quarta-feira, 1 de abril de 2026

a sua calcinha combina com aquele quadro

Tudo entre nós sempre começa com uma taça de vinho e ela vindo de mansinho acalmar meu furacão, é sempre o mesmo. Juro.
Todas as noites em que nós estivemos na vida uma da outra, sempre teve maconha, vinho, buceta e uma saudade imensa que me fez ficar, a mesma saudade que ainda me faz voltar mesmo no auge da minha maturidade emocional ou desequilíbrio, sei lá. Mas ela ainda me causa tantas sensações, boas, estranhas, ruins, tudo junto e misturado sempre.
Nada muda aqui.
E adivinha só?
Já estou aqui de novo, bolando um baseado enquanto ela abre um vinho que ela trouxe de Porto. E eu só quero ficar louca, tirar sua roupa, beijar sua boca, sentir o corpo dela arrepiando na ponta da minha língua, sentir ela molhando nos meus dedos enquanto eu puxo a calcinha dela pro lado, assim, sem pudor nenhum... Me afogar entre suas coxas e desejos. E esquecer que se existe uma vida do lado de fora desse apartamento, e incrivelmente hoje: as paredes brancas e o vento que não cessa parecem aconchegantes e receptivos à essa louca vontade que nos atravessa.
Ela me acha menina travessa, no outro dia eu sou mulher e filha da puta, é uma disputa pra ela decidir o que ela quer de mim. Eu sou eu, sem culpa e sempre criando espaços pra ela na minha vida.
Foda que ela não sai da minha cabeça, eu ia adorar falar que dela eu só quero buceta, mas não é bem assim.
E eu? Eu só sei que sempre foi assim.
Enfim.
Duas, três, quatro, cinco, ela me pede "abre outro vinho?" e vamos pra mais umas seis taças, ao ponto da gente já não impedir mais nada, sentadas na sacada, álcool na mente e a gente perdeu totalmente a vergonha na cara. A gente bebe e esquece as tretas da semana passada. Se eu tivesse com raiva, botava nela de quatro pra nem olhar na cara... eu sou suja mesmo. Ela é pior. Por isso inflama, explode, causa sensações, é louco isso.
Sei lá, minha mente viajava na onda do vinho e do baseadinho, ela fala muito sobre momento-presente e minha mente ausente sempre viajava. Só foquei nela 100% quando ela tirou a camiseta, o sutiã... chegou mais perto e me perguntou quem eu tô comendo agora, eu dou risada. É isso que ela acha? Se ela soubesse que hoje em dia eu não tenho tempo pra mais nada, que ao contrário dela eu não sou herdeira, nem mimada. Eu sou mó paz, mas ela não sabe de nada. E eu nem respondi porque eu não consegui formular uma frase corretamente, eu acho absurdo essa mulher e seu corpo, que me engole. Me sequestra os olhares, eu acho absurdo mesmo como os anos deixam ela ainda mais linda. De como nós duas mudamos de quando tínhamos só dezesseis anos e uma cabeça cheia de planos e vontade. Quanto mais passageiro achei que fosse tudo isso, mais ela se instalou na minha vida, deitou e rolou nas minhas verdades, nas minhas intenções. E ainda assim é impossível negar o quanto a gente se conecta hoje em dia.
É foda, mexe muito, é mil grau, um absurdo. Eu fico em pleno estado de entusiasmo com sua voz, sua presença na mesma cama que eu, trepar com ela é tipo sorte. Eu não consigo pensar em mais nada quando a pele dela quente toca a minha. Queimada de sol, eu só penso em beijar sua marquinha. Cor de canela, um gosto que só encontrei nela... E tudo se alinha.
Acho que minha vida será eternamente um looping de participações especiais na vida dessa mulher.


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quarta-feira, 25 de março de 2026

