5h07. Meu relógio despertou, mas meus olhos já estavam abertos. Na verdade, não consegui pregar o olho nenhuma hora completa hoje. Deitamos há pouco mais de duas horas e a manhã chegou numa velocidade incrível e nos encontrou abraçadas ainda. O amor nos atinge em cheio. Eu me derreto em suas mãos, é incrível o poder que ela exerce sobre mim, meu corpo, meu coração. Ah.
Dizem que tudo que é bom dura pouco, mas o cheiro de foda muito bem dada, maconha ainda está no ar, nossas bucetas ainda estão molhadas e meu copo com uma dose de whisky puro ainda está na mesa da sala. E eu sequer sei onde está a calcinha dela, e é complicado. Essa noite passou tão rápido, mas me deixou mais uma visão perfeita dela nua em cima de mim, pra eu lembrar depois. Mais uma. Só mais uma. Até a próxima vez chegar e eu pensar que ela ainda me surpreende, que seu beijo ficou mais gostoso, que ela está mais bonita, que ela ganhou alguns fios brancos e isso deixou ela tão, mas tão mais charmosa.
Sei lá.
Enfim.
Eu sempre acordo antes dela e fico nesse impasse de correr, pular do nono andar ou ficar pra ver o que acontece. Mesmo eu tendo certeza que pela manhã, quando o álcool e a cocaína sai um pouco do sangue dessa filha da puta, ela me repele como se eu fosse mais cuzona do que ela. Nós estamos no mesmo patamar. Me sinto honrada em lembrar que ela gosta de transar comigo. Me sinto irritada ao saber que ela transa com outras pessoas. Como se eu não trepasse com uma mulher diferente a cada cinco dias, experimentando cores, aromas, sabores... Uma verdadeira degustadora de vagabunda. Sommelier de mulher que não presta porra nenhuma. Ela não presta porra nenhuma também mas, ela mexe comigo. Ela ferve meu peito. Ela me balança.
Enfim.
Ela me ama quando está bêbada, às vezes penso que na verdade já não há mais afeto algum, muita treta, ela deve amar o que eu sei fazer com sua buceta.
Caralho. Às vezes eu acho também que eu só penso merda.
Mas ela é linda enquanto dorme. Ela é muitíssimo gostosa enquanto fode comigo. Somos isso, nada além disso. Nada além de uma relação fadada ao fracasso desde o início. Eu sou muita dor de cabeça pra ela. Ela não vale nada na minha visão.
É foda.
Mas eu estou aqui, agora.
Olhando pro teto enquanto ela me segura como se soubesse que eu tenho planos de fugir antes mesmo dela abrir esses belíssimos olhos castanhos.
Eu não quero acordar essa mulher.
Gosto de observar ela despida, adormecida e sem briga alguma. Meu cheiro de mulher vagabunda está impregnado em seus poros, nosso cheiro de saudade está aqui. No meu rosto, peito, coxas, língua, lábios, dedos... Eu gosto dela.
Mas essa sensação de não pertencimento ainda é estranhamente presente. Eu passo a noite toda botando forte dentro dela e ainda assim amanheço do lado de fora.
No fim, eu acho que a gente pode oferecer todo amor do mundo uma pra outra, mas nunca vamos passar de uma foda bonita e um fracasso mais bonito ainda.
sexta-feira, 31 de julho de 2026
quinta-feira, 30 de julho de 2026
middle
Meu silêncio diz tudo
Ela me beija com ar de quem me domina
E caralho, essa mulher me deixa maluca
Por cada beijo
Cada minuto
Cada curva dela
Que eu derrapo
Sem querer
Será que domina, mesmo? Mesmo?
