terça-feira, 30 de junho de 2026

coração balança tipo o bloco da Ivete

Ela deu risada assim que abriu a porta pra me receber, no andar de número nove. O fatídico.  Eu falo que não volto, mas na primeira oportunidade aqui eu estou... Olhando pra essa cara deslavada que ela tem. Não sei quem de nós duas consegue ser pior, eu ou ela.
Olhou bem pra minha cara como se não me visse há anos, me beijou como se não tivesse me dado um tiro de beretta no coração no nosso último encontro, eu penso em despir suas vestes como se eu não tivesse visto ela e várias mulheres que ela odeia, nuas, antes. Mas quero e preciso pontuar que ela nua beira o absurdo, sua pele com gosto de sal e sol, as marcas do biquíni, e a vontade absurda que eu sinto de beijar cada espaço de pele que há nela. O meu tesão por ela é intocável, insaciável, mas eu sempre estou pronta pro impacto, talvez nós sejamos dependentes emocionais, sexuais e todos os uais que há, mas somos muito nossa. Só sei que a gente tem isso. Que porra de elo que temos, é esse? Não busco mais explicações.
Enfim.
Eu estou aqui agora.
Olhando pra ela enquanto ela me sorri como se soubesse que eu já estou rendida. Conversamos por um tempo na cozinha, enquanto escondíamos a vontade de se atracar, tá louco. Esse apartamento branco me traz lembranças absurdas, deliciosas e é só sobre isso que eu quero falar hoje. Foda-se o amanhã. Foda-se todas essas pessoas que ela conversa, fica, foda-se. O que me importa é se o coração dela balança, tipo o bloco da Ivete, comigo, ainda. Se ela quando está sozinha, fica pensando e lembrando da minha mão no seu pescoço, da minha língua, no seu corpo, no meu corpo completamente à mercê das vontades dessa mimada do caralho.
Eu estou aqui agora... Pronta pra viver tudo que meu desejo me faz fazer. E caralho, eu nem posso me arrepender porque é incrível o poder absurdo que essa mulher exerce sobre minha líbido, minhas vontades, ela domina, chega a beirar o monopólio. Mas quando eu olho com atenção pra essa paixão gostosa e desgraçada, eu entendo bem porque eu venho. Parece que cada ano deixa ela mais gostosa, parece que eu nunca mais vou parar de render história com ela.
Mas nós ainda estávamos ali, agora já com nossas doses de whisky sentadas na sacada e eu não sei esperar nada, eu apresso as coisas. Eu quero viver e ver a vida acontecendo, pra eu escrever textos como esse, sobre mulheres como essa.
A vida acontece a todo momento, mas eu amo os momentos onde meu peito implora uma ação do meu corpo, quando ela me olha com aqueles olhos castanhos que me engolem, me convidando pra um beijo que eu não quero terminar mais.
Ela me atrai, me provoca o lado mais animal e humano, ao mesmo tempo. Absurdo. Eu já estava no colo dela, talvez eu viva na mais pura distração e coragem ébria, sei lá.
Nós duas na sacada branca, o frio dessa cidade de veraneio, o vento que não cessa, a gente se encostando. Tão gostoso ter essa mulher do meu lado, flertando comigo e fumando meu baseado. Eu até esqueço que há uma vida inteira e bem estruturada sem a presença dela, quando eu descer desse prédio. Mas eu não consigo ligar pra nada disso agora.
Estou aqui, não estou?
Eu já vim, né?
Eu já gastei um rio de dinheiro com aplicativo de transporte pra chegar aqui 01h05 de uma terça feira, dia útil, pós jogo de copa do mundo. Mas eu vim. E eu, incrivelmente, nunca me arrependo de nada. Eu atravessaria o universo, eu iria até Júpiter se ela me chamasse. Acho que é um pouco disso que mantém a nossa intensidade, né? O fato de que eu tô sempre caminhando nua pelo nono andar, enquanto ela me fode devagar, como se o amanhã não fosse nada. Como se tudo que já deu errado entre nós, fosse página virada.
Mas estou aqui.
Agora.
E talvez tudo seja mesmo página virada.
E é isso. Eu vim.
E agora eu tô aqui, olhando pra cara que ela faz quando tá prestes a me comer. Eu gosto, sabe? Da nossa respiração ficando mais funda, do arrepio pré contato, do ato... Tudo.
Enquanto ela beija meu corpo despido de todo orgulho, ego e vergonha na cara.
Os lábios dela percorrem minhas coxas, eu deitei na sacada sem medo ou vergonha da observação dos vizinhos dela. Que bagulho de louco, tem que prestar muita atenção pra ver a gente aqui, mas vai saber. Ela me chamou de vagabundinha, mas quem tá me comendo aqui... É ela, né? rs
Se ela não para, eu é quem não interrompo nada. Sua língua brinca com a minha vontade de permanecer em paz, me tira do eixo, me faz cometer cada absurdo. E no fundo, eu gosto é disso mesmo... Quando ela mergulha em mim, sem culpa ou piedade alguma e juntas assistimos as horas indo embora.
Sem parar.
Sem dormir.


