Ela não me percebe, não ganha minha movimentação. Mas eu só a encontro quando eu não sei exatamente pelo que eu tô buscando e eu praticamente sempre sei o que estou buscando, é sempre por mim. Mas ela é fogo... E fogo que só arde quando eu me distraio, porque quando eu me encontro sem paz, imersa em distração é geralmente quando eu passo o dia inteirinho lembrando dos meus polegares carinhosamente em seus seios enquanto eu a seguro firme e a beijo, lambendo ela inteira suada, curtindo o momento que eu trouxe pra nós, a perna treme, ela me dá um banho de amor, ela mal goza e eu peço mais, quero de novo, eufórica... Minha língua no pescoço dela, no corpo dela, e ela me olhando, ai ai ai. Distraída pra caralho o fogo rapidamente queima e me consome. Para que eu pudesse não desejá-la eu teria que - primeiro - não pensar e é impossível não pensar na delícia que aquela mulher representa na minha vida, em tudo que eu construí dessa filha da puta, nesse sentido. Só na vontade DELA que minha cabeça se distrai e ela deve sentir meu cheiro de mulher distraída, louca de vontade de transar com ela - é sempre na minha distração que ela me chama, eu respondo voando com muita disposição até o nono andar, sem pensar muito... E a gente transa na sala mesmo porque somos o próprio fogo, queimando absolutamente cada célula do nosso corpo, fundidos, calor em cada cômodo. Foda-se o amanhã, a gente acorda de ressaca física e moral e faz o quê? Transa de novo pra resolver. Ela adora ser certinha e seguir regras, então essa é a regra que eu criei pra nós hoje. Gozar juntas e acordar sorrindo. Só vamos.
Quando eu a beijo com saudades, ela sussurra em tom de desafio que ficou molhada, é automático eu querer sentir, pressionando ela contra meu corpo, torcendo pra ela invadir meu espaço rapidamente, torcendo pra ela pedir pra eu puxar sua calcinha pro lado, entrar rápido mesmo. Eu molho mais e ela reconhece minha expressão que só pede, que só quer... Meu corpo pede pressa, mas com calma é mais gostoso - eu só não sei esperar. Eu não sou capaz de mensurar a sede que eu sinto dela quando ela me beija no reservado, beijo lento, molhado. Poderia engolir ela no beijo, lamber ela até cansar, não quero perder tempo algum.
Fogo e gasolina. É explosivo o pele na pele. Empolgante.
Meus dedos dentro dela são poesia. Sei lá, mas a gente fabrica líbido de forma excessiva. Nosso sexo beira à excelência e eu não sei parar. Animal e instintivo. Deixando o dia mais gostoso só trepando pra caralho, é isso. O cheiro do meu beck perfuma a casa, o beijo dela essa noite tem sabor de muita maluquice e whisky caro. Me chupa enquanto eu fumo um, me come me olhando nos olhos. Ponto fraco. Pega forte, bota forte. Ela fica gata atrás da minha fumaça. Ela e maconha são as coisas que eu mais piro nessa vida.
O amor é a distração que eu inventei pra vir. E quando ela enche minha cara de beijo, eu entendo perfeitamente porque eu tô aqui... Protagonizando cenas de romance com ela. Estrelando a foda mais gostosa da minha vida, até hoje. Vivendo intensamente cada segundo com ela. Os olhos dela têm a mesma delícia dos dias mais gostosos e simples. Ela nua me faz acreditar no amor e às vezes me pergunto se seria errado eu querer viver o resto da minha vida no mais puro estado de distração.
domingo, 1 de janeiro de 2023
quinta-feira, 29 de dezembro de 2022
avitacovorP
É tipo um hobby memorar essa mulher por inteira a cada vez que eu olho pra ela novamente. Obra de arte de cabeça aos pés. Óleo sobre tela. É sempre dia de festa - pra mim - quando ela vem, quando ela está, quando ela fica, quando ela permanece na minha vida, entende? Eu sou tão fã da gente porque o simples fato de ela estar dentro do meu campo de visão já transforma meu dia numa delícia e deixa minha semana mais feliz. Posso jurar que sempre faz Sol quando eu a vejo. Sempre chove quando eu sinto saudades, mas ela dá jeito em qualquer nuvem cinza. Eu gosto dela e meus olhos se enchem de saudades toda vez quando eu acordo sozinha na manhã seguinte e não a vejo porque a rotina dela às vezes não me permite acordar ao lado dela, e tudo bem. Ela é minha mais pura saudade em carne, osso e amor. Guardo pequenas doses da gente pra quando a saudade aperta demais e os dias não são quentes, queimando minhas horas sem paixão. São segundos, minutos e horas cheias dos vazios que a falta dela faz aqui. Acho que sou viciada na presença daquela mulher.