Vai saber
Minha mão esquerda no seu pescoço
Leio paciência
Dou risada
Enquanto a direita fode ela
Sem pressa
Botando ela pra implorar pelo orgasmo
Ela é gata, né? Carai
Eu tô aqui
Botando forte
Firme
Sem pretensão alguma
De ser a melhor
Mas quando o olho dela vira
Eu me sinto um pouco especial
Quando a buceta dela molha
Na minha língua e eu
observo enquanto ela me olha
Eu faço dessa mulher o que eu quero
Eu boto de quatro
Eu quero lamber ela todinha
Na cama
Em pé
No meu sofá cinza
Enquanto ela encara a parede rosa
Da minha sala
E pressiona meu rosto
Por entre suas coxas
Ela já me fez tomar um multa
Eu tô buscando a segunda
Eu amo o som do seu gemido
Sei lá
Ela é boa demais
Pra eu não aproveitar cada centímetro
Vai entender
No fim, quem sai de quatro sou eu
Filha da puta
quinta-feira, 23 de julho de 2026
quarta-feira, 22 de julho de 2026
eu quis lutar contra o poder do amor
Observei com atenção a hesitação em se aproximar de mim. É sempre a mesma coisa, toda vez. Ela fala que eu tenho cara de mulher ruim, mas basta ela me ligar de madrugada que eu atravesso a serra do mar, eu pago preços absurdos em aplicativos de transporte, eu faço o que for... Mas eu me coloco na presença dela, 100% disponível pros problemas e dilemas dessa relação de merda.Eu critico tanto quem só fala sobre saudades, mas aqui eu estou: mascarando a saudade escrevendo sobre essa foda gostosa que ela me dá. Escrevendo sobre o quanto beira a covardia ela só de calcinha, me olhando e me pedindo pra lamber seu corpo, me assistindo botar devagarinho, com essa cara bonita que ela tem, com esse olhar castanho que fecha o tempo mas ainda me abre as pernas. Eu consigo ser tão contraditória e hipócrita, mas eu assumo que tudo em mim fica difícil de entender quando eu me percebo afetada pelo alvoroço no meu peito com esse simples contato. Um bora vindo desse mulher é sempre uma ordem pra mim. Estamos okay, jusqu'ici tout va bien... Sei lá. Talvez nem tout va tããããão bien assim, mas quando eu a encontro gosto de passar uma borracha em tudo que eu sinto e me permitir viver mais esse impacto ao lado dela. Quando eu sinto as ondas molhadas da sua buceta eu acredito que tout va bien pra caralho. Ela nua cessa meus questionamentos, zera o barulho e os pensamentos. Ela nua é silêncio na minha cabeça, e eu gosto. Da marquinha, da pele queimada, de cada botada que eu dou um pouco mais forte, do cheiro dela suada, da boca. Eu gosto do cheiro dela, do cheiro dela molhada, dela.suada, do sabor de paixão que tem seu beijo, de quando minha língua encontra a dela e eu preciso aceitar que eu sempre vou estar nas mãos dessa mulher e ela, por sua vez, sempre estará em meus dedos. E posso garantir que quando ela está em meus dedos, o mundo inteiro parece que volta pro eixo. Quando minha língua desliza pelas curvas do seu corpo, eu vejo que nunca estive perdida. Eu conheço cada canto dessa mulher de olhos fechados.
Ela está quase bêbada, eu estou bêbada. Nada fora do comum, pra nós. Ela colocou mais um pouquinho desse vinho vagabundo na minha taça, essa é a graça. Estar aqui em sua presença, aceitando, completamente que não importa o que a gente faça, o destino sempre dá um jeitinho nos me fazer voltar e me convida a olhar pra essa cara de mulher que me deseja, que anseia o contato, a cara dela de quem espera algo. Eu retribuo com uma foda intensa. Ela, às vezes me ama e às vezes me odeia, mas fode comigo em busca de uma troca sincera de sentimentos e eu entrego pra ela meu amor como quem já não quer mais lutar. Eu sinto muito, porra! Eu sinto pra caralho. O querer me ferve os pensamentos, me enche o peito, a saudade que ela me causa é absurda, eu sou fã dessa mulher demais. Mas nada se compara à saudade que eu tenho de olhar pra ela nua nesse quarto, sentada no meu colo, na minha cara ou de quatro. É uma vontade absurda essa que compartilhamos, uma coisa de louco, uma coisa nossa. Tão particular que às vezes eu nem tenho o que falar. É pele. É contato. Dá choque. É nosso.
Ela me come de um jeito tão especial que eu não consigo parar de olhar pra ela com poesia, de gemer seu nome em cada canto das minhas linhas, de lembrar do quanto eu gosto de saborear essa mulher no sigilo do nono andar, mas em qualquer lugar eu ainda iria adorar ter ela comigo.
