entrelaça seu cabelo, minha língua na sua boca, ela me beija e sussurra que vai me dar e novo e eu transo com ela como se fosse minha única forma de comunicação plena, onde ela me entende e eu entendo ela. Onde a gente se encontra. Nosso único ponto em comum: o tesão que a gente sente uma pela outra. Eu ainda me sinto peixe, mas acho que agora me sinto um pouquinho menos inteligente. Eu ainda cedo, com fome, sem pressa, mema fita toda vez... nada muda e eu sou fadada a comer pra sempre essa buceta e ficar presa nesse ciclo que não me acrescenta em nada.
Mas é isso: eu ainda cedo.
Eu ainda não sei perder a oportunidade de observar ela nua, despida de orgulho, ela fica mais linda ainda depois que eu tirei seu vestido, sua calcinha.... Tudo.
E olha que hoje em dia ela nem é mais a mulher que mais me interessa, tem outras mulheres que eu faço muito mais festa, devoro com muito mais fervor. Mas é ela, sempre ela, e a fome que eu sinto dela continua a mesma, com a mesma pureza e intenção. Chega a ser uma parada meio louca até. Eu acho, sei lá, deve ser ego da minha parte, uma dificuldade, um obstáculo, e juro: nem sei se é mais tão prazeroso assim enquanto eu entro e a expressão dela muda na hora. É um delícia mas é muito foda pra mim depois, então é uma delícia até a página dois. Tem coisas que ficam muito mais gostosas quando estão só na ideia.
Ela nunca entendeu como a cada briga, eu conseguia fingir que ela nunca existiu na minha vida. Um mês, dois, três... Um ano depois, a gente trepando na sala como se nunca tivesse acontecido nada.
Ela nunca entendeu porque eu sempre voltei. Às vezes, nem mesmo eu. E olha que sempre foi uma briga pra saber quem era mais ou menos cuzona.
Ela sempre foi mais explosiva.
Eu sempre fui bem mais cruel e estrategista.
Mas eu esqueço rápido, afinal... sou peixe. Oito segundos de memórias e depois já é outra história. Meu coração é bom, mas eu sou racional pra caralho também.
Eu sempre amei essa mulher, mas eu sou egoísta, né? Amor não é tudo, amor sozinho não leva ninguém pra lugar nenhum. Por isso estamos aqui, anos e anos, treta após treta, zero comprometimento, entregando ciúmes e buceta. Muitas fodas e tretas.
O que a gente achou que seria eterno, eternizou do jeito errado.
Eu acho.
quarta-feira, 18 de março de 2026
me deixe hipnotizada pra acabar de vez com essa disritmia
Minha língua percorreu sem pressa seu corpo inteiro. Minhas mãos, um tanto quanto ingênuas, seguravam sua cintura afim de não deixar ela sequer pensar em se mover dali.
Ela me olhava de cima. Eu gosto dessas paradas da conexão com olhar no pré, durante e no pós também, mas estávamos ali... olho no olho, dentro do que era possível naquela iluminação quente e fraca, mas que ainda assim nos permitia um encontro de olhares bastante intenso, enquanto o fervor do meu querer era demonstrado através do que eu posso fazer usando apenas a minha vontade absurda, dedos e língua. De joelhos, como se eu implorasse por aquela buceta na minha boca, e porra eu nem duvido que mais um pouquinho que demorasse eu humildemente pediria por um pouco daquele mel. Mas enfim, sabe aquela conexão que só quem fode olhando no olho sabe o que é? De não precisar falar muito? Eu de joelhos, ela em pé, eu doida pra ter ela de quatro, de qualquer jeito sei lá...
E quando aconteceu... Foi a certeza de que minha inclinação pra escolher um sexo gostoso é sempre assertivo. Eu tenho um ímã pra mulher que dá gostoso, sei lá.
Minha língua percorria suas coxas como se eu tivesse um mapa, uma bússola, sei lá, um GPS. Eu desbravei a mais linda paisagem que já vi. Parecia que eu já conhecia cada canto daquela mulher, mas eu era turista, passeando atenta entre seus lábios. E até agora ainda é indescritível a sensação de ver e sentir ela molhada, quase esfregando a buceta na minha cara. Quase pedindo pra ser chupada, mas eu nunca espero nada, principalmente quando a oportunidade me é dada. Eu gosto de dominar, talvez esse seja meu defeito.
A ponta da minha língua escorregou devagar até encontrar o alvo, ela rebolou de leve, pra cima, pra baixo... o silêncio agora dava espaço para que os gemidos abafados brilhassem. Eu gosto pra caralho dessa sensação, da respiração ficando pesada, enquanto o corpo relaxa, enquanto eu matava minha sede daquela água. O corpo daquela mulher vibrava, emanava uma vontade em mim de nunca mais sair dali. Conexão é foda, papo de trepar com ela direto agora. O orgasmo é sempre o ápice, a meta... Mas nunca o fim.
Ela é gostosa, como eu tiro meus dedos de dentro dela assim? Como pensar que eu não posso beijar aquela boca, beijar aquele pescoço, desenhar o formato daqueles seios com a minha língua sempre que eu quiser? Como não desejar, em plena manhã de uma quarta feira qualquer, aquela buceta na minha cara? Como não querer comer muito ela em qualquer lugar, até na mesa da minha sala? Porra.
Ela me deu de presente uma foda gostosa e uma memória incrível. E ela não sabe a vontade que eu tenho de repetir tudo isso. Porque, sendo bem honesta: eu vou lembrar dessa noite pra sempre.