quem tem fome, tem pressa

E quando eu dei por mim, minha boca já estava na dela, simples assim. A língua dela tocava a minha bem devagar, dando voltas que me faziam imaginar sua competência pra ambições maiores do meu pensamento impuro. Eu nunca penso nada que presta quando ela encosta em mim, é foda. Os lábios dela, macios, me faziam mesmo imaginar como é que seria receber a boca dela turistando entre minhas coxas. Ela é gostosa pra caralho, ela é do tipo que me atrai um tanto que é impossível eu não imaginar e desejar absurdos com ela.
Minhas mãos quentes apertavam suas coxas enquanto a gente tentava achar alguma posição pra se encostar cada vez mais, naquele sofá terrível que tem na minha sala. É incrível o quanto a gente gosta de transar em cada canto da minha casa.
Minhas vontades, soltas pelo mundo, agora iam de encontro com as dela. Em plena realidade madrugadeira. Duas horas da manhã recém completadas e uma vontade imensa de amanhecer dentro dela.
E eu pensei tudo isso só enquanto ela me beijava, hein? Bem que ela fala que minha mente é a milhão.
Um momento de respiro, eu sou asmática e é incrível como ela sempre acha graça que eu sou asmática e maconheira, sempre fala que eu só não perco o ar chupando buceta.
Filha da puta.
Linda.
Me olhava como se soubesse o que viria após os beijos afobados e cada vez mais molhados e acalorados.
Mas a calma é sempre necessária, seguimos ainda com nossas línguas bailando numa vontade sem escala. Ela é uma delícia, eu já falei isso? Queria dar o nome dela pra cada texto que eu escrevo, mesmo que sejam sobre outras e não sobre ela.
Que sorte a minha, então, ter essa mulher tão perto de mim, sem roupa, e na mesma disposição.
Abri seu sutiã devagar, me senti abrindo um presente, vestindo uma rendinha azulzinha, toda linda, mas eu queria ela nua logo.
Quase nua ela ativou o modo mais vagabunda, sentada no meu colo, queria estar dentro dela logo mas eu gosto de sentir ela pedindo, ela molhada.
"Calma..." 
Minha boca e a dela não se desgrudavam. Meus polegares em seus seios, a mão dela na minha nuca e eu possivelmente vou demorar muito mesmo pra esquecer dessa noite.
Minha boca passeou pelo pescoço, pelo colo, até chegar em seus seios. Meus dedos brincavam em suas coxas, virilha, quente...
Nossos olhos se cruzaram por um segundo e minha mão não conteve mais a necessidade de tocar ela por inteira. Eu tinha tanto pra falar, mas ela me rouba o ar e as palavras quando eu sinto ela molhada, sua calcinha pro lado é meu maior atrevimento poético, eu escreveria um zilhão de poemas sobre essa buceta, eu juro. Eu sou filha da puta e ela não me ajuda. Meus dedos deslizaram entre suas paredes, enquanto ela rebolava no meu colo. Repito: a calcinha daquela mulher, pro lado, sempre será meu maior atrevimento poético.
Os beijos, antes calmos, viraram mordidas, rastros de saliva pelos nossos corpos. No meu pescoço, no corpo dela todo, seios, coxas, vou espalhar saliva e digitais em tudo. De quatro, por cima, na minha cara... Saciando meu desejo, completamente dentro.
Ela é um absurdo.
Ela tem um gosto maravilhoso quando goza. 
E, por mim, juro, eu jamais teria saído dali.



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terça-feira, 24 de março de 2026

sexta-feira, 20 de março de 2026

corro pra não ser alvo da flecha...

Minha maior confissão é que às vezes sinto falta de escutar a voz dela e aí eu boto play na minha lista infindável de áudios de quando ela falava que me amava ainda, uns vídeos que a gente gravou da nossa putaria, sem brigas idiotas pela manhã. Nós éramos ainda jovens e loucas transando e amando como se não houvesse amanhã. Pra nós, não teve mesmo. O encanto acaba, o tesão nem sempre. E isso foi meio que empurrando a gente, até chegarmos a esse ponto. E olha a que ponto chegamos, puta que pariu.
Agora encaro ela do alto do nono andar, eu já nem tenho mais o que escrever ou o que falar, então eu chego, conto besteira, falo sacanagem e ela ri, entra no jogo, bolo um baseado e ela bola mais outro. Uma dose de whisky, ou qualquer coisa que faça nossa cabeça virar, minha mão entrelaça seu cabelo, minha língua na sua boca, ela me beija e sussurra que vai me dar e novo e eu transo com ela como se fosse minha única forma de comunicação plena, onde ela me entende e eu entendo ela. Onde a gente se encontra. Nosso único ponto em comum: o tesão que a gente sente uma pela outra. Eu ainda me sinto peixe, mas acho que agora me sinto um pouquinho menos inteligente. Eu ainda cedo, com fome, sem pressa, mema fita toda vez... nada muda e eu sou fadada a comer pra sempre essa buceta e ficar presa nesse ciclo que não me acrescenta em nada.
Mas é isso: eu ainda cedo.
Eu ainda não sei perder a oportunidade de observar ela nua, despida de orgulho, ela fica mais linda ainda depois que eu tirei seu vestido, sua calcinha.... Tudo.
E olha que hoje em dia ela nem é mais a mulher que mais me interessa, tem outras mulheres que eu faço muito mais festa, devoro com muito mais fervor. Mas é ela, sempre ela, e a fome que eu sinto dela continua a mesma, com a mesma pureza e intenção. Chega a ser uma parada meio louca até. Eu acho, sei lá, deve ser ego da minha parte, uma dificuldade, um obstáculo, e juro: nem sei se é mais tão prazeroso assim enquanto eu entro e a expressão dela muda na hora. É um delícia mas é muito foda pra mim depois, então é uma delícia até a página dois. Tem coisas que ficam muito mais gostosas quando estão só na ideia.
Ela nunca entendeu como a cada briga, eu conseguia fingir que ela nunca existiu na minha vida. Um mês, dois, três... Um ano depois, a gente trepando na sala como se nunca tivesse acontecido nada.
Ela nunca entendeu porque eu sempre voltei. Às vezes, nem mesmo eu. E olha que sempre foi uma briga pra saber quem era mais ou menos cuzona.
Ela sempre foi mais explosiva.
Eu sempre fui bem mais cruel e estrategista.
Mas eu esqueço rápido, afinal... sou peixe. Oito segundos de memórias e depois já é outra história. Meu coração é bom, mas eu sou racional pra caralho também.
Eu sempre amei essa mulher, mas eu sou egoísta, né? Amor não é tudo, amor sozinho não leva ninguém pra lugar nenhum. Por isso estamos aqui, anos e anos, treta após treta, zero comprometimento, entregando ciúmes e buceta. Muitas fodas e tretas.
O que a gente achou que seria eterno, eternizou do jeito errado.
Eu acho.