Vou embora pensando que nada seria de mim, das minhas poesias, do meu dia a dia e é isso que me inspira: mulheres boas demais, mulheres que tem meu encanto, eu jamais me denominaria mulherenga, apenas fã demais de um componente romântico.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
HOJE EU TÔ CHATA
Não ligo pros baseados apagados no meu cinzeiro, no meio da madrugada
Não ligo pra minha correntinha de ouro, que perdi
Não ligo pras conversas aguardando resposta, no meu whatsapp
Não ligo pra copa do mundo
Não ligo pra correria do meu trabalho
Não ligo pra politica
Não ligo pras multas do meu condomínio porque eu trouxe aquela vagabunda aqui em casa e ela geme muito alto
Não ligo pros elogios rasgados
Simplesmente não ligo
Nem pra ela que eu acho que gosto, eu ligo
Estou num estado
de puríssima, indiferença.
quarta-feira, 8 de julho de 2026
terça-feira, 7 de julho de 2026
sexta-feira, 3 de julho de 2026
tê.
Não lembro o que nos levou àquele momento, só lembro dela minha frente.
Caralho.
Ela mexe comigo que nem sente!
Ferve meu corpo e eu gosto de tudo, da pele cor de chocolate daquela mulher, do sabor docinho que tem seus lábios, macios, de tudo o que meu corpo sente quando a língua encontrando a minha. Da textura dos seus cabelos, do toque íntimo que ela me oferece com a ponta dos dedos.
O vestido vermelho... Crueldade, diga-se de passagem, deixava ela ainda mais gostosa do que ela já é naturalmente, pensa que combinação deliciosa é ela de vestido vermelho e lingerie preta... que absurdo de mulher, ela é bonita da cabeça aos pés e eu tenho cada pensamento indecente que envolve a presença dela. Ela é a sorte que eu não tenho, não espero, mas quero que venha, na real, eu quero muito que venha. Deixa vim... Tô louca pra descobrir como é que ela respira quando perde o controle, suas expressões, sua entrega.
Eu quero ela nua.
Eu quero ela totalmente despida, inteira mordida, lambida, beijada... Toda babada por mim, ela deve ficar linda.
Eu quero ela querendo, também porque ela me desperta muito mais que desejo, desperta fome.
E ela está aqui agora, protagonizando mais um sonho molhado, com ela que me faz tanta vontade.. Lá estava eu, de frente pra ela numa sensação gostosa de intimidade e muita, muita vontade da minha parte. Eu quero devorar essa mulher, lamber esse corpo da cabeça aos pés,.quero conhecer sua expressão quando goza, ver virar seu olho enquanto eu boto um pouco mais forte, enquanto beijo abaixo do umbigo porque eu quero ritmo, quero o mais íntimo. Quero ela nua. Quero ela vestida, com vontade de me pegar porque eu tô, mais ainda.
Será que é querer demais ver essa mulher sem roupa na minha cama?
Ela é tão linda, eu não poderia explicar como ela é bonita nem mesmo se eu falasse cinquenta idiomas diferentes, nem assim eu teria repertório pra colocar aquela mulher em palavras, bagulho doido mesmo. Essa mulher não é só gostosa, é um acontecimento.
O beijo dela era quente, como uma tarde gostosa e preguiçosa de sol na primavera. Eu sempre olhei pra ela e pensei "quem me dera", acabei esquecendo que o impossível, às vezes, acontece. Eu transformei o desejo em linguagem, eu tenho vontade e ela sabe.
É foda. Intimidade é perigosa, cada toque dela da minha coxa me parece um convite.
Ela tá prestes a me dar tanto que eu quero dar pra ela, vivendo uma brisa na mesma entrega, quero tudo de igual pra igual, enfim.
Ela apoiou a perna direita na cadeira ao meu lado, subiu seu vestido, sua calcinha pedindo pra ser colocar de lado, seu corpo pediu minha língua, suas mãos na minha nuca indicam que ela quer e pensa o mesmo que eu... Meus lábios em seu corpo é um encontro épico, lento, molhado, calmo. Mó paz. Minha língua fez um trajeto gostoso, pra cima, pra baixo, sem pressa... Eu estava adorando esse contato. Enquanto lentas reboladas indicavam que eu estava no caminho certo. Gostosa pra caralho, até quando eu tô de olhos fechados.
Sentou no meu colo depois da chupada, minhas mãos em seus seios, deslizando pra botar dois dedos, senti sua buceta molhada encostada na minha coxa. Já falei que ela é gostosa? Que eu quero botar nela com vontade? Que ela me enche de tesão? Que eu quero dar gostoso pra ela, depois de lamber ela inteirinha gozada? Gostosa, o sabor dela rendeu poesia e prosa, minha boca cheia de água, meu tesão pronto pra próxima. É foda. Essa mulher mexe com as vontades e outras coisas e pá. Eu nem sei explicar, mas ela é dessas.