E ela? Ela me dá muito de si, eu sei. Mas eu inevitavelmente sempre quero mais, nunca fico satisfeita de amar aquela mulher. Como faz, então?
É impossível não pensar nela. Não desejá-la. Não querer mesmo. Impossível não viver meu dia desejando sua companhia.
Eu sei de cor cada detalhe de cada centímetro dela por inteira. Eu conto as voltas incansáveis que a língua dela dá na minha, intencionalmente criando nós, voltas provocativas, deliciosas... Ela é intensa. Somos explosão, sempre é bom. E tem coisa mais gostosa que nós duas enroscadas sem desgrudar, como eu queria mesmo que fosse sempre? Não tem. Eu guardo o cheiro dela... A voz... O corpo. Tenho em mente que tudo, absolutamente tudo que é sobre nós à somente nós pertence. Por eu escrevo pra lembrar, pra não deixar nenhuma memória sumir, pra sempre que ela abrir esse texto aqui, ler e sorrir.
Ela é foda.
Eu adoro que ela vence minha timidez e se convida pra estar despida no meu quarto preto, em busca de alguma felicidade, consegue ser mais linda e impressionante que Danaë, do Klimt. Eu poderia olhar pra ela por horas, também. Acho que sou maluca, uadauel das ideia nessa mulher.
A gente fuma um beck, dropa meus doces, transa louca e diz que ama. Na cama, na luz vermelha, ela me lambe por inteira e me rende, fico à beira da loucura e me declaro como dela. E eu sou? Talvez, estou tendenciosa Para o sim, sei lá, sou toda minha... mas quando ela entra e sai de mim eu poderia até jurar que sim. Aquele milésimo de segundo onde pele responde arrepiando, me impressiona mais ainda, provocativa, a ponta dos dedos dela tateando minha calcinha. Quer que eu peça ou tire a peça. E se eu fechar meus olhos eu consigo lembrar das ótimas conversas, do cheiro, da sensação que precedeu cada beijo na boca gostoso que ela já me deu, de cada sexo. Existe alguma forma de estar dentro do mesmo metro quadrado que ela e não explodir vontade de beijar seus lábios, todos eles? Não tem. O gosto do gozo dela insiste em viver na minha boca e eu só quero seguir saboreando desse amor, porque é doce. Sabor provocativo, de perigo. Me soa atraente. Eu não quero fugir.
O frio na barriga é inevitável...O amor também.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2022
um amor banal no fim do mundo
Os lábios dela colados em mim em plena madrugada caótica de São Paulo, ruas escuras, movimentadas, agitadas, letreiros coloridos atraiam meus olhares. A mente chacoalhava. E ela? Ela consegue ser mais bonita que a brisa de ácido, mais brilhante, mais viciante, mais apaixonante, mais colorida, um pouco mais minha a cada beijo roubado, dado. O caos da cidade cinza consumia a gente, sem que nós pudéssemos fazer nada. E ela? Ria da adrenalina e me beijava de forma continuada. Era como se ela pudesse tirar as preocupações da minha cabeça e me fornecer doses homeopáticas de paz e amor puro em meio ao intenso caos interno e externo que tínhamos em mãos ali. Não há preocupações quando estou com ela porque ela preenche meu pensamento com total maestria. Meu corpo quente e a peça fria debaixo da blusa, gelada.. e ela diz que eu deveria "ter deixado essa porra em casa". Que nada!!! Se alguém entrar em desacordo conosco eu cuspo fogo, sem pensar, sou granada e ela é o pino, sem ela explodo, vivo sem trava, ela gosta disso, eu sei que gosta... Acho que se atrai em mulher problemática. Ela só se irrita quando eu a chamo de mandraka, irritação e stress que passa quando eu dou sessão de bucetada. Ela me traz uma calmaria gigantesca no abraço, é laço que me prende no amasso, não me deixa dar palco pra nenhum perreco do nosso lado... Então logo concordo que deveria ter "deixado essa porra em casa".