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quarta-feira, 18 de março de 2026

me deixe hipnotizada pra acabar de vez com essa disritmia

Minha língua percorreu sem pressa seu corpo inteiro. Minhas mãos, um tanto quanto ingênuas, seguravam sua cintura afim de não deixar ela sequer pensar em se mover dali.
Ela me olhava de cima. Eu gosto dessas paradas da conexão com olhar no pré, durante e no pós também, mas estávamos ali... olho no olho, dentro do que era possível naquela iluminação quente e fraca, mas que ainda assim nos permitia um encontro de olhares bastante intenso, enquanto o fervor do meu querer era demonstrado através do que eu posso fazer usando apenas a minha vontade absurda, dedos e língua. De joelhos, como se eu implorasse por aquela buceta na minha boca, e porra eu nem duvido que mais um pouquinho que demorasse eu humildemente pediria por um pouco daquele mel. Mas enfim, sabe aquela conexão que só quem fode olhando no olho sabe o que é? De não precisar falar muito? Eu de joelhos, ela em pé, eu doida pra ter ela de quatro, de qualquer jeito sei lá...
E quando aconteceu... Foi a certeza de que minha inclinação pra escolher um sexo gostoso é sempre assertivo. Eu tenho um ímã pra mulher que dá gostoso, sei lá.
Minha língua percorria suas coxas como se eu tivesse um mapa, uma bússola, sei lá, um GPS. Eu desbravei a mais linda paisagem que já vi. Parecia que eu já conhecia cada canto daquela mulher, mas eu era turista, passeando atenta entre seus lábios. E até agora ainda é indescritível a sensação de ver e sentir ela molhada, quase esfregando a buceta na minha cara. Quase pedindo pra ser chupada, mas eu nunca espero nada, principalmente quando a oportunidade me é dada. Eu gosto de dominar, talvez esse seja meu defeito.
A ponta da minha língua escorregou devagar até encontrar o alvo, ela rebolou de leve, pra cima, pra baixo... o silêncio agora dava espaço para que os gemidos abafados brilhassem. Eu gosto pra caralho dessa sensação, da respiração ficando pesada, enquanto o corpo relaxa, enquanto eu matava minha sede daquela água. O corpo daquela mulher vibrava, emanava uma vontade em mim de nunca mais sair dali. Conexão é foda, papo de trepar com ela direto agora. O orgasmo é sempre o ápice, a meta... Mas nunca o fim.
Ela é gostosa, como eu tiro meus dedos de dentro dela assim? Como pensar que eu não posso beijar aquela boca, beijar aquele pescoço, desenhar o formato daqueles seios com a minha língua sempre que eu quiser? Como não desejar, em plena manhã de uma quarta feira qualquer, aquela buceta na minha cara? Como não querer comer muito ela em qualquer lugar, até na mesa da minha sala? Porra.
Ela me deu de presente uma foda gostosa e uma memória incrível. E ela não sabe a vontade que eu tenho de repetir tudo isso. Porque, sendo bem honesta: eu vou lembrar dessa noite pra sempre.


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terça-feira, 17 de março de 2026

sexta-feira, 13 de março de 2026

é isso que você chama de urgência afetiva, meu bem?

