E então... mesmo depois de olhar o fim do alto do precipício, queimando todo o restante do tempo que eu tinha respirando o ar frio que faz na serra catarinense, um estranho desespero, um banho de agonia, saudade...
Ela me diz:
"E nessa história, Jessie, seu sorriso será sempre o meu favorito, suas manias estranhas também. Tuas alergias ainda estarão nas minhas lembranças ao ver um sabonete colorido na prateleira do supermercado. Quando aquela minha amiga chegar, seu vídeo imitando-a ainda passará na minha cabeça, e eu vou morrer de rir. Toda vez que olhar o céu azul lembrarei que sou daqui, e que aqui era para ser o seu lugar. Cada vez que meu pulmão expulsar a fumaça do cigarro com raiva, vou lembrar de ti, e a fumaça vai escrever seu nome. Nessa história, ainda vamos nos encontrar, mas dessa vez não se esconda atrás da porta do banheiro, esteja ali. Não quero perder um segundo ao seu lado. E quando você me perguntar se isso tudo é real, mais uma vez ao invés de beslicá-la, vou te roubar um beijo. A diferença? Vou sussurrar ao pé do seu ouvido que: "Foi real..."
Ainda vou buscar sua pele macia, riscada... Seu cheiro, o cheiro daquele creme que eu não recordo o nome. E mesmo com meus tropeços, cada segundo pensando em ti Jessie, valeu e valerá a pena. Quem está em uma luta silenciosa sou eu, agora, e que você possa voar provando outras flores... Mas prometa nunca esquecer da flor que o seu colibri tanto procurou um dia. Não importa o que aconteça, estarei aqui. Você sabe onde me encontrar. O errado que deu certo, e deu errado. Você me bagunça, me desculpe por não lutar pelo nosso pequeno castelo. Vomitando palavras emaranhadas, tentando expulsar a dor daqui.
Maldita hora que descobri que realmente sou ótima stalker.
Desculpe.
I'll see you soon."
Ela nunca mais voltou e eu, em contrapartida, nunca mais voltei a ser a mesma.
terça-feira, 11 de maio de 2021
segunda-feira, 10 de maio de 2021
sal e suor
E só eu sei e vivi a saudade insuportável que eu senti dessa mulher, saudade que eu guardei aos montes nos porões do sentimento, da cabeça, do peito.... Enfim, a saudade dela nunca foi coisa de momento e por vezes eu achava que nem teria fim. A sorte é saber que nenhum momento é capaz de durar pra sempre.
A culpa, se é que há, é toda e exclusivamente minha (mesmo que eu não carregue) porque depois do primeiro beijo, primeira foda, eu me apaixonei. E eu senti falta porque ela propositalmente optou por me fazer falta. Talvez fosse pirraça, retaliação por algum "mau comportamento" meu. Mas nós éramos jovens demais e a diversão em me tirar de outros braços, do meio de outras pernas, que seja... fazia ela se sentir super poderosa, jogo infindável, ego gigante, inflado, depois de um tempo o vai e volta ficou chato.
Hoje eu já não sou facilmente convencida por qualquer mulher, nem por ela, nem tão jovem quanto eu era quando eu era manipulada por ela... Mas ainda hoje ela sabe que me convence a vir usando pouquíssimos argumentos e a minha necessidade de pertencimento e o fato de eu gostar muito de sexo sempre me fez querer voltar. Isso é fato. Ela joga bem, eu também, a combinação me cheira a perigo.
Antes do plim que eu tive na cabeça, eu jurava que era amor. Ela jura até hoje que é. Eu não sei o que é, mas chega a ser irônico ela falar que me ama e eu só conseguir pensar que ela fode muito bem. Nada além.
O amor passou.
Mas eu sigo transando com ela para que ela nunca seja capaz de me esquecer porque eu sou filha da puta e egoica também.
Eu sempre fui ótima em priorizar e ter como meta os desejos dela, e só pra confirmar: olha eu aqui de novo. É... O sorrido dela é o mais convidativo, quando ela me chama pra vir não posso negar que a possibilidade de transar com ela é o fator que me excita.
É puramente sexual.
Prazer carnal.
"Vou embora depois que você gozar...". E se ela dorme, às vezes eu nem dou tchau... Às vezes demoro muito pra voltar ou não volto também. Passo meses...
Vivo um dia de cada vez. E hoje... Hoje eu me perdi.