Seus lábios doces e molhados me fazem acreditar que não há nenhum outro lugar onde eu gostaria de estar, de entrar... Senão aqui. Ela é isso. Somos isso. Fazer o quê?
Ela é meu amor simples e banal de fim de mundo, talvez meu último. Talvez eu não seja capaz de amar mais ninguém igual. Talvez nem queira. Ela é amor que fortalece e eu não quero desejar outra mulher nunca mais nesta vida.
A selfie que ela tirou comigo no meio de uma rua qualquer capturou a fumaça do baseado e minha expressão mostrava a vontade de passar ao lado dela o máximo de tempo que nos fosse permitido. Hoje. Pra sempre. Tanto faz. Nosso amor transcende o tempo, a distância, o espaço físico. Atropela tudo. Rolo compressor atropelando o passado. Nada e ninguém consegue competir com esse sentimento, não crio espaço...
Era uma sexta feira gelada que a gente tava rasgando São Paulo na loucura e na coragem, então não dá nem pra dizer que o frio incomodava, com ela tão perto nada nunca é ruim. Nada, entende? Ela é calor e amor. Meu amor. Dupla imbatível, tipo Carlitos e Gail, Bonnie e Clyde. Mas Bonnie e Bonnie.
Amor banal, verdadeiro, puro, original. Dado de forma sincera, espontânea. Ela segue sendo minha, mesmo que aqui, eu sigo sendo dela em todo lugar... O mundo está acabando, o tempo encurta a cada fôlego que eu tomo... O mundo está acabando, só nos resta amar... Ela ri. A pupila dilatada olhando pra mim... Os olhos fechados quando ela sorri. E quando vejo os olhos apertados, me pergunto o que mais eu ia querer além da realidade e raridade desse amor? O que eu mais eu precisaria? Porra nenhuma.
"O mundo está acabando" - eu digo, e repito... e ela? Ela segue registrando nossos momentos verdadeiros, para que a gente não se esqueça nunca o quanto somos felizes juntas, somos muito, sem a necessidade de validação de outrem, vivendo no nosso mundo real, o que temos aqui é só amor, mas é amor puro, nosso, sincero, honesto, parceiro e respeitoso...
E nada mais.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2022
blá blá blá você você você
Eu seria tão mais feliz se eu pudesse sempre ter você no meu paladar, seu gosto, o sabor doce da tua boca no beijo despretensioso e lento que a gente dá na cama, dos teus lábios molhados, de quando minha língua acelera nas tuas curvas, maratonando sem pressa alguma a delícia que você é, queria apertar um botão e ser capaz de sentir exatamente a sensação dos teus beijos pelo meu corpo, com você embolada em mim, tipo uma só. Você arrepia cada pelo do meu corpo quando entra carinhosamente em mim. Te quero sem limites. Sou fã da cara de safada que você faz quando eu sento nua no seu colo. Te convidando pra morar entre minhas pernas. Teria uma foto dessa expressão colada no teto do meu quarto porque você me faz sentir a coisa mais gostosa do mundo. A gente é - sem dúvida - a coisa mais deliciosa do mundo.
Você me traz a felicidade dos filmes bobos de romance que você gosta e a paz que eu não tenho porque o mundo me rouba, mas você, olhando dentro dos meus olhos... Você para o meu mundo e me devolve a paz. Às vezes acho que só você e capaz.
Sinto-me apaixonada.
Você é encanto que não acaba.
E parando pra pensar... Eu não quero que acabe também. Porque você faz bem.
Você protagoniza sonhos intensos dos meus desejos igualmente intensos e domina toda minha vontade. Acordo com saudades todos os dias.
Você transforma em especial cada uma das minhas noites comuns. Quando ri das coisas tontas que eu falo faz eu achar que cumpri muito bem o meu propósito de somente fazer suas noites um pouquinho mais divertidas e felizes.
Gosto da sua presença comigo, gosto mesmo sabe?
Porque eu continuo apaixonada. Porque eu sempre fui e acredito que o amor tem mesma sua cara. Sua expressão, seu gosto. Você é festa pro meu coração. Borboletas que moram no meu estômago e acordam somente quando te vêem. Seu sorriso com seus olhos focados, me olhando apertados fazem tudo de ruim que eu sinto tirar um dia de folga. Você é paz mesmo.
