quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

não vou escrever sobre você, bonitinha.

Eu sei que foram só alguns poucos dias sem vê-la, mas pra mim que sou ansiosa demais, mais pareceram anos. Horas de espera que eu perdi sem perder dando pra ela. Expectativa gigante, saudade desse nosso "quase semi romance", eu explodi saudade, tesão acumulado. Saudade do corpo, do cheiro, da voz e de ficar cara a cara. Pertinho demais. Nada apaga, nada paga, eu não troco por nada. E vontade dela, da presença, do cheiro, do abraço. Misto de tudo isso. É possível sentir tanta saudade assim de alguém? Não sei. Mas senti. Sem ter nenhum laço concreto, afetivo, não importa. Nem quero.
Mas morri de saudades. Ou só vontade, sei lá, pouco importa isso também.
Só sei que agora eu tô aqui... Totalmente em mim, totalmente na vontade e finalmente na presença dela, totalmente sóbria, sem nenhuma loucura na mente, só um baseadinho bem básico pra deixar contente, que a gente dividiu a metadinha no caminho pra casa dela. Um energético, mais nada. Eu gosto assim. Gosto de saborear a vida ao lado dela. Uma noite inteira ao lado dela.
Mas o gosto do sexo dela na minha boca foi minha maior saudade desse ano que se passou, é normal sentir vontade de chupar uma buceta em específico? Malditas sejam as memórias celulares, hihihi hihihi ai ai.
Em pouco tempo eu já estava na cama dela, pedi pra ser sem pressa, mesmo eu querendo forte e rapidinho, ela riu, me chamou de cachorra, de vagabundinha e de outras coisas que feriram meu ego mesmo, confesso, mas soou divertido vindo daqueles lábios lindos diretamente pro meu ouvido. Até me xingando eu sou muito gado dela. É um caralho mesmo. Eu só queria sair do quarto satisfeita e ela nunca me decepciona.
Me deu aquele abraço gostoso, quente, apertado... Que mesmo não sendo na realidade, ali... foi como se fosse só meu. O beijo que encaixou automaticamente depois do abraço deixou minha buceta e calcinha molhada, ela tirou minha camiseta lentamente beijando cada centímetro de mim que ela despia e eu não respondi por mais nada, a mão atrevida insistiu em se enfiar dentro do meu shorts, sentiu o molhado e depois desceu, beijou, saboreou e mordeu minhas coxas comigo sentada, acendi o resto do baseado enquanto ela me chupava. Me lambeu pra caralho, mais parecia uma gata. Só faltou miar, porque às vezes me arranha pra caralho.
Me fez até sorrir e isso é raro...
Mas foda-se... Eu vou encerrar por aqui porque lembrei agora, agorinha... que não posso escrever sobre ela rs


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terça-feira, 4 de janeiro de 2022

rester éveillé

Acordei assustada após um curto período de sono, o cheiro dos lençóis dela, o cheiro do amaciante de roupas dela, os aviões caindo dentro do meu sonho e minha temperatura corporal aumentando no exato momento onde eles tocam o solo, e eu acordo. Dia ruim. Um limbo que vai demorar pra caralho pra passar. Tudo me soou triste. Acordei diferente do que eu esperava mesmo após uma noite incrível ao lado da mulher que eu quero. Puro revés. Um misto de sensações cruéis, esmagadoras e que me indicam que aqui, onde estou, não há saída, não há saída para mim. Agradeci a mim mesma por ter cedido e vindo até aqui. Acordado ao lado dela.
- É a primeira vez que te vejo dormir em muito tempo. - abri os olhos lentamente e a segui com o olhar pelo quarto, enquanto tateava meu peito em busca da minha bag.
Ela indicou com a cabeça onde estava, sorriu. Perguntou se eu queria comer algo, ou voltar a dormir. Eu só queria meu quarto, pra ser honesta. Respondi que não e ela sentou no pé da cama como se me encarasse, como se em qualquer instante ela fosse começar uma dessas crises chatas dela, discussões sem fundamento. Mas estranhamente não teve nada. Foi como se ela fosse capaz de me entender numa leitura rápida. Esperei um problema paupável e ele não veio, aparentemente o problema era só eu. Só em mim, só comigo. Esperei correr pelo corredor dos quartos até a porta de saída e mesmo meu peito explodindo vontade de fugir, eu me mantive deitada na cama dela. Engolindo todo o mal estar.
A chuva lá fora me deixava mais agoniada.
Meu coração, vazio, rebatia dentro do peito aceleradíssimo como se a qualquer momento fosse achar uma brecha, ou fazer a brecha e fugir... e a ansiedade... A ansiedade tinha um sabor bastante amargo. Doce foi apenas o olhar dela, acolhedor mesmo, o toque calmo em meus pés, que eu tirei rapidamente numa tentativa incessante de fuga, mas ela me seguiu pela cama e insistiu no toque. Eu sempre fico nessa palhaçada de não querer o toque dela mesmo após uma noite de sexo, basicamente isso é reflexo do puro arrependimento. Que se foda. Eu baixei a guarda, ela não falou nada. Não teve briga, não teve nada demais. Continuou tocando meu corpo com receio até deitar no meu peito, escutou meu coração acelerado por um bom tempo. Até eu dormir de novo.
Foi paz. Foi o mais próximo disso em muito, muito tempo. Teria feito merda se não houvesse ela me prendendo no colchão.
Hoje o rato queria, na verdade, estar morto... Mas foi salvo pela ratoeira. Eu juro, nem queria falar sobre isso.