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segunda-feira, 29 de junho de 2026

vou te cobrir de beijo porque tá friozin rs

A mão dela deslizou pela minha coxa, apertou um pouco ali... Próximo à minha virilha. Eu olhei pra ela em tom de sacanagem, eu nunca perco a oportunidade de olhar pra ela com essa cara que ela fala que parece que eu peço buceta. Eu sempre quero mesmo, a dela então? É um desejo absurdo, é sonho, é vontade constante, enfim. Papo de fuder com certa frequência, mas ela me causa uma imensa vontade de reviver tudo sempre. Cada vez fica melhor, alguém me explica isso? Como é possível que ela me dê mais gostoso.a cada vez que fica nua na minha frente?
Eu beijei sua boca, seu pescoço, seu colo, sua barriga, seu corpo todo... Da cabeça aos pés. Espalhando digitais, saliva e vontade dessa mulher por seu corpo inteiro, inteirinho.
Minha língua desenhou seus seios como se eu fosse Monet, o próprio. Ela é uma delícia, é gostoso observar suas expressões enquanto eu tiro esse seu shortinho indecente, enquanto ela me olha com aquele olhar, aquele que me rouba o ar, aquele olhar que me faz imaginar que ela tá prestes a esfregar a buceta na minha cara, aquele olhar que me tira a capacidade de raciocinar claramente sobre qualquer coisa, me tira a clareza e discernimento. É bom? Não sei, mas sei que é isso que acontece e no momento é a coisa mais deliciosa desse mundo todo. Eu devo tá ficando louca. Por ela. Sei lá.
Jamais conseguiria imaginar tamanha delícia, a lingerie preta que eu tiro com gosto, ela tem sede... eu cedo. Mato a vontade dela e a minha porque eu sou muito, muito boa de mira. A calcinha dela de renda fazendo render muito assunto noite afora, multiplicando as horas nesse motel barato onde ela gosta de me encontrar, e eu boto devagarinho nela ao som de Hrs & Hrs, da Muni Long.
Nós esgotamos mais uma playlist.
Olhei pra ela enquanto eu entrava quase inteira dentro dela, cada vez mais forte, cada vez mais rápido, como faz pra gente parar de se pegar, eu boto, ela rebola, eu boto, ela rebola, eu boto, ela rebola, minha mão aperta o pescoço dela, ela rebola mais e mais e mais e mais... Como que faz? Lembro dela rebolando no meu colo horas atrás e agora ela tá aqui, de quatro, com a calcinha pro lado. Prestes a ser devorada, mais uma vez. As coisas sempre são melhores do que eu poderia imaginar, eu já nem tento planejar e sinceramente, o que mais eu poderia querer? E quem poderia prever tamanho desatino de mulher que o destino colocou no meu caminho? É foda.
Ela nua, disponível e disposta mata todo o meu tédio, de fato. Ela me dá orgasmos que eu quase não esqueço, atenção, uma vontade que atrapalha o raciocínio lógico , mas também me oferece um choque de presença e consciência da minha vida entrelaçada à dela. Eu acho que, agora, as coisas estão ficando cada vez mais gostosas. E ela tem essa coisa que me prende, essa beleza quente, a pele cor de canela, um sabor gostoso que só encontro nela. E na minha boca ainda tem o gosto dela.



