Ela tem esse corpo moreno, queimado.
E eu amo as manhãs
em que o sol se demora na sua pele.
Eu observo, apenas,
enquanto minhas intenções dançam com ela.
Não por distração.
Algumas curvas dela
realmente merecem atenção.
É ali que me percebo percebendo
que o céu vira chão.
E o chão, em si, fica mais macio,
cede,
como se já previsse a queda
que eu tenho
quando meus olhos encontram os dela.
E ela… ai.
Ela permite.
Insiste
que eu fique
E eu fico porque o melhor de tudo que eu tenho nela
é isso: até aqui, até agora,
eu adoro tudo.
Tudo mesmo.
Tudo o que envolve essa mulher.
Eu não queria morar em seu errejota,
mas facilmente me mudaria
se o convite fosse
só ficar um pouco mais perto.
Diminuir o espaço
entre o acaso e a certeza.
Faria de lar o leito
dos seus beijos,
pernas,
aconchego.
Beijo, boca e pele.
E as necessidades que povoam minha cabeça
provocam vontades
além do que é mensurável.
Eu juro:
ela é mais linda
que qualquer ponto turístico.
Eu pagaria ingresso
pra olhar por horas
aquela boca,
o sorriso,
e tudo mais.
Mesmo correndo o risco,
eu adoro observar seu físico.
E desfrutar de companhia
e boas memórias,
fazendo história.
Quando eu olho pra ela,
eu não penso em futuro.
Não fico em cima do muro,
e não penso
em promessas.
Penso em proximidade.
Não romantizo demais.
Não disfarço.
É atração
e uma ideia de romantismo barato,
amor mascado.
Desses que perturbam o juízo.
Com o corpo eu sei lidar.
O que é foda
é quando os corações se encostam.

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