Então só vou encerrar dizendo que aqui do alto do nono andar, além da voz gostosa que ela tem, gemendo, chamando pelo meu nome, pedindo mais forte... Eu não escuto mais nada, e nem sequer me lembro de mais nada. Nas poucas horas onde me encontro nua no quarto dela, é como se não existisse vida ou problema fora dali. Ela me observa, o olhar de encantamento é mútuo... Desde o primeiro.
Deixo o celular tocar sem me importar com quem me solicita do outro lado... Ela é tipo uma das minhas poucas fugas na rotina que são capazes de me fazer esquecer o que existe da porta pra fora. Ela me preenche de uma forma que na minha concepção quando eu estou com ela é: a vida sem ela não é nada. Mas é importante lembrar que quando estou longe a ideia de uma vida com ela é improvável, inconcebível... mesmo que no primeiro olhar que ela me dê meus problemas tenham a mesma consistência que areia.
Um dia de cada vez, né?
E sobre hoje, pra minha sorte, e a sorte dela, é que hoje eu não vim sem motivo, e nem vim no intuito de fugir. E ela tá sem hora. Isso significa que ninguém vai embora.
Sem pressa, o dia e a noite de hoje eu vou gastar ao lado dela.
Aqui com ela eu só escuto a música da caixinha de som que está no cômodo ao lado, fodendo com zero afeto, nós duas embaladas na minha trilha sonora conturbada de funk dos brabo, daqueles que eu gosto mesmo, daqueles que eu nem escuto a letra, mas eu sei que gosto porque ficou marcado eu transando com ela, no sofá da casa dela e ela acompanhando a batida jogando a buceta em mim. Pedindo que seja sempre forte sem dó, pedido que eu cumpro. Nem é uma hora da manhã ainda, e eu já tô loucona de whisky e md, ela de bico verde. Atravessei a cidade pra transar com ela, e a maldita nunca me decepciona, especialista em me dar do jeito que eu gosto.
Ela é a saudade que eu cultivo porque eu sei que ela vai matar com a sentada mais gostosa que ela puder me dar. Vir ainda é a mais pura garantia de um sexo bom, daquelas foda que eu chupo ela com fome (e ela goza pra matar a minha sede).
Morro de fome de buceta.
Safada.
Eu não valho nada e a cotação cai mais ainda quando ela me pede pra botar dentro com a cara de filha da puta que só ela tem. Como que fala não assim?
Mas a principal pergunta que eu me faço é: como que eu entro nesse apartamento jurando que eu não é somente isso que eu espero dela, no fim?
segunda-feira, 12 de abril de 2021
Envie uma mensagem, receba uma mensagem
Quantas mensagens mais será que eu preciso enviar pra que ela entenda claramente que eu gosto mesmo dela? Nem eu mesma esperava tanto mas eu gosto demais. Gosto de verdade. Só gosto. E quanto mais eu tô fugindo, mas eu sou apaixonada, verdadeiramente encantada mesmo, como se eu fosse incapaz de olhar pra ela sem demonstrar meu afeto.
Já foram tantas e tantas mensagens, algumas claras outras mal interpretadas e outras mensagens que eu nem quis passar, mas das mensagens mais claras até as mais subliminares, ela me tem em todas as nuances, a todo instante. É como se eu fosse incapaz de parar de pensar naquela mulher, ela sequestra minha mente, meus pensamentos e parece que eu tô sempre morrendo de saudade dela e vivendo só por mais momentos onde eu tô com ela, presença, tato, toque, calor, só nós duas, vivendo na máxima. Ela me deixa feliz. Me faz bem. Me faz feliz.
Saudade que não cessa, eu me drogo e mesmo na brisa isso não passa. Eu gosto tanto dela, e isso é muito louco e sem igual. Eu anseio por ela perto, estendendo qualquer tempo, ficando sempre um pouco mais...
Mas lá está: escreva uma mensagem, receba uma mensagem.
Dia após dia. Que agonia...
Zero notificações.
Vazio da saudade e esses blá blá blá todos bem tristes. Eu não quero associa-la a coisas que me deixam tristes. Porque ela me faz tão feliz, talvez umas das poucas coisas da vida que ainda consigam me deixar empolgada de fato.
Saudade dela me pega e me bate igual brisa de droga, mas saudade eu não sei dropar.