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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

incompatíveis passionais

Já beirava às duas horas da madrugada, eu já não tinha mais discernimento algum sobre o que era realidade e o que era brisa. Minha cabeça pesava. A realidade pesava, mesmo maquiada. Qualquer coisa era amplificada, tanto mal quanto bem. Introspectiva, maluca e morando dentro de mim, e longe de tudo. Eu só pensava em fugir. Como sempre. A sensação de não pertencimento é algo que eu venho trabalhando muito pra vencer, mas ainda é recorrente.
Paciência, só respirar mais fundo que passa.
Meu telefone tocou, a claridade da tela era horrível, absurda e estranha pra mim, e eu estranhei ainda mais ver o número dela estampado na tela.
O número.
O DDD.
O frio na barriga foi inevitável.
Nada me pareceu familiar na situação, pensei no quanto eu gosto do nome dela, dela em seu formato mais puro, pacífico, de quando ela me chama. De tudo que envolve ela. Ou quase tudo, né?
Em contrapeso eu pensei também no quanto me sinto cansada dessa situação, de como ceder pros encantos dessa mulher me tira a vontade de viver quando ela goza e logo após esquece que eu existo até uma de nós querer uma foda madrugadeira novamente. Não que seja obrigação dela respeitar e entender como eu me sinto, mas toda vez que eu venho, entro nesse apartamento e ela encosta a pele queimada dela na minha pele é como se eu tivesse que reiniciar todo processo de cura depois disso, filha da puta. Mesmo que nos momentos em que estou dentro dela... ah, honestamente nem precisa de tanto, só estar na presença dela já faz eu me sentir mais viva e feliz do que nunca. Mas o pós é dolorido aqui, pra mim, ela me causa uma ressaca fodida mesmo, pesada e foda de curar, e isso me cansa pra caralho também, a indecisão dela em sair ou permanecer na minha vida é cansativo também. Mesmo que eu não queira e até evite contato, saber que ela trepa, beija, se relaciona, fala com outras pessoas me faz querer me manter longe dela também, me faz ter vontade de sumir da vida dela. E é prazeroso estar longe, mesmo que longe eu me sinta mal e acumulando mágoas desnecessárias que só pesam quando minha cabeça tá cheia de droga. A indecisão em querer a presença dela ou não também me cansa. E pra ser honesta, a culpa é minha. Ela me torna permissiva, receptiva. Ela tem de mim o que quiser e quando ela quer, a verdade é essa e precisa muito ser dita, escrita, tanto faz e que se foda.
Eu também não entendo e muito menos respeito como ela se sente. E tanto faz também.
Mas vamos lá... Em duas horas eu estava ocupando o mesmo cômodo que ela, fedendo à droga química, pólvora e whisky. E mesmo preenchida excessivamente pela língua, dedos, gozos dela... Eu me senti vazia. Ela tocou levemente e carinhosamente meu rosto e me perguntou num tom de voz sério porque eu fico aérea às vezes e eu não soube o que responder. Eu estava mais em mim do que nunca porque essa filha da puta rouba minha brisa. O peso de encontrá-la só chegou mais cedo do que o previsto e ali, no momento, na situação eu não soube lidar e deixei transparecer. Pensei que sempre estive aqui, voando pra lá e pra cá, mas sempre aqui. Eu não respondi, sorri e a beijei como se fosse mesmo a última vez porque pra mim sempre é. E mesmo quando eu não quero estar na presença dela, eu venho, eu fico e aqui eu estou e juro, eu faço tudo ser possível quando se trata dela. Tudo. Eu mataria o presidente se ela me pedisse, sem pensar, eu só faria... Se isso a tornasse mais feliz. Mesmo que ela me tire o que eu tenho de mais precioso, a paz. Ela me perturba como nenhuma outra fez ou faz. Deve ser incrível pra ela me dominar assim, aposto. Deve fazer bem pro ego dela uma ligação e me fazer estar aqui, apesar de tudo. Mas por ela... Eu paro o mundo. Eu esqueço o mundo. Se ela tá do meu lado que se foda o mundo. Porque no momento do sangue quente eu fervo e ela nem sente. Diz que me quer com ela, mas não fria... Não assim. Tocou minhas tatuagens do braço com afeto e me questionou sobre coisas que não deveria e que eu não tô afim. Não entende porque eu não sou mais sorridente, diz que toda vez em que me encontra é como se eu fosse alguém diferente. Talvez eu seja. Talvez eu só tenha me tornado menos coração e mais eu, puro ódio e razão. Diz que preferia como eu era antes. Mas esse problema é dela, eu não vou pegar esse problema pra mim. E eu segui muda. Me diz que não me conhece mais... E repete. Acho que ela está em busca de alguma explicação. E isso me cansa. Burguesa otária do caralho. E toda vez é isso. Pra quê me procura então? Me enche de perguntas que eu fujo e dela eu já nem quero mais resposta alguma. Diz que se assusta como eu me tornei implacável e fria ao longo dos anos, mas isso a atrai. Eu sei que sim. Eu sei que atrai porque ela nunca transou comigo assim, antes, digo... com tanta vontade. Explode atração, tesão. Quando ela sabe que eu tô off e me tira do corre, ela me dá a buceta com tanta vontade que beira o desmedido. E às vezes eu acho que só quero isso, que ela só quer isso, só espero isso porque eu já cansei de esperar algo diferente. Não me dá amor, mas faz eu me sentir amada e desejada, mesmo que às vezes essa sensação passe logo após ela tirar os dedos molhados de dentro de mim. A frieza me faz transformar o amor em prazeres sexuais, em favores banais, em fodas casuais. Eu finjo não enxergar o amor que ela sente e é transparente nos olhares que ela me lança.
Mas eu, hoje, aqui e agora só consigo pensar que eu tô cansada de ser só diversão pra ela, e isso juro, isso não é nada demais... Talvez seja excesso de droga na cabeça, mas eu só precisava desabafar. Seguimos alinhadas no sexo... No beijo... No papo. Mas ainda, incompatíveis e um tanto quanto passionais.