Te quero aqui
agora 
sem pressa
de partir

Entre meus beijos
meus braços
e os amassos
que meu corpo deseja

Quero seu batom
deixando rastros em mim
e sua voz
perdida no próprio tom

Te quero
na minha cama

Sim
eu te quero nua 
sobre mim

Te quero
nos meus dedos
nos meus lábios
em tudo

Mas
não só isso

Eu te quero.

Ou algo
muito perto disso.


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quarta-feira, 4 de março de 2026

domingo, 22 de fevereiro de 2026

sábado, 21 de fevereiro de 2026

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

hoje eu só quero ser sua, sua, suuuuuuua

Tem coisas que eu não entendo. Entra ano, sai ano... Tudo muda e ao mesmo tempo eu ainda me vejo igual. Ela ainda habita minha cabeça. Mesmo que eu nunca mais tenha tocado no nome dela, a não ser na minha terapia e pra ser honesta, cada vez menos hoje em dia. No fundo, eu sei que eu ainda desejo despir cada peça dela com o mesmo rigor e fervor do meu amor, de sempre. Não penso nisso todo dia, só quando aparece a oportunidade. Eu nunca mais tinha colocado meus pés no nono andar, mas eu tenho absoluta certeza de que toda vez que eu entrar naquele hall, olhar para aquele velho sofá branco, o espelho, o piso frio, tudo... o frio na barriga será inevitável, sempre foi. A cada novo carnaval que passa, a cada visita inesperada, eu percebo que nunca esqueci nada, eu só deixei de lado, mas essa história nunca dorme. Nunca morre. Nunca acaba.
A gente tem uma atração estranha e essa mania de reviver histórias e revisitar memórias. Ressuscitar sentimentos. A gente sempre sabe o que acontece.
E eu não sei mais o que eu devo sentir agora ou o que eu quero sentir, aliás. Penso também que talvez eu nem queira mesmo sentir mais nada. Mas aí ela bota aqueles olhos castanhos em mim... E pronto. Eu ainda estou ali. Percebo que talvez eu ainda seja um pouco emocionalmente investida nessa mulher. E eu esqueço qualquer coisa que veio antes do agora. Porque não sentir algo, seja lá o que for, não é possível pra mim, e parando pra pensar, o agora é tudo que eu tenho.
Eu me permito. Lacan falou que a gente só se culpa quando trai o próprio desejo. E cada um coloca isso no contexto que aguentar. Eu não traio meu desejo.
Nada mais importa quando meu coração dispara. A gente se entrelaça e foda-se quem foi mais ou menos tóxica. É isso, só isso que mudou: eu entendo que a gente nunca prestou pra gente mesmo. Eu vejo tudo com outros olhos agora.
E quando eu acho que eu esqueci pra sempre, mais um carnaval se aproxima e nos reaproxima de alguma forma e é sempre certo que a vontade, o tesão, a saudade estará aí... batendo à nossa porta.
Eu gosto pra caralho aquela mulher.
Eu gosto mesmo, vou fazer o quê?
E lá está ela. Dobrando a esquina.
Aqui estou, escrevendo palavras sem sentido, sem rima, sem clima e... eu já falei que o Sol deixa ela ainda mais bonita?
Passos certeiros na minha direção, o olhar dela ainda nem conseguia conexão com o meu, mas eu sabia que ela estava coberta de glitter e do meu amor. Daí eu já consigo sentir o gosto do seu gloss de cereja, seu cheiro de maconha e beijo com gostinho de cerveja, ou vinho, ou gin, ou whisky.
Meu peito ainda queima a paixão. Arde. Ferve. Minha mente ainda fareja a diversão. Isso é sempre combustível pro que não presta... é por isso a gente não supera.


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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

fala mais da sua vida confusa...

Intimidade, pra mim, é construção.
Não forçada.
Natural.
Sem invasão.

As coisas acontecem
e tecem, sem pressa,
tudo que floresce em nós, 
depois que todo esse bem querer
esbarrou na gente

Dia após dia.
Hora após hora.

Quando cê me olha assim,
parece que eu consigo
te enxergar além
do que você diz.

E, linda,
cada vez que eu te vejo,
juro:
eu torço
pra que a gente coloque
mais um tijolinho

nessa história
que começa, devagar,
a existir.


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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

amanhã passa

Cê tem uma coisa
diferente,
que me atrai,
que me prende.

Eu não sei.
Minha memória.
Sua voz.
Seu jeito.
Essa sua fuça que me remete à saudade.

E a sua presença.
Sua presença…
caralho.
Intensa.
Que me desorienta.