Sou dona de mim até o momento em que ela me chama de neném, saudade da voz dela e de estar nua na presença dela também. Mas não é só isso. Queria que fosse vontade de transar com ela, mas não é. Queria que fosse só saudade do sexo, vontade puramente do corpo, dela quente e molhada, mas não é. Não é carnal, é também, mas não somente isso. Queria garantir que eu não a amo, mas não consigo.
Saudade dos olhares confortáveis que ela me dá segundo antes de me beijar. Me sinto especial e única.
Será que ela ainda lembra de mim, da gente?
Hoje ela não se lembrou de mim. E só eu sei o quanto isso me deixa pra baixo.
Não há mensagem, só saudade. Saudade do que eu nem tenho, nem tive. Eu não escrevi, ela também não me escreveu. E só me deixa com mais saudades.
Será que tá tudo bem?
Será que ela ainda vem?
E continua lá: sem recados, sem mensagens... Só vontade, saudade da boca daquela mulher na minha boca vontade e saudade que bate e rebate dentro da minha cabeça, só o vazio da saudade dela me preenche, como pode alguém ser cheio de vazio? E eu tô enjoada demais do vazio. Queria o cheiro dela preenchendo meu vazio... E tudo o que vier com isso.
Mas eu tô aqui, respirando saudade como se eu tivesse algo pelo que esperar. E eu juro, eu não espero nada, espero somente a mensagem... que não chega.
terça-feira, 30 de março de 2021
sócia da nasa
Gosto do jeito dela de agir comigo, carinha de safada, de cada olhadinha que ela me dá sempre na maldade, muitas trepadas minha e dela sempre no impulso e eu gosto é disso. Gosto mesmo. Mas ela é filha da putinha demais até pra mim, às vezes eu não consigo acompanhar. Ela é sagaz demais, quando eu menos esperar ela vai estar na minha cama, em cima de mim - espero que nua - iluminada pela Lua cheia que beira minha janela nas madrugadas geladas do meu bairro, e pela luz vermelha do led do meu quarto. E se ela não vier, não brotar, mas ela falar "vem, mas vem agora" eu atravessa São Paulo. Ela não é sócia da Nasa, mas o rabo dela é de outro mundo, e eu indo atrás dela é igual foguete, ela dentro de mim eu vou até o céu e volto. Me joga pro alto.
Ela é das braba, das que me vê com outra e fecha a cara, me quer só pra ela, quer o status que eu não dou, quer que eu pense somente nela, sussurrando no meu ouvido que vai me dar chá de buceta e cavalgada "do jeitinho que eu gosto" até eu me apaixonar. Vai funcionar? Não vai. Mas ela ainda vai sentar pra caralho, e é importante dizer que a filha da putinha gosta e cavalga tão bem que acho que na outra vida ela foi um jóquei. Gosto dela por cima de mim e da sensação de ali ela me comanda, me domina. Adoro mulher que manda, mas eu nunca obedeço. Única coisa que ela manda e eu obedeço é quando ela pede um dedo a mais, tapa na cara ou pra meter mais forte. Acho até graça quando ela fala que gosta da minha "postura de bandida má", que eu sou virada no 360° e ama a minha cara fechada, sabe que o encaixe é bom desde o primeiro, e de primeira foi tão clichê: foi só mais uma noite, mais um jet, mais um baile, mais um perdido que eu dei. Lembro que eu tava tão alegre aquela noite e ela de copão em uma mão e balão na outra, hora ou outra ela dançava extremamente a vontade mesmo estando em terrenos hostis. Eu só a conhecia de vista e ela só me conhecia por vulgo, tudo nela me agrada... mas eu não quero nada demais, só quero um jet com ela, mais uma dose e muita paz. Eu sempre tô em paz.
Sinto-me perdidamente encantada por cada segundo em que me encontro coberta pelos olhares insaciáveis dela, ela me tem, e me tem de novo logo após. Não me cansa. E quando acaba ainda assim ela me mantém pensando em transar com ela. E junto com os olhares normalmente costumam vir toques precisos, resumindo: ela sabe muito bem o que quer, isso me excita, e sabe o que tem que fazer comigo. Poço de endorfina, oxitocina, serotonina e qualquer outra ina. Eu me sinto tão atraída por olhares singulares que eu posso afirmar com convicção que até espero, eu anseio mesmo por momentos ao lado daquela mulher, eu busco por experiências ao lado dela.