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segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Piquenique em Paris

Todos as evidências e detalhes dessa mulher me impressionam desde que eu a vi a primeira vez descendo a minha rua com o cachorro dela, ela parecia tirada de um filme, tipo Amélie Poulain, é como se meus olhares quando direcionados para ela ficassem iguais aos dos casais mais apaixonados do cinema mesmo, em câmera lenta. Me encantam. Louvre em formato de mulher. Uma obra de arte contemporânea, pop art, paixão nada momentânea. Me causa fascinação, estranhamente eu não consigo parar de olhar pra ela. Mas a curadora de arte é ela. E pra mim, ela é um quadro que ilustra muito da minha felicidade, me prometeu que a exposição de Monet seria só minha no final desse ano, pelo menos por uma noite.
Quase nunca dorme comigo, rotina regrada, dieta balanceada, acorda às 6h da manhã de segunda a segunda e não fuma nada, do jeitinho "boa menina", do tipo que nunca causou uma preocupação sequer à família. Nem escolar, porra nenhuma. Nunca deve ter tirado nem nota baixa. Ela é até tilelê demais, aposta na ioga às quartas feiras, na quinta às vezes é dia de esteira e vai de LSD no final de semana, acha um horror eu beber whisky puro. É tanta diferença que nem dá pra lembrar todas, eu chego com dois pés na porta e ela sempre neutra, muita paz, até demais, em cima do muro. Mas funcionamos bem, somos especialista em fazer dar certo. Só que não tira o peso de sermos total opostos, a gente não tem nada a ver a não ser essas ideia de a gente se olhar e se querer. Eu gosto do jeito dela, focado, mas atrapalhado e bonitinho. A conversa sempre rende porque tem equilíbrio, gosto do cabelo bicolor, bagunçado e esquisito... que é tão bom de bagunçar, e dos olhos gigantes que me miram, eu transpiro amor e eu poderia saltar pra dentro dos olhares dela e ser engolida por eles a qualquer momento, bastava ela querer. E como diria Zé da Luz, ai se sêsse...
E nós duas juntas é uma vibe meio Eduardo e Mônica, também. Quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração?
Ela me ocorreu em um dia apático, cinza, chegou simpática, o dia era frio, as únicas cores que eu vi naquele dia foram as cores das roupas dela. E achei a coisa mais fofa ela estar usando uma meia preta e outra amarela. E a gente não tem nada a ver, ela é igual à personagem de filme francês clichê, e eu adoro os clichês, ela é tão calma, paz e amor, eu bagunço a mesa, invento regra e roubo o jogo. Mas com ela eu nem queria jogar. Só a mesa, um vinho bom e uma playlist de música esquisita que ela gosta, pra animar. Porque eu parei entende? Parei nela e em toda a situação.
Foi como se ela dominasse minhas tardes e fosse dona de todas as suas diversões, como se a chuva não fosse capaz de estragar os meus sorrisos e os dela, meu encontro com ela.
O doce batia na minha mente e a bala na mente dela. E tudo se encaixava bem, como se tudo que aconteceu fosse feito pra ser com era, ela é tão ela e as outras tão iguais. Foge muitíssimo das minhas fodas banais.
Ela é tão solta no jet, tão minha no jet. Conversa com todo mundo sem me abandonar, parece que se divide em duas. Me apresenta pros amigos como namorada, eu dou risada e confirmo que sou, mesmo eu não sendo nada. Quando fala comigo em francês eu fico apaixonada, gosto de sentar com ela no chão do quarto amplo e branco, duas loucas de ácido e fingir que estamos fazendo um piquenique em Paris. Eu a faço imaginar a cena toda e ela entra na minha e ri. A gente se diverte assim, ela da risada, fala que eu sou louca, eu peço beijo e ela responde "oui oui". O maior defeito dela é fazer eu me sentir bem em qualquer ocasião, lugar, dia, hora, nunca importa... Só me sinto feliz.