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segunda-feira, 22 de junho de 2026

quinta-feira, 18 de junho de 2026

eu mergulhei

Enquanto ela rebola ao som de qualquer funk, eu bolo um baseado. Ela esquentava minha noite fria jogando o rabo. Ela é gostosa, muita foda e pouca prosa. Dançava me olhando, me encostando, me provocando e parece até que me conhece há muitos anos, mas nem faz tanto tempo assim. Eu deixo ela fazer o que ela quiser, ela vai, ela volta e ela sempre acaba na minha cama, eu adoro essa minha impulsividade alcoólica, eu adoro que ela é tão impetuosa com a minha vontade, faz parecer fácil me deixar doida por ela. E eu sei que ela faz isso porque ela acha que eu não sou capaz de arrastar ela pro meu apartamento hoje.
"Vai dormindo no meu barulho, filha da puta...", eu pensei. Não disse nada. Deixa ela me provocar mais um pouco pra gente descobrir em qual cama isso acaba. Amo ter cara de boazinha e ser danada. Pode chamar de imprudência, mas depois que ela encosta em mim, assim, dessa forma que ela faz, gosto de frisar que: qualquer coisa que eu pense, queira ou faça é pura indecência. Ela domina minha mente que nem sente. Adoro ter ela frente a frente.
E quando eu menos esperava, lá estava ela: sem calcinha no meu colo, no meu apartamento, ai ai ai eu adoro, ela pagou pra ver...
... E deu o óbvio.
Minha mão no pescoço dela, eu leio PACIÊNCIA, ela sorrindo. Eu não consigo não derreter nesse sorriso tão bonito e nessa cara de filha da puta, de quem quer beijo, quer meus dedos, quer matar todo e qualquer desejo. E pensar que há uma hora atrás a gente tava na adega, ali na frente da Praça do Coco. É culpa desse tempo frio, da Amstel gelada, do beijo com gosto de maconha e cerveja e agora à uma hora da manhã eu posso afirmar que observar ela nua é só a cereja do bolo. Agora ela tá aqui, de cara pra parede, eu botando nela de costas, eu puxo o cabelo, ela me xinga, fala que gosta.
Ela é brisa boa, conexão, bola meu baseado, diz que tá maluca e eu tô maluca por ela. E eu nunca prometo nada, mas ofereço sempre o máximo de sensações boas possíveis, temos tido noites incríveis.
E há algo tão bonito na nossa putaria, alivia, eu tropeçaria na oportunidade de ter essa mulher em meus lábios diariamente, flertaria com a oportunidade de entrelaçar minha vida na dela. Mó fita isso. Nossa foda é pura poesia que eu escrevo na cama, no chão, no box do banheiro, em qualquer lugar. E acho que essa nossa poesia nem precisa ser lida, eu coloco um bom som e acho de bom tom recitar minhas palavras de amor por entre as coxas dela. E afins.