Ela é absurda.
De bonita.
De gostosa.
De saborosa.
E caralho, bota saborosa na lista de adjetivos dessa mulher!
Deixa pelo meu corpo um calor febril.
Eu não sei explicar direito.
Só sei que foi bem chato acordar.
quarta-feira, 1 de julho de 2026
doce, dengosa, polida...
4h04 de uma madrugada fria, quando eu estou sem óculos ela parece uma tela de expressionismo. Ela é bonita, até quando eu vejo ela borrada, sem make, sem batom vermelho, sem cabelo feito, sem nada. Ela é bonita em sua intimidade, mais do que em qualquer outra forma.
Enfim.
Olhei pra ela enquanto ela dormia e a vontade de fugir dessa situação me dominou mais rápido, dessa vez. Há um abismo entre o que eu faço e o que eu penso em fazer. Pensei em sair pela porta da cozinha, descer os nove andares correndo, subir a serra voando... Mas seu corpo quente parecia um ímã, arrastando meu olhar mesmo, guardando todo meu afeto e sentimentalismo. Sua cabeça no meu ombro, os seios dela encostados na minha barriga enquanto ela dorme e sequer imagina que eu não tenho mais nada pra oferecer pra ela. Nada. Não tenho mais perspectiva e muito menos expectativa, só tenho um amor que me domina. Mais nada. Não me vejo num futuro ao lado dela, não mais. A gente deixou isso pra trás, mas isso não anula o fato de que eu gosto dessa mulher, eu gosto mesmo dela. Ela ocupa uma boa parte dos meus desejos, na real. Uma boa parte da minha vontade.
E é justamente por isso que eu nunca vou saber explicar quando foi que a gente parou de dar certo e começou a dar tão errado, empurrando as brigas pra debaixo do tapete e usando trepadas como Band Aid, numa tentativa desesperada de curar tudo que dói. De transformar cada briga, discussão, "traição", cada ação que me deixou bad, em passado. Fingindo superar cada baque emocional só pra transar sem lidar com nada. Puro apego. Puro suco do desespero emocional e egoísmo, eu sei. Eu já deveria ter esquecido essa história. Eu já deveria ter tirado essa mulher da minha vida como eu faço com qualquer outra mulher que me irrita, mas ela me deixa assim, travada.
Igual agora.
Que eu quero fugir ao mesmo tempo que escrevo esse texto decadente depois de lamber seu corpo inteiro, sem arrependimento mas com um desespero imenso sem precedentes. Revivendo tudo, de novo e de novo... Puro ego. Puro conforto. Ela sabe que eu sempre vou vir quando ela me chamar, se eu for falar de amor, eu vou falar pra caralho sobre ela e se eu for falar de vício, eu sou viciada na buceta dela.
Mas...
Eu já não quero passar minha vida lutando pra esquecer, esquecer que eu amei, que eu me doei, que eu quis, que eu chorei, que eu quis muito que tudo tivesse dado certo, há dezessete verões atrás, na real... enfim, eu fiz o que pude e isso inclui entender que eu não posso anular ou esquecer que eu também errei, que eu traí, que eu sempre mandei "beijo, boa noite, te amo" e flores enquanto eu batia no rabo de outras mulheres, que eu transei com a mina que ela mais odiava porque eu estava com raiva. Na real, ainda transo às vezes, muito raramente. Eu sei os pontos que doeram nela, assim.como reconheço o que dói em mim. E eu preciso escrever sobre isso. Não pra me livrar da responsabilidade, mas pra entender o espaço que isso ainda ocupa dentro da minha caixinha da culpa, enfim. Não há arrependimentos, não tenho como mudar os fatos do passado, mas eu... Às vezes eu queria que tudo tivesse sido minimamente diferente.
Ela ferve meu peito. É isso que ela não acredita ou não entende.
Eu não queria que saber que ela fica com outras pessoas me afetassem, mas afeta. No silêncio da minha verdade, afeta. Às vezes eu nem entendo porque ela continua pregada com super bonder na minha memória.
De verdade, ela teria de mim o que quisesse se ela assim, o quisesse. Entende? Eu aguardo pelo dia em que a gente vai se olhar e entender que cada situação que vivemos foram relevantes, o primeiro beijo,.sexo, amor, o primeiro baseado. Tudo. Mas em contrapartida, às vezes, eu torço pelo dia em que seu nome será protegido pelo meu esquecimento.
Sei lá.
O sentimento é mil grau.