Que me desmonta.
Que me desarma.
Eu até evito
olhar pra sua cara.

E eu não quero mais nada disso.
E já faz tempo.
Tudo bem.
Você aí.
E eu aqui.

M A S

Você tem isso.
E é foda.

Esse seu jeito otário
de não me querer,  acho
ou, pelo menos, não o
tanto que eu quero você.

Ou quis.
Ou ainda posso querer.

Mas é um dia de cada vez.
E eu te amei hoje.
Inevitavelmente.
Eu te amei.

Voltei atrás
das promessas que fiz pra mim.
E assim,
declaro aqui: te amo, porra.

Acho que pra sempre, te amo.
É foda.
Amor é mil grau.

Talvez eu não queira mais falar disso.
Talvez eu nem mesmo fale.
Mas eu penso.

E eu te amei hoje.
Te amo ainda.
O que me conforta
é saber que amanhã passa.

E ainda bem.


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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

PNFCUPM,S? 09 - ligação direta ou sei lá.

Oi flor.
Não tenho nada pra te falar, me perdoa. Compartilho exatamente do que você sente agora e você e só você sabe.
Torço para que esteja rodeada de amor, agora, principalmente agora.
Que encontre nos abraços que te alcançam, o amparo.
Que o tempo passe rápido.
Que a dor amenize.
Que você se liberte da tristeza.
E que você sempre se lembre de que o luto, a falta, a saudade são eternas, mas eu torço para que você escolha se lembrar das melhores memórias, sempre.
Aliás, flor: não se resuma ao luto.
Torço para que sua existência seja ressignificada, porque depois disso, nada mais vai te afetar, acredite.
Você perde o medo de tudo
E eu torço para que o conforto encontre seu coração rapidamente.
Eu sei que é foda, flor.
Mas eu juro, acredite: ameniza.
Não passa. Aliás, nunca passa. Mas ameniza.
Dia após dia, você aprende a viver. Acostumar não te garanto, mas você aprende.
Eu juro.
💛





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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

da gema

Ela tem esse corpo moreno, queimado.
E eu amo as manhãs
em que o sol se demora na sua pele.
Eu observo, apenas,
enquanto minhas intenções dançam com ela.

Não por distração.
Algumas curvas dela
realmente merecem atenção.

É ali que me percebo percebendo
que o céu vira chão.
E o chão, em si, fica mais macio,
cede,
como se já previsse a queda
que eu tenho
quando meus olhos encontram os dela.

E ela… ai.
Ela permite.
Insiste
que eu fique

E eu fico porque o melhor de tudo que eu tenho nela
é isso: até aqui, até agora,
eu adoro tudo.
Tudo mesmo.
Tudo o que envolve essa mulher.

Eu não queria morar em seu errejota,
mas facilmente me mudaria
se o convite fosse
só ficar um pouco mais perto.

Diminuir o espaço
entre o acaso e a certeza.
Faria de lar o leito
dos seus beijos,
pernas,
aconchego.

Beijo, boca e pele.
E as necessidades que povoam minha cabeça
provocam vontades
além do que é mensurável.

Eu juro:
ela é mais linda
que qualquer ponto turístico.
Eu pagaria ingresso
pra olhar por horas
aquela boca,
o sorriso,
e tudo mais.

Mesmo correndo o risco,
eu adoro observar seu físico.
E desfrutar de companhia
e boas memórias,
fazendo história.

Quando eu olho pra ela,
eu não penso em futuro.
Não fico em cima do muro,
e não penso
em promessas.

Penso em proximidade.
Não romantizo demais.
Não disfarço.
É atração
e uma ideia de romantismo barato,
amor mascado.

Desses que perturbam o juízo.
Com o corpo eu sei lidar.
O que é foda
é quando os corações se encostam.



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domingo, 18 de janeiro de 2026

o mais engraçado é que eu quero te ver de novo

Você é o ápice
da minha loucura,
das minhas dúvidas,
de todo o meu querer.

E eu quero agora,
acho que pra mais do que agora,
sem tempo contado,
sem relógios, sem medo, sem hora.

Porque é você o ápice
do meu querer,
do meu sentir,
da minha vontade.

E o que é que você sabe
do meu encantamento?
Você sabe o quanto você passa no meu pensamento
e o quanto eu aprecio cada momento?

Eu te penso sem pressa,
te quero sem calma,
com paixão
que me desarma.

Nada em mim é calmo.
Às vezes, linda, te juro: nem mesmo sensato.
Mas
te garanto, é inteiro, consciente,
e não me pede permissão para existir.

Só está você,
ali.

E caralho, linda,
nada mais disputa espaço.




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