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quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Luna

O sol batia na janela do quarto dela, eu conseguia ver nitidamente os raios invadindo o quarto por entre as frestas da janela e transpassando a cortina também. Coloquei meus óculos e enxerguei a precisão invejável com a qual a baixa claridade dançava no corpo despido e adormecido dela. Me lembrou Les Coquelicots, do Monet. Sai e entrei silenciosamente do quarto algumas vezes, acendi um baseado na sacada gelada, pensei que nem pertenço a esse lugar. Eu morreria de tédio no mundo dos boy. Meu relógio já despertou, eu ouvi e ignorei, e é meu lembrete de que é a hora mais que perfeita pra ir pra casa. Satisfação é quando o alarme toca e eu já estou dentro do meu quarto. Normalmente, sozinha. Todos os dias o meu alarme toca às 5h07 da manhã. Todos os dias. E é só um lembrete. Eu sempre tô checando as horas, e normalmente nunca perco tempo.
Eu odeio muito quando amanhece, ela sabe, e sabe também que normalmente eu não me faço de rogada, pego minhas coisas espalhados pelo quarto e saio da casa dela sempre antes mesmo que ela esboce acordar, sem crise, sem problema pra ela também. Ela me conhece. Eu não tô nem aí mesmo. Dou um beijo na testa, um beijo na boca, um doce qualquer pra melhorar e adoçar o dia dela, um bilhete fofo e um beck bolado pra ela pensar em mim durante o dia todo - e eu sei que ela vai porque eu também vou, acho. - mas ela sabe que eu não sou do tipo que vai voltar a existir na vida dela e socializar com ela ou pagar de casal, zero habilidade social, eu nem sei existir direito uma vez ou outra, não mesmo, não tenho nem tempo pra socializar tanto, mas hoje... Hoje eu estiquei o dia, prolonguei a madrugada só pra testar como eu me sentiria. Nem eu sei o que eu ainda tô fazendo aqui.
E eu tô aqui agora andando pelo quarto dela pensando no quão incrível foi a noite. Mas também pensando no quanto eu quero fugir daqui, queria poder me teletransportar pro meu quarto e estar nua na minha cama, sozinha, agora, fumando um baseado e me arrependendo por ter vindo. Deveria ser proibido gozar e dormir junto. Deveria ser proibido ser apaixonada por mulher filha da puta.
E normalmente, pra ser sincera, minha bateria social esgota antes do dia rasgar a madrugada. Pra mim, só a madrugada tem encanto, eu não quero existir na vida dela durante o dia porque, pra mim, isso implicaria em tantas outras coisas que honestamente eu não quero mais ter que lidar E a gente tem que saber claramente o que quer pra si.
Mas eu já estou aqui, né? Caminhei em círculos por alguns minutos pelo quarto dela porque isso me ajuda a pensar, enquanto a observava dormir, lembrei do quanto gosto dela, pensei que gostava mais antes, mas ainda sigo pensando que ela é especial quando ela toca meu rosto, quando me beija e todos os etc's que a atração carnal proporciona. Eu tô cansada de ser só diversão pra mulheres iguais a ela. Na verdade cansada de ser diversão pra essa mulher. E eu sei que eu sou. Mas continuo me permitindo me induzir ao erro. Aos erros. Já me falaram que dormir junto apaixona, mas acordar junto que é foda pra mim. Olhar ela dormir que é foda pra mim.
E além do mais, eu não durmo muito mesmo.
Tanto faz.
Eu não gosto mesmo quando amanhece. Não gosto nada.


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