É clichê, mas quero te contar que seu sorriso inspira dias bons pra mim. Que sua risada é gostoso, é Sol. Seus olhares me fazem acreditar que o amor não é banal e está em tudo, até mesmo nas coisas que eu nunca enxerguei com tamanha doçura. Você ferve meu corpo sem nem imprimir em mim suas digitais, também nem precisa. Você é imã. Você é capaz de queimar meu corpo no fogo da paixão.
Você é amor, sabe? Te quero bem e acho que tudo bem, também. Eu disse que não falaria de amor... Mas aqui do alto do pico no frio da minha saudade, eu escrevi outro texto clichê sobre você.
quarta-feira, 30 de novembro de 2022
Poema e Problema
E ela adora que eu falo tudo na cara dela até aquilo que ela não gosta de ouvir. Eu sou sincera e ela odeia. Verdadeira com ela e comigo, em primeiro lugar. Eu elevo ela pra caralho, mas comigo é sem bajulação. Ela gosta. Discute comigo em tom de brincadeira e eu acho tudo mega maluco, e até fofo. Faz eu pensar que a gente daria mesmo um belo par, mas aí ela me faz perder a linha, eu quase explodo, só eu sei o quanto eu sou mó paz e além do mais, eu só encostaria violentamente nela se ela estivesse sem roupa, louca, ganhando dedada e pedindo aquele tapinha no bumbum e na cara, momentos e momentos. Ela domina minhas lembranças. Meus ciúmes bobos. Ela enfia minha concentração no bolso. Ela monopoliza a minha atração, minha atenção. Beira o vício. E ela sabe e se diverte com isso e com o fato de que eu sou enlouquecida por ela, maluca, doida, apaixonada... Tudo, absolutamente tudo naquela mulher e sobre aquela mulher me interessa, me desperta o amor e me faz querer consumir mais e mais do meu tempo com ela. Teria, facilmente, uma vida com aquela filha da puta.
Ela me faz feliz demais quando aceita todo e qualquer convite meu, me enche de atenção e amor, de beijo na boca. O gosto da loucura na minha língua tem um sabor bastante doce, puro açúcar. Vicia e é perigoso. Ela me beija fedendo à paixão. E o cheiro dela tá grudado no meu moleton.
Ela é do tipo de mulher boba, bobinha, igual eu. Ri de piadas ruins. Memes ruins. Das minhas falas ruins. Eu fico boba e encantada com pouco, sonhando em tê-la encontrado bem antes nessa trajetória, vivo recebendo muito mais do que eu preciso. Ou quero. Ou busco. Ela vibra na mesma energia, intensidade, sintonia que eu e sinto que somos brilho. Com ela o ritmo da vida fica mó paz.
É isso.
Maluca por ela com ou sem meus dedos após amassos e beijos, entrando e saindo dela ou bagunçando seus cabelos, em silêncio, ouvindo a respiração dela num cafuné pós sexo ou no carinho que antecede tudo. Gosto de tocar seu corpo. Gosto de ser tocada por ela.
Eu adoro ela dentro da minha casa, mesmo sabendo que tudo que eu ofereço pra ela é buceta e água. Com ela dentro da minha casa, o tesão me domina, ela entra do meu quarto e em cinco minutos eu já quero estar dentro dela, então sem muito rodeio eu puxo a calcinha pro lado.
A mão dela tocou suavemente meu pulso, daí ela foi subindo, alcançou meu ombro, deslizou pras minhas costas, minha nuca, tocou minha orelha - o que me fez rir - e me abraçou. Invadiu meu espaço sem pedir licença, sem formalidade alguma e eu não gosto mesmo das coisas muito formais. Por cinco segundos inteiros da minha vida eu consegui prestar atenção somente em uma coisa, me concentrar mesmo, parar ali e só apreciar algo. Ela, no caso. E ela tava linda pra caralho. O inverno abraçava meu bairro, gelado. Eu fumei um na cadeira do meu quarto apenas contemplando o universo enquanto ela me chupava. Minhas memórias celulares mais vívidas fazem ela continuar morando mais na minha cabeça do que na casa dela.