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terça-feira, 16 de junho de 2026

eu bebo um pouquinho pra ter argumento

Parece um surto, dissociação, não sei que porra é essa. Mas eu sempre acordo tão próxima dela como se fosse algum tipo de feitiço, de ímã ou sei lá o que é. Mas é.
Ela é tão bonita quando eu tô comendo ela com a fome de quem não coloca as mãos em uma mulher há tanto tempo,  como se eu tivesse todo esse tempo reservando meus pensamentos mais inadequados pra essa mulher.
Ela é meu amor de verão, de vários verões. Não é estranho que estejamos revivendo isso o tempo todo e revirando os sentimentos como se não isso não fosse resultar em um longo questionamento, ciúmes, outros sentimentos e uma sessão de terapia extra essa semana, na expectativa de enxergar isso da melhor forma possível e tentar lidar com a forma que tudo isso me impacta.
É complicado falar sobre ela.
Sempre foi.
Desde que ela era só uma caiçara bonita que conhecia altos picos pra fumar maconha e eu fosse só uma turistinha em busca de alguma adrenalina praiana e beijo na boca, que teve seu coração beliscado por ela.
Mas eu não posso me vitimizar nessa situação. Tudo que ela me ofereceu, ela teve em dobro. Essa é justamente a problemática toda da parada. Eu quis ser porto seguro e acabei não sendo nem mesmo uma bóia furada, próxima demais do ego e longe demais de oferecer o mínimo de estabilidade emocional, afetiva. Sei lá. De que adianta eu ter enchido a cama dela de buquês de flores amarelas, se eu estava deitada em outras camas depois das mensagens de "boa noite, te amo!"? Porra nenhuma. Agora talvez não faça tanta diferença, também. Os anos passaram e tanta coisa mudou, nós amadurecemos, mas tanta coisa ainda paira entre nós, um misto de atração, amor, saudades, vaidade, ego... Tudo misturado. Eu não esqueço nada de ruim que fizemos uma pra outra, mas eu nunca venho até o nono andar pra me explicar, também. Então o que importa se o que passou, passou e ainda estamos aqui? Talvez não exatamente no formato que eu idealizei aos vinte e seis, nem mesmo aos dezesseis quando era ainda tão menina enlouquecida e entorpecida, literalmente, por ela.
Enfim.
Ela ainda me gera um arrebate no peito.
Um frio na barriga difícil de controlar, uma vontade imensa de sair correndo, mas ao mesmo tempo ficar. Não sair do lado dela nunca mais, não sei. Ao mesmo tempo que entendo que essa porra nunca vai dar certo. Mas caralho, ela me olhava com aquela cara que ela faz que ela sabe que eu gosto, mas me assusta, ainda me impressionam os olhares dela pra mim.
Era próximo das 3h, ela me serviu uma dose de whisky, bolou meu baseado enquanto conversávamos sobre tudo e nada, ao mesmo tempo. Desde quando paramos de falar sobre nós? Não sei, não percebi.
Mas agora tudo que temos é resumido à isso aqui: voltas emocionais, vícios carnais e só. Nós duas transando pra caralho enquanto eu embaralho meus sentimentos num bololô sem fim. Faço uma mistura do que sinto e do que eu deixei de sentir, mas o que eu esperava vindo até aqui? Além de uma sessão de bucetada braba, pra quando eu ir embora o cheiro dela ter grudado na minha blusa, nos meus dedos, nos meus poros? Eu não sei. Às vezes não sei nem como me sinto. Eu sei que ainda gosto, mas não sei mais o que é o amor, eu sei que quero ter essa mulher, mas não tanto ao ponto de prender ou pertencer. Às vezes penso que quero que ela seja minha, mas aí me lembro que eu não poderia nunca estar nas garras dessa mulher e nem mesmo quero meu nome gravado num anel em seu dedo anelar, mas sinto cada um dos anéis de sua buceta enquanto eu transo com ela pra passar o tempo e matar o tédio, dando tapas em seu rosto sem o mínimo de dó, escondendo entre suas coxas muito do meu sentimento e chorando com qualquer acorde de Joni Mitchell na sala branca e inóspita da casa dela.
Eu penso que poderia tranquilamente viver sem essa mulher encostando a existência dela na minha, mas aí ela me olha, me passa o baseado, senta no meu colo e me obriga à sentir seus lábios molhados. Talvez ali, tenhamos algo especial pra ambas.
E sendo honesta? Na presença dela, eu entendo que a vida odeia ser simples. 


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terça-feira, 9 de junho de 2026