Ela me enxerga além, mesmo me conhecendo tão pouco, ela me olha de uma forma tão humana e com ela eu crio tantas e tantas memórias que me pareceram perfeitas onde nós só estávamos sendo nós mesmas, e nada mais. E a gente nunca precisou de muito mais do que a gente, qualquer ideia na mente e adrenalina correndo no sangue. Ela sempre me encantando feito hipnose usando a mesma fórmula de sempre, me comendo do jeito certeiro que só ela consegue, de quatro na minha cama eu não aguento. E eu gosto tanto do tom de voz dela baixinho no meu ouvido, fã das expressões se controlando, segurando o gemido e não conseguindo... e quando ela goza eu acredito que é ápice do meu contentamento, paraíso, puro deleite e satisfação pessoal, sensação de missão cumprida.
É puro ego.
Só pela trepada que eu ainda fico com ela.
segunda-feira, 29 de março de 2021
peixe francês e o último adeus
Olá, sirène.
Quantas vezes eu fechei os olhos e sua voz ecoou na minha cabeça, como uma ordem? Inúmeras. As mágoas viraram somente grãos de areia, mas se eu juntar tudo, eu tenho dunas. Já falei disso.
Você sabe que conduziu e direcionou meu senso de certo e errado ao seu favor, você não considera isso minimamente errado? E é sensacional a forma que você consegue me controlar até quando eu tenho certeza de que sou eu quem estou no controle, e eu adoro estar sempre no controle, pelo menos no meu, você não acha errado fazer eu pensar em você até enquanto minha língua tá dentro de outras bocas ou deslizando em outros corpos. Tenha dó de mim, mas espero que saiba que eu não vou ter de você. Você brota na minha cabeça feito um insight, a ficha que cai quando eu tô quase gozando na mão de qualquer outra que não seja você.
Você nunca me quis de verdade, né? Por que você faz isso?
Você faz eu me sentir no erro até quando eu tô acertando em cheio, acertando bem no meio do alvo porque eu sou boa de mira pra caralho.
Acertando pelo menos comigo mesma, pra variar um pouco, só um pouquinho... né? Seriam esses as sombras, fantasmas da minha mente que a ***** falou que eu preciso libertar? Possível que seja. Sensação de ser a vítima. Mas aí eu lembro que eu não tenho dom nenhum pra vítima. E então eu sou a culpada? Sou vilã? Sim? Mas por que?
E que se foda, eu citar qualquer coisa sobre essa história é só mais somatória pro blá blá blá, não busco por resposta nenhuma mais, escrevo pra te apagar aos poucos como apago palavras, e adoraria fazer de você tão fácil de se apagar quanto rascunhos à lápis. Eu te amo, mas muito. E ainda assim não dá pra falar sobre seu lado bom sem me lembrar do seu lado ruim, e vice versa... Então eu sempre faço um bolo de palavras contraditórias. Não quero que pareça drama, mas às vezes até eu acho que é. Não me arrependo, mas às vezes sim. não te quero pra mim, nem ao meu lado, nem comigo, nem próxima, se possível não esteja sequer dentro da mesma cidade, se possível quero que saia da sua cidade a cada evz que eu for propositalmente transar com alguma amiga sua, no sigilinho, mas às vezes e só às vezes sim, eu quero você... Às vezes acho que você é essencial feito o ar. Sei que me balança feito o mar.
Às vezes eu queria ter conduzido essa história de uma forma diferente. E dentro do meu diferente já teve diversas situações onde eu te comia somente pensando apenas em estar longe de você, o prazer pessoal de estar dentro de você eu já deixei de lado há muito tempo. Mas eu sou maldita né? Eu sou dominada pelo tesão e ego. E quanto mais eu pensava em parar, mais em continuava, mais o meu sangue fervia de ódio, mais seu olho revirava... Te foder é o prêmio que eu ganho sem querer, querendo. Me falta paz, buceta nunca faltou. Mas com você... É sempre como se meu corpo não obedecesse mais às ordens dada pelo cérebro, à minha racionalidade, obedecesse somente ao instinto, ao sexo. Desde quando a gente virou só sexo?
"Não fode, Jéssica." Aaaaah, eu fodo sim.
Mas é você quem estraga tudo. E demorou pra eu perceber.
Sempre.
Às vezes você estraga da melhor forma possível.
Mas não deixa de estragar.
Às vezes eu acho que você não merece sequer meu desprezo, mas às vezes.... Às vezes eu te desprezo, sim.




