sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

da gema

Ela tem esse corpo moreno, queimado.
E eu amo as manhãs
em que o sol se demora na sua pele.
Eu observo, apenas,
enquanto minhas intenções dançam com ela.

Não por distração.
Algumas curvas dela
realmente merecem atenção.

É ali que me percebo percebendo
que o céu vira chão.
E o chão, em si, fica mais macio,
cede,
como se já previsse a queda
que eu tenho
quando meus olhos encontram os dela.

E ela… ai.
Ela permite.
Insiste
que eu fique

E eu fico porque o melhor de tudo que eu tenho nela
é isso: até aqui, até agora,
eu adoro tudo.
Tudo mesmo.
Tudo o que envolve essa mulher.

Eu não queria morar em seu errejota,
mas facilmente me mudaria
se o convite fosse
só ficar um pouco mais perto.

Diminuir o espaço
entre o acaso e a certeza.
Faria de lar o leito
dos seus beijos,
pernas,
aconchego.

Beijo, boca e pele.
E as necessidades que povoam minha cabeça
provocam vontades
além do que é mensurável.

Eu juro:
ela é mais linda
que qualquer ponto turístico.
Eu pagaria ingresso
pra olhar por horas
aquela boca,
o sorriso,
e tudo mais.

Mesmo correndo o risco,
eu adoro observar seu físico.
E desfrutar de companhia
e boas memórias,
fazendo história.

Quando eu olho pra ela,
eu não penso em futuro.
Não fico em cima do muro,
e não penso
em promessas.

Penso em proximidade.
Não romantizo demais.
Não disfarço.
É atração
e uma ideia de romantismo barato,
amor mascado.

Desses que perturbam o juízo.
Com o corpo eu sei lidar.
O que é foda
é quando os corações se encostam.



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domingo, 18 de janeiro de 2026

o mais engraçado é que eu quero te ver de novo

Você é o ápice
da minha loucura,
das minhas dúvidas,
de todo o meu querer.

E eu quero agora,
acho que pra mais do que agora,
sem tempo contado,
sem relógios, sem medo, sem hora.

Porque é você o ápice
do meu querer,
do meu sentir,
da minha vontade.

E o que é que você sabe
do meu encantamento?
Você sabe o quanto você passa no meu pensamento
e o quanto eu aprecio cada momento?

Eu te penso sem pressa,
te quero sem calma,
com paixão
que me desarma.

Nada em mim é calmo.
Às vezes, linda, te juro: nem mesmo sensato.
Mas
te garanto, é inteiro, consciente,
e não me pede permissão para existir.

Só está você,
ali.

E caralho, linda,
nada mais disputa espaço.




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